Creative Commons – A revolução do compartilhamento
Alguém aqui já ouviu falar em Creative Commons? Acredito que não, muito mal divulgada, porém genial, uma idéia que começou em 2002 e que no Brasil tem o apoio da FGV(Fundação Getúlio Vargas), entre outras fundações.
O que vem a ser Creative Commons? Bom, acredito que todos já ouvimos falar de Copyright, assunto amplamente discutido pela mídia hoje em dia, e que já foi brandamente abordado aqui no Caelis, no post Filesharing, enfim o Copyright é uma proteção contra cópia e reprodução de conteúdo, a qual todos estamos muitíssimos acostumados, quando alugamos um filme por exemplo, e vemos aquela tela azul dizendo que a copia é proibida, etc. Aquilo é copyright.
Além do copyright temos alguns outros termos como TradeMark, Registered, todos com seus famosos símbolos encontrados em qualquer produto por ai. Não quero perder tempo explicando essas proteções de marcas, todos podem pesquisar sobre elas um pouco, apesar de que no fundo todas dizem a mesma coisa, “TIRA A MÃO É MEU, MEU MEU MEU! NÃO COPIA BABAKA!” como se alguém fosse fazer um grande sucesso copiando o M do Mcdonalds por exemplo, ou criando algo igual a Coca-Cola, pff.
O Creative Commons veio para revolucionar nossa maneira de lidar com o que criamos, deixando explícito o quanto liberamos a utilização de nossa obra. Sim, o Creative Commons é um tipo de licença, na verdade uma ampla gama de licenças diferentes para todo tipo de criação, alguns artistas famosos estão o utilizando incluindo Gilberto Gil e mais recentemente até a FIAT se utilizou da licença para fabricar um carro.
Ok vocês devem estar se perguntando, e daí?
Estamos falando da revolução do tão falado compartilhamento de arquivos, é um passo além da sociedade puramente gananciosa, é um protesto genuíno e romântico em busca do que é bom e verdadeiro, todas as obras protegidas pelo Creative Commons podem ser compartilhadas, como o próprio nome sugere “criações comunitárias”, claro que podemos alterar a licença de várias maneiras, por exemplo: posso decidir se permito que alguém ganhe dinheiro com a minha obra, se alguém pode modificar a obra, caso modifique se essa obra tem que continuar com o mesmo tipo de licença ou não e etc.
Ah, o melhor de tudo, não precisamos pagar nenhum centavo a mais do que gostaríamos de pagar, o sistema é todo baseado no compartilhamento, portanto as pessoas que fazem as criações e as protegem com CC (Creative Commons) não cobram para que utilizemos sua obra de uma maneira ou outra; cabe a nós consumidores decidirmos se a obra vale um pouco de nosso dinheiro ou não, nada melhor que essa liberdade!
Imagine se fossemos ao cinema e só pagássemos pelos filmes que gostássemos, acho que a indústria iria entrar em colapso, ou a qualidade dos filmes iria melhorar, a verdade é que com o Creative Commons temos um leque de possibilidades e conseqüências infinitamente adoráveis pela frente.
Como podem perceber, muitos posts aqui do Caelis já começaram a ser licenciados pela Creative Commons, alguns ainda faltam, mas garanto que todos irão ter suas licenças.
Recentemente o Google implantou em seu sistema de pesquisa de imagens um filtro para achar apenas imagens sob licenças CC. Existe um site de músicas chamado thesixtyone, onde podemos também encontrar músicas sob a licença CC, o movimento tem tudo para crescer, então se você criou algo que deseja compartilhar, utilize-se da licença CC.
Desculpe se sôo um pouco entusiasmado demais com algo que pode parecer banal para muitos, mas como muitos que me conhecem sabem, sou um fã e um defensor incondicional do compartilhamento de arquivos, tudo que precisamos para termos uma sociedade forte e inteligente é compartilhar cultura, conhecimento, tecnologia e o Creative Commons foi criado exatamente com essa finalidade, para que possamos interagir melhor uns com os outros, sem o narcisismo egoísta com o qual todos nascemos.
Viva a revolução.
Para saber mais sobre o Creative Commons no Brasil, clique aqui.

Creative Commons – A revolução do compartilhamento by Leonardo de Castro Monteiro is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License.
Realmente é uma coisa para ser dita com entusiasmo Léo, aqueles que dizem isso acaba com o mercado, isso não da lucro, é totalmente desmentido ao pegarmos o exemplo da Google que é uma empresa que não tem o costume de esconder suas experiências e inovações tecnológicas, pelo contrario é aberto ao publico para que ele mesmo se interesse em programar e melhorar ainda mais determinada função, a competição é fundamental para termos qualidade em nossos produtos, recentemente a Konami divulgou com entusiamos o aperfeiçoamento do Fifa 09 e disse que isso dava mais entusiamo a evolução contínua do seu mais famoso gamer de futebol, portanto é de se festejar sim a exitencia do CC.
Eu não uso a CC. Mesmo autorizando a utilização de meus artigos sempre que me pedem; sem nenhum problema e com muito gosto.
Não faço isso por “egoísmo narcisista” (rs) faço apenas porque sou responsável criminalmente pelo que escrevo e devo deter um certo controle de como e onde meus artigos são publicados. E, em caso de necessidade, posso interpelar judicialmente quem faça mau uso deles. Já com a CC, a jurisprudência brasileira veda isso.
Para uma utilização mais eficaz da CC aqui no Brasil, as nossas leis de direito autoral e de responsabilização do autor devem evoluir.
@Arthurius Maximus
Fala Arthurius, sempre um prazer sua visita ao nosso Blog, bom meu caro devo admitir que não entendi muito bem sua justificativa para não utilizar a CC.
Por exemplo, eu utilizo de uma licença onde não deixo o sujeito nem modificar e nem lucrar com o que escrevo, ou seja se o indivíduo decidir repostar meu texto em algum lugar ele terá que fazê-lo na íntegra sem qualquer modificação, então se for para responder legalmente não interessa muito onde está o texto mesmo que apareça num site de pedofilia infantil o que interessa é o que está escrito.
Pelo menos, seria a lógica, responder apenas pelo que escreve.
Mas como não conheço muito bem a lei, estou aqui dando tiros no escuro (rs).
Abraços, volte sempre!