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Brasil no século XXI?

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Aproveitando toda uma euforia proveniente do orgulho de o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, ter sido escolhido como sede das olimpíadas de 2016, gostaria de dissertar a respeito de possíveis razões que fizeram com que o Brasil, atualmente, seja bem mais respeitado num âmbito internacional.

O cenário econômico mundial não é nada favorável, pelo menos para as tradicionais potências. Com a ausência de liquidez nos mercados norte-americano e europeu (oriundo de uma sistema de financiamento ousado, combinado a um momento de aumento de juros nos EUA) vimos à cerca de 1 ano o mundo se assolar numa crise, que sinceramente, não alterou muito a minha rotina de vida e provavelmente a sua também não. Mas qual será, ou quais serão os verdadeiros aspectos para que o brasileiro, assim como outros povos de países emergentes não tenham sentido a fúria do “cassino” de wall street?

Em linhas gerais, o brasileiro não tem uma cultura, nem uma legislação de financiamento de bens de consumo (geralmente sem liquidez como casas e carros) como nossos conterrâneos do norte do continente. Além disso, tivemos medidas pontuais provenientes do governo federal, articuladas em conjunto pelo ministro da fazenda Guido Mantega e pelo presidente do banco central brasileiro Henrique Meirelles. Tais medidas possibilitaram que uma parcela da produção que seria destinada ao mercado externo, fosse absorvida pelo próprio mercado interno.

Alguns fatos ilustram de forma concreta, como o trabalho de reconhecimento do Brasil no cenário internacional não começou a pouco tempo. Com uma estratégia de levar a “marca” Brasil aos quatro cantos do mundo, conseguiu-se diversificar os nossos clientes ao redor do planeta. Deixamos de ser extremamente dependentes dos consumidores tradicionais (USA e EU) e nos tornamos apenas dependentes dos mesmos, porém a cada dia diversificamos mais nossa carteira de clientes.

Verificamos também, um maior investimento no social, elevando assim o nível de renda do brasileiro e consequentemente, houve um incremento no consumo no Brasil. Desta forma, com uma política que freia o avanço do neo-liberalismo no país e tem o estado como vetor do desenvolvimento econômico, com projeção de sermos a QUINTA economia do mundo em 2016, somos vistos com outros olhos por todo o globo terrestre.

Segue abaixo alguns títulos de matérias que usei para escrever esse artigo, quem tiver interesse em lê-los por completo, acessem as fontes também citadas.

PIB de 2009 melhora de -0,15% para estabilidade

Fonte: Agência Estado

32 milhões subiram para a classe média no governo Lula

Fonte: Folha Online

Previsão de investimentos começa a retomar níveis pré-crise

Fonte: Valor Online

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  1. Rodrigo Souza
    October 8th, 2009 at 00:11 | #1

    Bom. Quanto ao investimento social, é preocupante a notícia divulgada hoje, de que a taxa de anafalbetismo decresce em ritmo muito abaixo do esperado, apesar do acesso a escola estar mais fácil.
    O bolsa família tem ajudado muita gente, e também é passível de falhas conhecidas e divulgadas amplamente, porém, acredito que um projeto semelhante e melhor embasado para evitar falhas que levem a corrupção, poderia funcionar como vetor de redução dessa taxa, já que o índice preocupante apenas engloba pessoas acima de 15 anos, ou seja, exatamente dentro da faixa etária da força de trabalho do país. As vezes para um cabloco desses, trabalhar para viver é mais importante que estudar. Com um incentivo financeiro para o estudo, ele terá oportunidade de subir de classe social, e aumentando o poder aquisitivo do povão!

  2. October 8th, 2009 at 11:42 | #2

    Não vamos nos enganar com números absolutos né, essa 32 milhões de pessoas que subiram para a classe média, de quanto é sua renda mensal? Vale lembrar que no Brasil a classe média ou classe C inclui aqueles que tem renda familiar mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.591, ou seja a minha empregada virou classe média, um estagiário da vale virou classe média.

    E leviano demais dizer que o Brasil não sentiu a crise, os investimentos estrangeiros cairam absurdamente, o superavit quase nao existiu, a previsao de crescimento no ano nao passa de 1%, entao pera la.
    Qual a comparaçao que nos cismamos em fazer? A comparaçao com paises que possuem uma economia extremamente equilibrada e desenvolvida, quando existe uma crise são esses paises que vao sofrer, pois é deles que o dinheiro vai sair para entrar em outros mercados que pagam melhor.

    O Bolsa familia foi a maior merda que o Lula fez, juntar todos os programas diferenciados que o governo FHC montou como Bolsa Escola, etc e juntar num so programa, para fastar assim a fiscalizaçao a obrigaçao da pessoa que o recebe em colocar o filho na escola, procurar emprego e etc.

    Com isso, apesar do presidente dizer o contrario, criamos mamadores de teta, sim, aqueles que vao pra sempre ficar sugando esse dinheiro do bolsa familia sem nunca tentar arranjar um emprego, um estudo, etc.

    O que falta no Brasil, no âmbito social e educacional é exatamente o que o Rodrigo disse, incentivo financeiro para aqueles que estudam, eu conheço pessoas da chamada classe media que nao podem se dar a luxo de estudar pois o horário de emprego é inconveniente, assim ficam escravizadas pelo trabalho e impedidas de estudar pois se optarem por estudar serão no mínimo 5 anos sem dinheiro, sofrendo para ai sim tentar algo melhor.

  3. October 9th, 2009 at 17:18 | #3

    Concordo com você sobre a diversificação dos nossos clientes, realmente é importante para qualquer pais tal medida, mas ela não foi determinante para o Brasil sentir com uma intensidade menor a crise mundial.

    A crise do subprime se deu principalmente pelo “calote” oriundo do aumento da taxa de juros, mas esse aumento da taxa de juros era previsto por contrato, o problema é que esses papaeis podres de hipotecas rodaram pelos bancos americanos e europeus, o que causou esse buraco todo, uma divida estava repartida em mil, ou seja uma divida de todos.

    Sobre a diversificação de mercado, ela é importante sim, mas o mundo ainda é muito dependente dos eua, simplesmente pelo EUA ser o pais que mais consome no mundo, ou seja ele indiretamente prejudica um mercado aliado seu e consequentemente arrasta seu produto também para baixo, o mercado tem reação e cadeia e logicamente quando o mais poderoso passar por momento ruim, os demais tenderao ao mesmo.

  4. October 9th, 2009 at 17:22 | #4

    Acredito que o Meireles e o Mantega estão fazendo um papel fundamental para o Brasil ser o que é hoje, mas existem tópicos importantes a serem resolvidos no Brasil e um deles é a reforma fiscal, a alta tributação e os recuros sendo péssimamente realocados entrava demais o Brasil.

  5. Gerson Lopes
    October 10th, 2009 at 16:14 | #5

    Queridos amigos, me perdoem pela demora nas respostas. É que eu ainda não estou familiarizado com essa nova ferramenta. Achei muito legal o comentário de vocês, já que meu objetivo é que a discução a respeito dos FATOS citados no texto, seja algo intenso. Acho importantíssimo a discução sadia sobre assuntos relacionados ao nosso cotidiano e a nosso país e mundo de uma forma geral, pois só assim poderemos chegar a um país melhor.
    Sei também, que muitas pessoas leram o meu post e gostaram (algumas concordaram outras não) mas seria legal que essas mesmas também comentassem para que haja um debate mais amplo.

    Bem, respondendo aos comentarios ai escritos, o que mais me chamou a atenção foi o do Leo. Bem, eu sinceramente, expus fatos. Números! Com os quais não há contestação. Obviamente que os critérios que os mesmos são feitos, há e deve haver sempre um questionamento. O Leo mostrou números diferentes dos quais eu vi no critério usado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para entendimento geral, vou copiar o texto:

    “Pelos critérios da FGV, compõem a classe AB quem tem renda domiciliar superior a R$ 4.807; entre R$ 1.115 e 4.806, estão os integrantes da classe C; com renda domiciliar de R$ 768 a 1.114, estão o brasileiros da classe D; e finalmente, quem tem renda domiciliar inferior a R$ 768 está na classe E.”

    Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u626987.shtml

    O Leo diz para a gente que a serviçal que trabalha em sua casa, pertence a classe “média – média”, classe C, ou seja ganha no MÍNIMO R$ 1.115. Com todo o respeito, Leo, eu gostaria de trabalhar na sua casa.
    Enfim, ele como muitas outras pessoas, devem discordar desses números. Eu realmente não discordo, já que é FATO que no governo Lula o salário mínimo vem aumentando em escala muito superior ao aumento da inflação. Sendo assim, o trabalhador comum, assalariado, contribuinte, continua com um ganho real em sua “renda” (essa é a praia do Dentinho, ele pode explicar melhor).

    Quanto ao bolsa família (que eu nem citei no meu post, mas o cojurito comentou a respeito), não irei comentar a fundo, já que isso é uma questão de opinião. Acho um bom programa, já que depois da previdencia social é o programa de maior redistribuição de renda que existe nesse país (para verem como as classes sociais no nosso país são, infelizmente, tão distintas).

    Para encerrar, incentivo a todos, independente de suas opiniões a respeito dos fatos citados, a comentar, se expressar da forma que melhor se enquadrar ao perfil de cada um, já que aqui, niguém é especialista. Estamos apenas tentando solidificar as nossas bases, que já temos, nos quesitos relacionados ao nosso país.

  6. October 10th, 2009 at 18:12 | #6

    @Gerson Lopes
    Fala Gerson,

    Pois eu peguei a informação no Estadão, enfim a renda é familiar, se a empregada aqui em casa ganha por volta de 1000 reais, ela precisa de mais 115 reais pra completar a renda na familia e virar classe média, a minha crítica não é quanto ao crescimento economico do país e muito menos ao crescimento de poder aquisitivo da população, pois isso realmente ocorreu, a critica é quanto ao modo como isso é tratado, parece que 32 milhões ficaram ricos, não é isso. Isso que eu quis expor.

  7. October 10th, 2009 at 19:57 | #7

    @Gerson Lopes

    Tem razão cara, com um aumento salarial corrigido através da inflação mantem a renda real do trabalhador em contrapartida aumenta o nível de preços, mas isso é um ciclo inevitável e eu concordo plenamente com essa politica de aumento de salários corrigida pela inflação

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