Eleições 2010

October 26th, 2009 Rodrigo Fernandes 2 comments

Aos poucos vamos nos aproximando das eleições de 2010, porém a disputa já começa e o primeiro a sentir os efeitos que a aproximação da eleição causa foi o Banco Central, recentemente ao prever um risco inflacionário aos gastos excessivos no Brasil,foi duramente criticado pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que fez duras críticas ao que chamou de “tentativa de terrorismo fiscal” por parte de setores da oposição e do mercado alimentados pelo relatório de inflação do Banco Central (BC). Segundo o secretário, o governo irá cumprir com a meta do superávit primário 2,5% (2009) e 3,3% (2010) do Produto Interno Bruto (PIB) e que a política fiscal é “perfeitamente consistente” com a meta de inflação, com o equilíbrio da dívida e a previsão de crescimento.

Ao relacionar a oposição, o secretário referia-se aos analistas que estão prevendo um aumento da inflação em 4,4% no ano de 2010 (ainda na meta do Banco Central para o mesmo ano) e anunciar uma inflação de até 4,6% no ano de 2011 e devido a essas previsões o BC já estima um aumento da Selic, previsto para chegar a 10,25% no final de 2010, ou seja, um aumento em 1,5 pontos percentuais para o próximo ano.

Novamente alguém que represente o governo age de forma rigorosa e um tanto arrogante contra comentários contrários ao governo atual. Sinceramente é um ato muito medíocre por parte deles, criticas que em certo ponto devem ser analisadas, pois podem ter algum fundamento. Em relação ao alerta do BC, eu acho totalmente coerente e, além disso, a instituição está fazendo o trabalho do próprio Ministério da Fazenda. O dever deles é controlar os gastos e não gastar sem responsabilidade. Pode ver claramente um problema com as contas do governo, um pouco devido ao incentivo fiscal (muito necessário no momento e feito de forma correta) e em minha opinião, o grande vilão disso tudo foi o aumento do funcionalismo público e aumento de seus salários respectivamente. O BC tem razão em se preocupar com a inflação, além do mais, o gasto do governo é determinante, para quem não sabe ele foi uns dos grandes vilões da hiper inflação que assombrou o Brasil durante a década de 80. Portanto, todo cuidado é pouco e esperamos que as palavras do Sr Secretário, Nelson Barbosa, sejam verdadeiras e que o governo cumpra suas metas do superávit primário.

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A Euforia Irresponsável

October 11th, 2009 Rodrigo Fernandes 6 comments

O mundo vive um momento um tanto curioso, como foi dito no meu último post, a economia mundial e brasileira vem se recuperando após o baque da crise econômica, uma coisa totalmente natural na economia, mas o que vem me chamando muita atenção é a grande euforia que tomou conta nas bolsas mundo a fora. Uma euforia pela qual eu não consigo entender, muitos inclusive parte da imprensa acreditam que a crise econômica é coisa do passado e não temos mais com o que nos preocupar, mas particularmente não tenho todo esse otimismo.

Durante a crise mundial a economia americana teve uma redução gigantesca no nível de empregos e conseqüentemente no nível de produto. Foram identificadas também reduções no consumo e um entrave no crédito, em outras palavras, podemos afirmar que a economia americana parou. Para quem não sabe, o consumo é o maior componente do PIB americano e com o crédito travado este mesmo que já estava baixo devido à baixa expectativa de consumidores e empresário sofreu um impacto muito forte e ainda não se recuperou.

Analisando dados da economia americana, hoje me deparo com a seguinte situação; no dia 2 de outubro foram divulgados os números do emprego nos EUA e a situação não é nada agradável, o índice de desemprego no país em setembro alcançou incríveis 9,8% o que superou e muito a expectativa dos analistas (263 mil postos foram perdidos, a expectativa era de 140 mil) o que me chamou muita atenção foram os setores que mais sofreram perdas (as maiores perdas de vagas ocorreram nos setores de construção, manufatura, comércio varejista e no setor público).

Com esse desemprego em baixa a tendência é que o nível de salários baixe e aliado a isso o nível de preços também terá uma tendência de queda, o que pode levar a uma produção menor por parte das empresas, sendo assim, não irá gerar empregos. A confiança do consumidor americano também caiu em setembro e previsão de recessão anunciado pelo FMI para os EUA também apresentou ligeira piora. Portanto, eu tenho argumentos muito fortes por não entender tamanha euforia, em especial no mercado de ações. Espero que dessa vez o mundo tenha uma responsabilidade maior para não começarmos a plantar hoje uma forte crise amanhã.

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Brasil no século XXI?

October 7th, 2009 Gerson Lopes 7 comments

BrasilSeculoXXI

Aproveitando toda uma euforia proveniente do orgulho de o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, ter sido escolhido como sede das olimpíadas de 2016, gostaria de dissertar a respeito de possíveis razões que fizeram com que o Brasil, atualmente, seja bem mais respeitado num âmbito internacional.

O cenário econômico mundial não é nada favorável, pelo menos para as tradicionais potências. Com a ausência de liquidez nos mercados norte-americano e europeu (oriundo de uma sistema de financiamento ousado, combinado a um momento de aumento de juros nos EUA) vimos à cerca de 1 ano o mundo se assolar numa crise, que sinceramente, não alterou muito a minha rotina de vida e provavelmente a sua também não. Mas qual será, ou quais serão os verdadeiros aspectos para que o brasileiro, assim como outros povos de países emergentes não tenham sentido a fúria do “cassino” de wall street?

Em linhas gerais, o brasileiro não tem uma cultura, nem uma legislação de financiamento de bens de consumo (geralmente sem liquidez como casas e carros) como nossos conterrâneos do norte do continente. Além disso, tivemos medidas pontuais provenientes do governo federal, articuladas em conjunto pelo ministro da fazenda Guido Mantega e pelo presidente do banco central brasileiro Henrique Meirelles. Tais medidas possibilitaram que uma parcela da produção que seria destinada ao mercado externo, fosse absorvida pelo próprio mercado interno.

Alguns fatos ilustram de forma concreta, como o trabalho de reconhecimento do Brasil no cenário internacional não começou a pouco tempo. Com uma estratégia de levar a “marca” Brasil aos quatro cantos do mundo, conseguiu-se diversificar os nossos clientes ao redor do planeta. Deixamos de ser extremamente dependentes dos consumidores tradicionais (USA e EU) e nos tornamos apenas dependentes dos mesmos, porém a cada dia diversificamos mais nossa carteira de clientes.

Verificamos também, um maior investimento no social, elevando assim o nível de renda do brasileiro e consequentemente, houve um incremento no consumo no Brasil. Desta forma, com uma política que freia o avanço do neo-liberalismo no país e tem o estado como vetor do desenvolvimento econômico, com projeção de sermos a QUINTA economia do mundo em 2016, somos vistos com outros olhos por todo o globo terrestre.

Segue abaixo alguns títulos de matérias que usei para escrever esse artigo, quem tiver interesse em lê-los por completo, acessem as fontes também citadas.

PIB de 2009 melhora de -0,15% para estabilidade

Fonte: Agência Estado

32 milhões subiram para a classe média no governo Lula

Fonte: Folha Online

Previsão de investimentos começa a retomar níveis pré-crise

Fonte: Valor Online

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Os heróis são imortais?

October 5th, 2009 Rodrigo Souza 7 comments

Olhando notícias corriqueiras, uma me chama a atenção:

“Antonio Banderas desiste de interpretar Ayrton Senna”

Primeiro pensei:

-   Como assim, filme sobre o Senna? Antônio Bandeiras como Senna?”

Fui ler a notícia, e vi que a desistência se deve ao fato de Bandeiras ter 49 anos, e o Senna ter falecido com 34, portanto, ele se acha muito velho para o papel.

Lendo mais, descobri que a Warner está por trás disso e logo chego aos comentários.

Um me chama a atenção.  Alguém pergunta o por que de um filme com Senna, e o que ele tinha feito de demais, já que o Schumacher ganhou muito mais títulos.

Acredito que esse rapaz, ou é muito novo ou não entende de formula 1.

Diferenças básicas entre os dois pilotos.

Senna:

Correu em uma época que havia pouca tecnologia embarcada, as trocas de marchas eram manuais, com um câmbio semelhante aos usados nos carros comuns, ou seja, tinha que fazer curva com uma mão só a 200 km/h. Teve vários adversários geniais em sua época, como Alain Prost, Nigel Mansell, Niki Lauda e até Nelson Piquet e ainda assim foi tricampeão.

Schumacher:

Auge da tecnologia na formula 1. Controle de tração, minucioso trabalho aerodinâmico, câmbio semi-automático, telemetria avançada, onde dos boxes, o engenheiro pode resolver problemas do carro, resumindo, um carro muito mais fácil de guiar, tanto que atualmente as regras proibiram alguns dos itens citados, para dificultar a vida do piloto. Outro fato é que Schumacher e Ferrari reinaram absolutas durante esse tempo, não havia carro ou piloto que conseguissem competir, alem dos bons escudeiros impostos por contrato, Irvine e Barrichelo. Não conto o Massa nessa lista, pois quando ele chegou na Ferrari, foi quase que para substituir o Schumacher. Sem falar que as vezes ele tinha atitudes dignas do Dick Vigarista. É um gênio das pistas e por isso foi heptacampeão.

Apesar de contente com um filme sobre um ídolo que pouco vi, pois nasci em 86 e quando comecei a tomar gosto por assistir F1 foi em meados de 92, dois anos antes de sua morte, eu considero o Senna o maior piloto que vi, e um herói, exemplo de ser humano e de patriotismo. O fato da produção de um filme sobre sua vida, extrapola esse significado de forma mundial, fazendo com que o Senna seja um exemplo de vida seja você um americano, japonês ou alemão. E com isso vem a pergunta. Onde estão os nossos heróis?

Onde estão nossos mitos? Temos alguns poucos, mas o povo brasileiro adora ignora-los, diminuir sua importância. Parece que todo brasileiro é safado, não presta, é ladrão. Não existe valorização do que é feito em nosso país. Nosso patriotismo só existe a cada quatro anos e esporadicamente de dois em dois, contando o intervalo entre olimpíadas e copa do mundo. Temos que aproveitar o momento muito patriótico em que vivemos para alavancar o sentimento de ser brasileiro.

Esse sentimento não é só torcer por nosso país nos esportes. É cobrar dos políticos uma atitude digna, é ser solidário, justo, honesto, é reconhecer quem faz o bem para o país e divulgar a nossa marca no mundo e nesse quesito eu acrescento o Pelé, que é um mito que temos, e o nosso presidente Lula. Ambos apesar das gafes, que só acontecem por serem de origem humilde, são símbolos genuinamente brasileiros, e que deveria ser dado como exemplo por todos nós. Símbolos daquele que não tinha nada e lutou para conseguir alguma coisa na vida. Temos que lembrar também da mãe de três filhos que sai as 5 da manhã para trabalhar, pega três ônibus a cada viagem e ganha um salário mínimo, ou do Zé que trabalha na obra como pedreiro, que veio do nordeste para o sudeste, deixando família, e que mora no morro, ou do rapaz que busca uma formação em nossas escolas públicas, que não dão condições para um aprendizado eficiente, e ele insiste nela, para não ser mais um traficante.

Para esse rapaz que comentou, as coisas não são diferentes. Ou ele esqueceu, ou não sabe o que foi o mito Ayrton Senna, um cara que usava seu dinheiro também para ajudar os outros, vide Instituto Ayrton Senna, um projeto que começou antes de sua morte, e foi deixado como legado de sua vida.

Os heróis morrem duas vezes. Uma de verdade, e outra quando caem no esquecimento. Mas enquanto ainda o temos vivo na memória, temos que usar seu exemplo para tentar perpetuar sua existência, ou quem sabe um dia possamos nos tornar o herói das gerações futuras, nem que seja de apenas uma ou duas pessoas.

Espero que esse filme ajude a não deixar o Senna morrer pela segunda vez.
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Capital mundial do esporte da próxima década

October 2nd, 2009 Rodrigo Souza 16 comments

Nunca gostei muito do Lula, mas hoje, após o COI informar que seremos os anfitriões dos jogos olímpicos de 2016 ele disse algo que posso dizer que é verdade. O Brasil ganhou sua cidadania internacional.

Não gosto muito de discutir política, pois como futebol e religião, cada um tem sua opinião e sempre acaba defendendo sua visão de tal forma que pode gerar briga, mas a boa realização de uma copa do mundo em 2014 e olimpíadas em 2016 passa nas mãos dos companheiros lá do cerrado e do palácio Tiradentes.

Vi muita gente cornetar, dizendo que é a oportunidade perfeita para os ladrões roubarem mais o dinheiro do povo, mas para esses, digo apenas o seguinte. Teremos apenas umas 3 eleições durante esse percurso, então, cabe a você corneteiro, votar consciente e não deixar o ladrão chegar ao poder.

Ouvi também que se o Brasil fosse um país sério, aconteceriam protestos como aconteceu em Chicago, pois é um absurdo tirar dinheiro de educação, saúde, saneamento básico e outras coisas para gastar ditas desnecessárias  para as olimpíadas. A esses, lembro que para a realização dos jogos, o COI EXIGE hospitais de referência, investimentos em meio ambiente e outros investimentos, que fatalmente ampliarão os investimentos nessas áreas lembradas como desleixadas, com participação de capital estrangeiro, que, apesar do lugar comum dito o tempo todo pela TV, deixará um legado, transformando a cidade, e provavelmente fazendo com que o Rio seja a melhor cidade para se viver na América Latina.

Como cidadão carioca, espero melhorias que são ansiosamente aguardadas, como um transporte público de qualidade, melhor segurança, mais emprego, e tudo mais que esses eventos podem trazer para a cidade e servir como molde para o país.

Há muito o que ser feito. Há muito o que ser compensado por anos de improbidade administrativa.

Mas temos uma oportunidade de ouro, não podemos nem pensar em prata e em bronze.

Vamos mostrar ao mundo que podemos sim, como na campanha do Obama.

Parabéns ao Brasil, Parabéns ao Rio.

Somos a capital mundial dos esportes na próxima década.
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