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Archive for March, 2009

O Mundo de “Gomorra”

March 22nd, 2009 Rodrigo Fernandes 7 comments

gomorra

Como todos nós podemos presenciar com muita freqüência não só no Brasil mas no mundo inteiro é como a violência cresce a patamares elevadíssimos e muitos deles ligados ao trafico de drogas, o livro de Roberto Saviano “Gomorra” trata um pouco mais a fundo a guerra de traficantes de drogas napolitanos e o estrago que ela causa a sociedade local.

 

Nos últimos anos nos deparamos com diversas propostas para tentar combater o crime de drogas ilegais que como disse acima acontece em todo mundo, ou seja, trata-se de um problema mundial, no Brasil recentemente Fernando Gabeira defendia a liberação das drogas e em contrapartida o estado seria responsabilizado por propiciar campanhas mostrando o lado ruim de ser usuário de drogas, de fato foi uma declaração que causou muito espanto para alguns e para outros parecia ser uma solução ( infelizmente para esses que defenderam a tese de Gabeira foram chamado inclusive de “maconheiros”).
Para que tal medida seja aprovada umas séries de estudos sociais devem ser feitos e cidades que adotaram essas medidas devem ser estudas de forma extremamente profunda a fim de encontrar pontos positivos e negativos da liberação de drogas.

 

Os que defendem a mão de ferro a liberação das drogas, argumentam que somente assim daríamos fim a essa violência aguda que toma conta das grandes cidades, mas por outro lado ninguém pensou no lado econômico da questão, hoje e o consumo de drogas mundial é extremamente grande e de fato altamente lucrativo, assim como o consumo de tabaco até hoje,mesmo com a exclusão de anúncios de tabaco continua sendo altamente lucrativo, o que poderíamos ver acontecer eram lugares que por exemplo servia de plantação de trigo seja facilmente substituído por plantação de maconha por exemplo e justamente por ser mais lucrativo e no meu ponto de vista acredito muito que isso seria uma tendência visto que numa sociedade onde o moral e o caráter pessoal é facilmente substituído pela ganância de enriquecer, mesmo que essa sua forma seja destruindo a vida alheia.
A liberação das drogas é um tema que leva fácil muitas horas de discussão e pouco resultado efetivo, o que todos devem é refletir, leis foram criadas entre elas até a punição aos usuários ( muito justa no meu ponto de vista ) porém o resultado esperado não veio provando que o consumo de drogas é um problema muito grande e cabe a sociedade mundial a refletir sobre suas escolhas e hábitos de vida.

Nossas escolhas podem mudar o mundo pensem nisso ;)

Veneza Brasileira

March 17th, 2009 Antonio Neves 2 comments

Atualmente qualquer chuva mais forte no Brasil deixa a sociedade desesperada, depois da tragédia que ocorreu em Santa Catarina, quando ameaça um temporal já se pensa em ruas alagadas, pessoas desabrigadas. O pior não é o fato de pensar que possa acontecer de novo, e sim o fato de que já aconteceu de novo!

A grande dúvida que segue até hoje é o que causou e continua causando esses desastres, será apenas o fenômeno natural da chuva? Creio que não.

Construções irregulares, estruturas mal feitas, lixos jogados em qualquer lugar, ruas sem escoamento. Parece que a sociedade e o governo se uniram pra deixar o lugar preparado para a chuva destruir.

Lógico que não são chuvinhas que fazem os desastres no país, são as chuvas fortes, mas nossa “ajuda” também é fundamental. O engraçado é que foram feitas campanhas para reconstrução de Santa Catarina e ajuda aos cidadãos, concordo que isso é importante, mas foi pouco falado e não houveram campanhas para que sejam evitadas novas enchentes, o que também é fundamental.

É importante que medidas sejam tomadas (frase repetitiva no Brasil) ou assistiremos e ajudaremos na construção da Veneza brasileira.

EDIT: Só completando o post, pois hoje mesmo tivemos mais um caso de enchente, mais uma vez em São Paulo, e o transito, bom o transito bateu recorde, mais de 200km de engarrafamento. Clique aqui para ler a noticia.

“Os japoneses demoram 1 ano planejando e levam 1 mes para terminar a obra, nós, brasileiros, levamos 1 mês planejando e 50 anos para terminar a obra.”

O resultado está aí, nas manchetes de todos os dias.

Acho que todos deveriam fazer um curso de planejamento estratégico de vez em quando. É bom, eu garanto.

Leonardo Monteiro

O retorno de John Maynard Keynes

March 13th, 2009 Rodrigo Fernandes 5 comments

Em meios de uma grave crise mundial, surgem novas teorias ou teorias antigas voltam a tona, o caso da vez é do economista John Maynard Keynes o inglês que revolucionou a economia durante a grave crise de 29 e certamente foi uns dos mais importantes economistas do século XX.

A teoria de Keynes dizia basicamente que o estado deveria ter uma participação na economia, o que até então o liberalismo pregava justamente o contrario a famosa frase da mão invisível onde o mercado se ajusta sozinho.

Leia mais sobre Keynes http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Maynard_Keynes

Porém durante a crise do petróleo e a depressão da década de 80 a teoria keynesiana fora jogada de lado, na ocasião culpavam o estado de impedir o crescimento dos países, de corrupção e de incapaz de administrar, e então fora criado o neoliberalismo, que viveu seu grande auge durante o inicio da década de 90 com crescimentos extraordinários em especial EUA e Japão, depois de algumas crises sem muitas perdas como a atual, o neoliberalismo passa a entrar em cheque novamente, muitos economistas surgem com a teoria de Keynes e apóiam como a solução da crise, e isso já deixou os políticos em alerta, pudemos ver recentes declarações do presidente Lula falando sobre o estado controlar algumas empresas, essa semana tivemos a oportunidade de ver o Citigroup sofrer uma virtual estatização.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u511028.shtml

No meu ponto de vista o estado no momento tem sim de se fazer presente e acredito que ele nunca deve ficar de fora, o que não pode faltar é fiscalização para que fraudes não voltem a acontecer, para que problemas como o atual não voltem a acontecer, mas meu ponto de vista claro é discutível e como esse é o objetivo do nosso blog espero a opinião de vocês .

Carta à Deus

March 12th, 2009 Leonardo Monteiro 5 comments

Caro Deus:

Perdoe-me por tratá-lo apenas pelo primeiro nome. Em todos os livros que procurei, não encontrei seu nome completo. Também me perdoe por utilizar este meio um tanto antiquado, tentei um endereço de e-mail, mas não  encontrei nenhuma informação a respeito, tenho uma dúvida: Deus é um nome, cargo ou título? Bom deixa para lá, talvez não seja tão importante assim, desde que esta carta chegue ao destinatário.

Lá se vão anos desde que comecei a tentar entender a relação do Senhor com os seres humanos. Excluí, de propósito, os outros seres vivos, pois parece que estes não têm alma ou não merecem um lugar ao seu lado. Pelo menos nunca ouvi falar que um cachorro tenha morrido e ido para o céu.

Um dia encontrei um homem sem pernas e braços o coitado dependia de muitos para se locomover, comer e ir ao banheiro o único ato  de que era capaz, sem ajuda de outros, era dormir ou ficar parado com o olhar distante, talvez vivendo de sonhos. Perguntei a um religioso, por que o meu bom Deus havia deixado que algo tão terrível tivesse acontecido àquele homem, este me respondeu que provavelmente este havia feito algo muito ruim em outra vida.

Assistindo televisão vi uma reportagem sobre as crianças na África que morrem de fome, uma delas tinha seu esqueleto coberto por uma fina película de pele negra, que deixava a vista todos os seus ossos onde moscas famintas sobrevoavam talvez já tendo sido avisadas pelo meu bom Deus do que iria acontecer em breve, pensei comigo: o que esta alma teria feito de tão ruim em outra vida para merecer um fim assim, encontrei também um político poderoso, feliz e muito rico, rodeado de mulheres lindas e por mais que este prejudicasse as pessoas da sociedade em que vivia tudo era ajeitado pelos seus correligionários e nenhuma punição ele recebia, o que este fez de tão bom na outra vida para que o Senhor desse a ele uma vida tão generosa.

Ontem uma mulher me disse que há alguns anos atrás, não fosse pelo Senhor, ela não teria sobrevivido a um grave acidente automobilístico, mas meu bom Deus, não teria sido melhor, mais fácil e causado menos transtorno, se o  Senhor tivesse evitado o acidente? Não teria sido melhor, no caso do homem sem os membros e da criança, que o Senhor os alertasse que iriam pagar na próxima vida se cometessem algum erro?

Pensando sobre isto, cheguei a uma conclusão, acho que o Senhor sofre de tédio, sim, tédio e age desta maneira para ter algum divertimento. Pelos relatos que tenho escutado a vida aí no céu é sem graça, com aqueles anjinhos pentelos sendo levados por nuvens brancas e frias de um lado para o outro, aquelas mulheres virgens sem nenhum desejo no corpo escutando músicas sacras o tempo todo. Acho que o meu bom Deus deveria fazer uma visita ao inferno, as coisas lá parecem ser mais interessantes, tem calor, as cores são mais vivas as pessoas são más, sem dúvida, mas intensas, não se escondem no manto branco da bondade para então serem sarcásticas e causarem tanto sofrimento às pessoas aqui na terra. È difícil aceitar que algumas pessoas, que não fazem mal a ninguém, sofram tanto e algumas, que insistem em prejudicar vidas alheias, levem uma vida confortável, é difícil aceitar que um ser tão poderoso e que criou uma natureza tão maravilhosa em apenas sete dias, possa permitir tanta destruição e sofrimento no mundo.

Sei que o meu bom Deus talvez me castigue por tudo que estou lhe escrevendo, mas sabe de uma coisa, prefiro que me mande para o inferno, quero chegar à porta e já encontrar uma diabona de fio dental sambando e me chamando para uma noite de orgia, quero jogar fora todas as blusas de frio e só andar de calção de banho, ter que lutar o tempo todo? Sim, mas sei que nunca serei punido por algo que tenha feito. Beba, xingue, grite, a única regra é que não existe regra, lá não existe o certo e o errado, o lema é: faça aquilo que lhe der na cabeça, não tem problema, você já está no inferno mesmo.

Um bom dia para o Senhor.

Atenciosamente,

Edvaldo de Castro.

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