Voltando a falar da lei seca

Bom, caros amigos, recentemente tivemos um post sobre a lei seca e felizmente para o blog ele teve uma boa repercussão, com a presença do Carlos Alberto Lopes, subsecretário do estado e coordenador geral da lei seca participando conosco. O secretário ficou sabendo do texto através de algum colaborador, e interrompeu momentaneamente suas férias, um momento de lazer com seu filho que mora fora do país, para nos responder, mesmo com seu filho pedindo para não responder, dizendo que era besteira dele fazer isso.
Essa visita do secretario gerou uma enorme surpresa para todos nós e gerou um contato entre o blog e o secretário. Depois de alguns e-mails trocados recebemos um convite para conhecê-lo e saber mais de perto como funciona a operação Lei Seca, faremos aqui um resumo do encontro para você leitor do Blog.
Para começar podemos falar de um protesto que tomava conta da entrada do palácio da Guanabara, onde manifestantes protestavam sobre falta de água em mesquita, após essa chegada um pouco conturbada entramos e tivemos uma boa recepção o que nos levou ao prédio anexo, pois o Palácio da Guanabara está em obras. Quando chegamos no andar para que fomos encaminhados, havia uma mesa para a recepcionista mas não havia recepcionista, tivemos que entrar no escritório e com ajuda de uma funcionária, conseguimos achar nosso destino. Após esse pequeno trasntorno, fomos bem recebidos e demos início a reunião. É bom que se diga aqui que foi muito interessante e proveitosa.
Durante a reunião recebemos diversos elogios pelo texto, pelo nosso comprometimento e interesse no projeto que como foi dito no post anterior vem salvando vidas. O motivo desse elogio era em relação à nossa idade, visto que os jovens são responsáveis por diversos acidentes no trânsito envolvendo bebidas. Para o secretário que tem 6 filhos e segundo ele o mesmo acontece com o governador, é de fundamental importância que outros jovens sigam o nosso exemplo e levem a sério a operação, que de certo ponto de vista obteve um sucesso, durante a reunião ele mencionou que o governador de Tocantins esteve presente no RJ pessoalmente com o interesse de implantar a operação em seu estado que atravessa um grave problema com um número elevado de acidentes. Não só ele, mas muitos estados em todo o Brasil estão interessados em implantar o sistema, sinal de que o projeto realmente obteve o sucesso esperado e deve sim ser levado a sério. Nessa reunião recebemos uns dados e divulgaremos agora abaixo:



A Lei Seca é um projeto que funciona pois é feito de maneira correta e por pessoas sérias. Torçamos para que novos projetos como esse sejam criados de maneira correta por pessoas que levem a política a sério, tanto que a estrutura do projeto será exportada para outros projetos do governo do estado, como foi divulgado pelo portal G1 no dia 28 de janeiro.
Um motivação para este post foi um pedido do próprio Carlos Alberto Lopes para divulgarmos o sucesso da operação, e como as coisas boas devem ser divulgadas, o post está escrito como prometemos. Ele nos garantiu que erros de abordagem, como o exemplo descrito no post anterior, não deverão mais acontecer, pois o pilar do treinamento dos agentes é a abordagem cidadã, sempre com respeito e transparência.
Esperamos com isso, colaborar para a conscientização da população. Se beber, nunca dirija.

Voltando a falar da lei seca by Rodrigo Souza, Rodrigo Fernandes e Antonio Neves is licensed under a Creative Commons Atribuição-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.




Concordo em parte. Não estou discutindo a eficiência da lei, que por si só amedronta os motoristas que poderiam vir a dirigir após ter ingerido álcool, mas ninguém perde os sentidos com uma ou duas latinhas de cerveja como dizia a lei antigamente. A diferença está na fiscalização, que hoje existe, diferentemente de um tempo atráz. Se houvessem “blitzs” com bafômetros regularmente naquela época, acredito que os índices estariam muito próximos destes vistos acima. Em suma, antigamente as pessoas bebiam muito além do permitido já que isso não era fiscalizado e por isso os números eram alarmantes. Sou a favor da lei antiga, com a fiscalização de hoje. Abraços.
Eu concordo com seu ponto de vista. Também acho que a lei é rigorosa demais. Mas, talvez se fosse liberado o equivalente a um copo de cerveja, as pessoas teriam menos medo de ser parada na blitz e talvez abusassem de qualquer forma. A questão não é o que a lei permite ou deixa de permitir, a questão é a eficiência da operação, independente de qual lei ela cumpre. E isso é inegável.
Esse número se compara com um período onde nada era feito e não leva em consideração a diminuição do fluxo de carros. A Lei Seca é uma aberração jurídica e as operações uma agressão à sociedade. Ninguém no muendo é a favor da combinação álcool e direção mas a forma correta de implantar a Lei Seca seria investir em transporte público. Bater palmas para este pseudocoordenador é apaludir a incompetência do governo para investir em transporte público e resolver a situação do jeito mais cômodo. Ele disse que será candidato a deputado nas eleições? Quanto amor à vida né? (A dele!) Abram os olhos e não se imporessionem só com números!
@@leisecarj
Diminuição do fluxo de carros? Então os engarrafamentos que eu pego para voltar para casa todo dia são porque o fluxo de carros diminuiu, certo? OK
Agressão à sociedade? Porque seria uma agressão à sociedade uma lei que se mostra efetiva e que visa acima de tudo reeducar a população quanto ao consumo de alcool? Protegendo a sociedade de uma forma rigorosa para que daqui a 10 anos ninguém mais pense duas vezes se vai dirigir ou não depois de beber. É bem verdade que cada um de nós possuimos uma tolerancia ao alcool diferente, eu por exemplo posso beber 4 chopps e nada acontece, porém o cidadão ao meu lado pode muito bem consumir 1 chopp e já estar enrolando a lingua, por uma lei não conseguir de um jeito eficiente fiscalizar quem é assim e quem é assado, faz-se muito bem a regulação por baixo, pelo minimo para o sentido da reeducação do brasileiro, nesse caso do carioca. Agressão à sociedade exerce aquele que bebe e dirige ignorando o direito do próximo.
Quanto ao transporte público aplaudo em partes sua opinião, pois concordo que o investimento deveria ser muito mais pesado em transporte público do que na Lei Seca, porém discordo completamente quando você diz que aplicar a Lei Seca é uma maneira de “resolver a situação do jeito mais cômodo”; o slogan da lei seca como “Vá de onibus”, Vá de taxi” entre outros pode ter levado voce a tal pensamento, mas de maneira alguma a implementação da Lei Seca se refere ao transporte publico diretamente, e sim a uma reeducação da cultura brasileira e particularmente carioca de ser, agora indiretamente o transporte publico esta incluido e cabe ao governo prover melhores meios de transportes para que a cultura boemia seja cultivada sem maiores problemas em relação ao transito. Como sonho com novas linhas de metrôs, com novas estações, com mais ônibus, menos transito. Acredito que coisas estão sendo feitas, o Rio de Janeiro é a cidade que mais recebeu dinheiro da União para investimento em transportes para a realização da copa do mundo de 2014 e mais investimentos desse tipo virão afim de melhorar a infraestrutura da cidade que também relizara a olimpiada de 2016. Que tenhamos um Rio melhor.
Mas dizer que é a Lei Seca é aberração e agressão, perdoe-me mas é um absurdo.
Abraços
@Leonardo Monteiro
Léo, escreveu praticamente tudo o que eu iria escrever, mas você foi mais rápido que eu. Falar em diminuição de fluxo realmente é um absurdo. Concordo que o transporte público é o grande problema, mas também quem sai de carro não custa revezar quem vai beber e quem não vai, simples. Também culpar a lei seca por tudo é um absurdo, sinceramente, é um programa que funciona. Cansei de beber e dirigir, e lógico que não gostei da Lei Seca, mas ela funciona e tenho que fazer elogios, até pra mim mesmmo que tomei consciência.
@Flávio
Certas coisas so se conseguem com rigor e no meu ponto de vista, a lei seca acertou no talo, quando vc bebe uma, duas ou tres cervejas, dependendo de cada um claro vc fica na vontade de beber mais, sem contar as pessoas cujo o alcool tem efeito mais rápido etc etc, acho que a medida foi correta, rigorosa mas correta.
@@leisecarj
Concordo plenamente com o caso do investimento, porém a prefeitura não esta assim de braços cruzados, recentemente na zona oeste do RJ, empresas de onibus Feital, Ocidental ficaram proibidas de circularem por ma conservação de seus carros, hoje por exemplo a linha 756( senador camará – alvorada ) muitos anos abandonada, conta com 2 empresas que estão prestando um otimo serviço, nosso blog critica e bastante, mas também aplaude quando necessário, ao meu ver o sr esta sendo muito radical e deve também acordar para o que passa a sua volta.
Como estamos num debate, permita-me discordar plenamente de todos vocês. Os países que tiveram sucesso no combate ao alcoolismo e direção não implementaram leis desproporcionais como a nossa. Tolerância zero só existem em países árabes, onde beber é proibido por religião nos países do leste europeu, que viveram sob a cortina de ferro. Só lembrando que tolerar zero significa INTOLERAR. Se você acha que cada pessoa tem resistência tão diferente assim ao álcool e quem um cara pode realmente cair no chão com uma lata de cerveja, então passemos os testes para testes motores, de forma que cada motorista possa se auto avaliar antes de dirigir. Seria a solução mais coerente. O bafômetro não é um aparelho portátil e barato. Na Europa, são vendidos descartáveis a 1 EURO para o motorista se testar antes de dirigir. Aqui não. O que está acontecendo é que muitas pessoas estão sendo pegas na Lei Seca sem ter o dolo de cometer o crime, já que os limites são muito baixos e a partir de um certo momento não se sabe se o teor alcoólico é suficiente para dirigir (caso da ressaca). Não vejo investimento em transporte público no Rj, os táxis tem preços novaiorquinos e na madrugada a diminuição de carros é visível. Garanto que os únicos engarrafamentos que você pega na madrugada são os causados pela blitz. Além do mais, parar cidadão sem acusação formal é abuso de autoridade, segundo a CF88. O teste do bafômetro deveria ser feito somente nos motoristas que apresentem sinais notórios de embriguez e por isso apenas 2% dos motoristas no Rj tem algum teor alcoólico no sangue (percentual ridículo) e as apreensões que alimentam as estatísiticas das blitz tem como maior motivo IPVA atrasado. Acho que vocês não devem ser massa de manobra deste governo ridículo, vivemos uma ditadura muito recentemente e este controle excessivo do Estado não costuma parar por aí. No meu ver, apenas motoristas que se envolvem em acidentes ou aqueles que estejam dirigindo de forma perigosa deveriam ser submetidos ao teste de alcoolemia, como ocorre nos EUA e Europa. E os crimes de trânsito devem ter REALMENTE punição, o que não ocorre no Brasil. E o Estado deve cumprir seu papel de oferecer algum transporte público na cidade, já que no Rj, os metrôs, barcas e trens não circulam 24h. Resta apenas a caquética frota de ônibus e os táxis caros e com um serviço medíocre. Pensem nisso, não sejam manipulados!
Sim o sistema e a lei funcionam. O problema é que dependem do Estado para isso. Basta que o Estado “sente nos louros” para que tudo á por água a baixo rapidamente. Todo empenho e toda a atenção deve ser voltada para a manutenção da pressão sobre os motoristas bêbados e ainda ampliá-la.
@leisecarj
” No meu ver, apenas motoristas que se envolvem em acidentes ou aqueles que estejam dirigindo de forma perigosa deveriam ser submetidos ao teste de alcoolemia, como ocorre nos EUA e Europa.”
Então ao seu ver o cara precisa matar alguem ou simplesmente acabar com a noite de uma pessoa, acabar com uma familia, para ai sim ser punido? Aqui não defendemos o estado, defendemos a sociedade e a vida do próximo e a Lei Seca obteve esse sucesso e será sim elogiado por nós, agora eu concordo plenamento com você que o governo deve sim investir no transporte, como deve investir em estradas melhores etc etc… é inegavél mas se esse problema existe, devemos continuar cobrando e não simplesmente querer destruir um sistema que vem dando certo, mesmo com um rigor execessivo, porém necessário para salvar vidas.
@@leisecarj
Se você diz que é caro o teste de bafômetro, imagina então avaliar cada condutor de formas diferentes e provavelmente mais subjetivas? A lei é rigorosa demais? sem dúvida que é. Parar quem esteja dirigindo de forma perigosa é obrigação da policia, independente de alcool ou não. Locais de movimento a noite, sempre tem alguma retenção, independente de blitz. Estamos discutindo coisas totalmente diferentes aqui. Você discute a lei em si, que é federal. Nós discutimos o projeto de fiscalização. Projeto esse que já deveria existir na lei anterior. A maioria dos carros rebocados são por conta de IPVA atrasado? Claro que sim! A lei diz que só se o nivel alcoolico for muito grande que o carro é rebocado e ai amigo, não tem lei nova ou lei antiga que salve! O fato de rebocar carro com imposto atrasado é algo bom, pois garanto que não tem IPVA, é por que sabe que não vai passar na vistoria. Quero lembrar também que o motorista brasileiro, principalmente o carioca, é imprudente por natureza (fique atento pois devo comentar sobre isso num próximo texto), e quando junta o alcool, se sente o dono da rua. Ou você prefere beber com liberdade, pegar o carro, e ao passar um sinal verde pra você com tranquilidade, um outro avança no cruzamento, te porra, e te mata pois você não teve pericia para desviar. Lembre que poucas pessoas tem consciência de quando estarão aptas a dirigir depois de beber, por isso também o rigor da lei.Termino com o seguinte pensamento:
“você tem liberdade para fazer tudo, desde que não interfira no direito do próximo.”
E é ai que a lei seca entra. Para que ao beber e dirigir, mesmo sem intenção, você interfira no direito à vida.
Caro Rodrigo, faça vocêr mesmo a análise dos números, não deixe o governo fazer por você. Apenas 2% dos motoristas que passam nas blitze estão embriagados e são retirados da rua. As outras apreensões são por IPVA, falta de lcenciamento, farol apagado, sei lá… A impunidade continua… O deputado de Curitiba matou 2 jovens e aí??? Igaul a ele outros casos já ocorreram e a certeza da impunidade continua. Isso é o pior que pode acontecer. As blitze se mostrarm extremamente ineficazes, quando ocorrem acidentes os bafômetros estão numa blitz e não se pode incriminar o verdadeiro assassino.Pense por este ponto. E aí estou discutindo o projeto de fiscalização, cuja jurisdição é estadual. Mas pode continuar se enganando, espere os subsecretários começarem a oficializar suas candidaturas e você verá que as operações vão sumir, já que cada um que ele para deixa de ser um cidadão para ser um eleitor. Este projeto só visa gerar estatísticas falsas para a campanha política desta corja. Mas cada um tem seu ponto de vista. Só peço que você pense além destes números bestas. Não seja manipulado! Abraço.@Rodrigo Fernandes
” Locais de movimento a noite, sempre tem alguma retenção, independente de blitz” Quais locais??? Onde passo não tem. Em alguns casos a liberação de uma blitz de lei seca chega a 40 minutos, mesmo com tudo correto. “Claro que sim! A lei diz que só se o nivel alcoolico for muito grande que o carro é rebocado ” Engano seu, qqer nível alcoólico serve para rebocar seu carro, caso ninguém sóbrio e habilitado possa conduzi-lo para você. “O fato de rebocar carro com imposto atrasado é algo bom, pois garanto que não tem IPVA” Concordo, mas a cobrança de IPVA devia ser feita pela Secretaria de Fazendo e não por um policial. E também meu carro tem placa e RENAVAM para que??? Porque preciso apresentar IPVA pago se os carros da polícia podem fazer esta busca sem me incomodar? “E é ai que a lei seca entra. Para que ao beber e dirigir, mesmo sem intenção, você interfira no direito à vida.” E também quando está com sono, stressado, drogado, puto, vê uma mulher gostosa na rua e não há como medir isso. Por isso temos também uma tolerância ao álcool. Acidentes acontecem e não é por causa de uma lata de cerveja quem alguém fica inabilitado de dirigir. Por isso os testes motores, que podem ser feitos por qualquer um, inclusive uma autoavaliação e tem muito mais sentido do que um bafômetro.@Rodrigo Souza
@@leisecarj
Cansei de pegar transito na av das americas, na lagoa, no tunel zuzu angel a noite, por volta de 10, 11 horas.. isso muito antes das blitz da lei seca. Quanto ao reboque, se o cara não tem ninguem para levar o carro, azar o dele! Que não bebesse! ele não pode guiar, e o carro tem que ir pra algum lugar. não pode ficar parado no meio da rua, se ficar, provavelmente vai ser em lugar proibido para estacionar, e ai seria rebocado de qualquer forma. A cobrança do IPVA na blitz pode ser feita, pois há agentes do governo do estado para o tal. Seguindo esse raciocinio, se estiver tendo um seqüestro relampago (algo que a blitz já evitou), o policial que ali está, nada pode fazer, por que ele está ali para fiscalizar outra coisa diferente de seqüestros. Todas as situações diferentes de alcoolizado que você descreveu, caem no que você disse anteriormente. Se alguem esta com sono, estressado, drogado (se drogas são proíbidas, é obvio que não pode dirigir chapado, e na blitz isso pode ser identificado pois há médicos no local), puto, não presta a atenção no transito… tudo isso cai na descrição que você mesmo citou como direção perigosa. Algumas dessas situações podem se seguir apenas por uns metros, outras por quilometros, e outras são irreversiveis por algumas horas. Elas não justificam seu argumento de ser livre para beber e dirigir, pois são todas situações que não deveriam ocorrer se o condutor tivesse o mínimo de juizo e respeito ao próximo. Se está com sono, durma antes de dirigir, se está estressado, acalme-se e não desconte nos outros carros, se está drogado, tem que ser internado, se está puto, faça o mesmo que quando está estressado, e porra, não fique olhando pra bunda de mulher na rua! presta atenção na porra do transito! Se você não gosta da lei, vire deputado, entre com um projeto de lei para mudar isso! Prepare laudos médicos que comprovem que uma latinha de cerveja não faz mal. Eu também acho que não, ainda mais se for dirigir uma ou duas horas depois de tomar uma lata. Para acabar com todas as suas justificativas, no dia que eu fui multado como o citado no texto anterior, eu bebi alguns goles da cerveja de alguns amigos, não chegou a ser uma latinha, mas pela lei atual, eu perderia minha carteira. Mas só fui dirigir cerca de uma hora depois. O teste do bafômetro não acusou nada. Estou com a minha carteira aqui e só com a multa tomada nesse dia. Eu bebi muito pouco, fiz minha autoavaliação e não tive minha carteira apreendida, nem o carro foi rebocado. E ai?
Realmente não dá pra debater, vc tem sua cabeça feita, já até insinuou que sou a favor de beber e dirigir. Vote no seu governadorzinho e no Lopes pra depoutado estadual e disfrute de mais 4 anos de desgraça. Só me responde mais uma coisa: Somente o RJ apresentou blitz nestes modelos, porém quase todos os estados da federação obtiveream resultados compatíveis com o nosso sem este circo? Vc acha mesmo que o circo adianta? Grande abraço. Só amis uma coisa, não há médicos para tirar sonolentos do carro e muito menos drogados. Se o Lopes disse isso pra você ele se enganou! ACORDA!@Rodrigo Souza
@@leisecarj
Meu amigo, primeiro isso aqui não é campanha para ninguem….ninguem aqui no blog afirmou que vai votar no fulano ou ciclano, e segundo diversos estados querem implantar o sistema da lei seca, não sei aonde vc viu que os outros estados conseguem resultados semelhantes, eu so acredito em dados, os nossos dados estão aqui, portanto não tem argumentos, mais uma vez vou falar, concordo plenamente com você com relação ao transporte, mas sobre a lei seca eu sou contra você cara, mas enfim cada um tem seu modo de pensar, e ao contrario do que vc vem dizendo aqui, não vou falar acorde, cada um pensa o que quer e faz o que quiser.
@@leisecarj
Exatamente. Não estamos fazendo campanha a favor de ninguem. A operação Lei seca já foi reconhecida pela OMS como projeto que ajuda a salvar vidas. Acidente de trânsito só não mata mais do que câncer, portanto é questão de saúde pública. Não há como impedir que pessoas sonolentas peguem seus carros e saiam por ai, e eu nunca disse isso. Com relação a drogados, há como impedir sim. Como uma pessoa alcoolizada, um drogado mostra sinais evidentes de sua condição. Médicos podem facilmente reconhecer e fazer recomendações.
Você falou anteriormente dos EUA, pois bem. Fonte G1
“Em um bairro boêmio de Tóquio, todas as noites, principalmente depois da meia-noite, há muito movimento. As pessoas saindo dos bares, as ruas lotadas, mas repare: praticamente só tem táxis. Os japoneses bebem, mas não se arriscam a dirigir. É que as leis são extremamente rigorosas.
Quem dirigir depois de alguns goles pode pegar cinco anos de cadeia. Os acompanhantes podem ficar presos até três anos. Resultado: as mortes no trânsito no Japão caem há nove anos seguidos. Em 2009, morreu mais gente andando de bicicleta no Japão do que em acidentes com motoristas bêbados.
Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos têm um dos índices mais altos de morte per capita nas estradas. Mas esses números vêm caindo. Em 2009, pela primeira, vez ficou abaixo de 40 mil mortos. O principal motivo é o rigor contra os motoristas alcoolizados.
A cada ano, cerca de 1,5 milhão de americanos são presos por dirigirem embriagados, perdem a licença e, se tiverem antecedentes, vão para cadeia. No estado de Nova York, a pena de prisão é automática se houver alguma criança no veículo. Desde 1980, quando as primeiras leis contra os motoristas embriagados foram adotadas, o número de mortes causadas por eles caiu pela metade.”
Nessa mesma matéria diz: “Um ano e meio depois de entrar em vigor, a Lei Seca produziu resultados fortes no Rio de Janeiro, onde a fiscalização é constante. Em 2009, o número de mortos e feridos no trânsito do Rio de Janeiro caiu quase 30%. Foram 3,7 mil vítimas a menos.”
Nessa matéria fala sobre os outros casos que foram citados e que podem provocar acidentes, de novo eu falo, são imprudências que poderiam ser evitadas.
para você mesmo ler :
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1441341-5598,00-VIOLENCIA+NO+TRANSITO+CUSTA+R+BILHOES+POR+ANO+AO+PAIS.html
Outra matéria que comprovam nossos dados
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/01/09/lei-seca-faz-reduz-vitimas-no-transito-do-rio-em-2009-mas-numero-de-mortes-em-estradas-brasileiras-ainda-comparavel-ao-de-guerras-915495162.asp
Viu que nossa lei é até branda né? Aqui, você só perde a carteira. Se não me engano, pode ser preso se o nivel for muito alto, mas no japão, basta beber, para você ser preso, e quem estiver com você também!.
Os números podem ser compativeis, por que há fiscalização em outros estados também. Existem estados em que a fiscalização funciona, e em outros não, e a do Rio funciona. A diminuição se dá porque existem pessoas consciêntes que respeitaram a lei. Com menos pessoas alcoolizadas, diminui também a chance de acidentes (claro, ainda existem os outros casos, mais ai são outros projetos).Mostre dados que dizem que há uma redução tão significativa quanto a que tivemos por aqui. Tô nem ai se o Subsecretário for candidato. Também não votei no Sergio Cabral. Eu também era contra a Lei Seca, mas passei a respeitar.
Lamentável, só isso que tenho a dizer… Ambos países que você deu exemplo não tem nem LEI SECA nem uma fiscalização parecida com a nossa. Não dá pra conversar, como eu disse… Se informe melhor… Abraço.@Rodrigo Souza
Ah, e quero ver a ONS implantar a operação LEI SECA em algum país… Só se for país de língua portugues… que são titicas de países… Lamentável, só isso…@Rodrigo Souza
@@leisecarj
Acho melhor você prestar atenção no que fala. Eu disse que no Japão, a lei é MUITO MAIS rigorosa do que aqui, ou seja Há LEI SECA SIM!. Não há fiscalização como a nossa? não sei, nunca fui lá, mas tenho certeza de que não há necessidade de ter por que as pessoas respeitam a lei. Se você tiver lido, a tolerância lá também é zero e basta saber que se for pego dirigindo bêbado, são 5 anos de prisão, e se você estiver num carro com alguem dirigindo bêbado, são 3 anos. Nos EUA, parece que a lei não é tão rigorosa, e como o informado, os indiceis de mortes são semelhantes ao do Brasil atualmente, com mais de 40 mil mortes por ano. E com uma fiscalização mais rigorosa, esses números estão diminuindo. Se a OMS (perdão por ter digitado ONS) implementar nessas titicas de paises como você mesmo referiu, é por que existe cultura de não respeitar a lei, de subpornar o guarda que para o tal motorista. Nos países desenvolvidos que citamos, não deve haver uma fiscalização rigorosa, por que não há impunidade. Talvez esse seja seu maior incomodo. Tenho certeza de que se você conseguisse dar 10, 20, ou 50 reais para ser liberado na blitz, você nem se preocuparia de fazer o Twitter. O que faz seu twitter ser sucesso é exatamente isso, a habilidade de se tornar impune mediante uma lei mais restritiva e você se usa de desculpas furadas para justificar seu sentimento individualista que vai de contra um bem maior. Espero que você não precise de algo mais forte do que meus argumentos para ver que o que você defende é algo desumano. Você fala que eu sou mal informado, mas você não apresentou nenhuma informação válida, portanto só te digo uma coisa. Vá se informar para não falar besteira. A lei não é contra a bebida, é a favor da vida, e com relação a isso, já não adianta mais reclamar, e sim passar a conviver. Se você quer beber e dirigir, azar o seu. Perca a sua carteira, tenha seu carro rebocado, ou então, use de soluções mais conscientes. Se for de carro, vá com carro cheio, escolha um para dirigir sem beber. Desta forma, diminui o trânsito (não são 5 carros, e sim só um), ajuda o meio ambiente, e ajuda a evitar acidentes.
Definitivamente você está querendo se enganar. A LEI SECA japonesa foi revogada em 2001. Segue o texto: “The units are different between the US and Japan. The revised (2001) law in Japan has a limit of 0.15 mg alcohol / 1 liter expelled breath. The blood alcohol content (BAC) that is used in the US is set at 0.08 for most states, and converting the Japanese 0.15 mg/l value gives a BAC level of approximately 0.03. In other words, it’s very, very low, and the penalties are not worth it.” Para seu governo a “LEI” brasileira não permite nada, mas tolera 0,01, ou seja três vezes menor do que no Japão. Os únicos países que admitem tolerância zero são os árabes, onde o álcool é proibido por religião e alguns do leste europeu, onde por muito tempo vigourou a cortina de ferro. É a esse tipo de “gente” que o Brasil está se igualando. Mas graças ao bom Deus ainda há cidadãos que não são massa de manobra neste país e que vão lutar para fazer esta lei voltar pelo menos ao razoável limite anterior, que era de 0,06, aliás bem restrito! Boa noite e se informe antes de argumentar, Google ta aí pra isso!
E faz mais uma coisa, se informe sobre a gestão desastrosa do Sr. Lei Seca, Dep. Hugo Leal no DETRAN-RJ, umas das mais corruptas que se tem notícia! E é isso mesmo, twitter neles!!! Abaixando a renatabilidade das blitze! Já somos 32 mil…@Rodrigo Souza
@@leisecarj
É impressionante como você perde argumentos, contra dados não não se tem argumentos né meu amigo? Ja falamos mais de uma vez que não defendemos ciclano, você vem me falar do deputado, pelo menos até agora ninguém falou de nomes aqui a não ser você, a nossa defesa é de um projeto que salva vidas, e isso é fato, não me importo com o rigor, se esse rigor existe a culpa da própria sociedade provoca por não sabe simples leis, então se não vai de uma forma branda, vai na rigorosa, se você é a favor das mortes, uma boa noite para você e passar bem.
Não sou a favor de mortes nenhuma. Só me responde uma coisa, quantos bêbados estão presos??? Que lei é essa??? Falo de nomes sim porque são eles que fazem e se aproveitam das leis e esse tipo de gente que temos que tirar do governo. Péssimos legisladores! Acho que já consegui derrubar todos os seus argumentos, por isso o encerramento do debate! Abraços.@Rodrigo Fernandes
@@leisecarj
Amigo.. o Google pode enganar quem não sabe pesquisar…
”
Abstract
Objective: To estimate the effect of a new road traffic law against alcohol-impaired driving in Japan.
Methods: Japan passed a new road traffic law in June 2002 intended to reduce alcohol-impaired driving by decreasing the permissible blood alcohol level and by increasing penalties. Using data collected from police reports, the number of traffic fatalities and injuries were analyzed by time series.
Results: Simple comparisons of the average of all severe traffic injuries, traffic fatalities, alcohol-impaired traffic injuries, alcohol-impaired severe traffic injuries, and alcohol-impaired traffic fatalities per billion kilometers driven showed reductions after enactment of the new road traffic law in June 2002. The rate of alcohol-related traffic fatalities per billion kilometers driven decreased by 38% in the post-law period. In segmented regression analyses with adjustment for baseline trends, seasonality, and autocorrelation, all traffic injuries, severe traffic injuries, alcohol-impaired traffic injuries, alcohol-impaired severe traffic injuries, and alcohol-impaired traffic fatalities per billion kilometers driven declined significantly from baseline after the new traffic law.
Conclusion: Large, immediate public health benefits resulted from the new road traffic law in Japan.”
Link: http://injuryprevention.bmj.com/content/14/1/19.abstract
Outro texto:
http://www.japao.org.br/modules/news/article.php?storyid=277&keywords=jap%E3o
“redução de 38% da mortalidade por acidentes de trânsito associados ao álcool no Japão após a mudança de sua Lei de Trânsito em 2002 [1] pode ajudar os brasileiros a apostarem nos resultados da Lei Seca no país.
Esta lei, sancionada pelo presidente Lula no último dia 19, prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas.[2] A mudança indica que o Brasil segue caminho semelhante ao do Japão: enquanto aqui o nível de tolerância no momento é de 2 dg de álcool por litro de sangue (equivalente a um chope), no país nipônico ele é de 3 dg/l sangue.[3]
A nova lei também prevê aumento das penalidades do motorista alcoolizado. Quem não cumprir a lei tem punição considerada gravíssima, perde a carteira de habilitação por um ano, paga multa de R$955 e tem seu veículo retido. A partir de 6 dg/l álcool no sangue (equivalente a dois chopes), o motorista deve ser detido de 6 meses a 3 anos. No Japão, houve aumento da multa de 50 mil para 500 mil Yen ( de R$754 para R$7540) e dos pontos na carteira de motorista aos infratores. Os vendedores de bebidas e os passageiros também passaram a ser considerados culpados pela detenção do motorista.”
Esse texto descreve melhor o que acontece por lá.
e tambem fala:
“O prof° Duarte ressalva que “o governo endureceu muito a penalidade, mas os policiais não estão treinados, não há equipamentos suficientes para abordar e punir os infratores e não há treinamento suficiente para estabelecer estratégias de fiscalização. Se continuar como está, a lei não vai pegar”. Além disso diz que “é preciso que haja certeza ou pelo menos risco de punição adequada para que o motorista se sinta ao alcance da lei.”
A operação Lei Seca surgiu exatamente por isso. Os agentes são escolhidos a dedo, pelo perfil socio-econômico e psicológico. Há treinamento constante, e nós do blog iremos participar de um. A estratégia utilizada está dando certo, tanto que foi importada para a operação barreira fiscal e com a fiscalização constante, novamente caimos no caso do sentimento de impunidade que não há. Você se sente ao alcance da lei. Sabe que se beber, vai ter uma blitz. Tanto que criou uma forma de escapar dela, ou tentar, por que sua informação depende cobaias.
Acho que apesar de tudo, você não entendeu nosso ponto de vista. Vou tentar resumir.
A lei seca atual é rigorosa. Sim, é. O permitido é somente o erro de medição do bafômetro.
A lei antiga era boa? Sim, era suficiente, mas não havia fiscalização, com o sentimento de impunidade, as pessoas abusavam.
Portanto amigo, o que defendemos aqui, é somente o cumprimento da lei, seja ela qual for. Se a operação fosse feita com a lei antiga, continuariamos a bater palmas, e talvez, você faria seu twitter. Você falou dos políticos corruptos, mas fazendo isso, você não acha que está se igualando a eles? Você busca uma forma de burlar uma lei, uma fiscalização.
Acho que você está sendo leviano. Que forma de burlar a lei? O twitter é uma forma legítima de protesto contra as operações que infringem inclusive o CTB, que no seu artigo 277, diz que só devem ser submetidos a etilômetro condutores que estejam com suspeita de embriaguez. É isso que está acontecendo nas blitze? Foi isso que o Lopes te disse? Ao informar as blitze, o cidadão sabe o que está ocorrendo nelas e as informações de abuso são tornadas públicas. Há elatos de abordagem com fuzis e diversas de abuso de autoridade. Quanto amor â vida… Agora quanto à sua acusação de criminalizar o twitter, mais um engano, somos um país onde a liberdade de expressão ainda está em vigor. Não há corrupção nisto, tanto que depois que a conta do twitter foi criada em 10/6/2009 nada mudou no percentual de redução de acidentes de trânsito. O que mudou foi o númerod e multas, que caiu. Ao divulgar o local de blitz ocorre um efeito inverso, o cidadão deixa de sair de casa irregular porque sabe que está sendo fiscalizado e aí mantem-se a queda de acidentes, porém cai a arrecadação com multas. E isso deixa o governo bem triste… Mas o Google funciona mesmo, viu? Seu argumento de que no Japão a tolerância é zero caiu, derrubado por mim e por você mesmo… Agora, querer comparar Japão com Brasil é piada de mal gosto. Deve-se levar em conta a cultura de um povo ao fazer a lei, ou você acha que conseguiram baixar o limite na França? Tentaram mas o povo não quis… Além do mais no Japão tem transporte público, já aqui… Faz o seguinte, faça comparações com a nossa realidade: Argentina e Chile tem limites razoáveis e são países da cultura do vinho e em Buenos Aires por exemplo sabem como as pessoas saem de noite? De ônibius e táxi, que lá são viáveis! E não tem policial na rua fazendo barricada com arma até os dentes! Aliás, pelo Aurélio, a palavra blitz vem do alemão Blitzkrieg, que significa “Batida policial de improviso e que utiliza grande aparato bélico”. No estado do improviso e do uso da força desproporcional a definição está perfeita! Abraços.@Rodrigo Souza
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Alterado pela L-011.705-2008)
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida Administrativa – retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.
obs.dji.grau.2: Art. 1º, D-006.488-2008 – Código de Trânsito Brasileiro – Margem de Tolerância de Álcool no Sangue – Equivalência entre os Distintos Testes de Alcoolemia para Efeitos de Crime de Trânsito; Art. 263, II, Penalidades – CTB
Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do Art. 277.
Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool será submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia ou outro exame que, por meios técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo CONTRAN, permitam certificar seu estado.
§ 2º A infração prevista no art. 165 deste Código poderá ser caracterizada pelo agente de trânsito mediante a obtenção de outras provas em direito admitidas, acerca dos notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor.
§ 3º Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165 deste Código ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput deste artigo
Na operação, o agente pergunta se você aceita fazer o exame. Se você não tem nada a temer, não bebeu nada, faça pois assim você prova que está em condições. Se bebeu, a operação está lá para impedir mesmo que siga a viagem. A blitz pode ser comparada analogamente como um embarque em um avião. Todo mundo têm que passar pelo raio X, para verificação de algo proíbido, certo? Você quer embarcar num avião que vai parar dentro do WTC ou seguir viagem tranqüilamente?
Na Argentina também há um projeto para reduzir a zero, como no Brasil.
Quanto ao Japão, falei baseado em uma matéria do G1, e depois vi que o índice é 0,3, o que não é grande coisa, mas o que eu sempre quis chamar a atenção, é o fato de ser preso caso seja pego. Se você diz que ao saber da blitz, a pessoa não sai de casa, então não deveria haver trânsito, coisa que você vem falando desde o inicio. Não fui contra a liberdade de expressão ao falar do twitter, quis dizer que ao informar a localidade, você permite que um infrator continue andando por ai, provavelmente sem condições de dirigir. Se você ler textos anteriores, eu também tive meus problemas com a blitz, mas tive a chance de ser ouvido, e com o contato com o subsecretário, tenho a chance de ajudar a evitar que novos casos aconteçam. O problema do trasporte público existe, mas tenho um amigo que acaba de voltar Argentina e disse que lá o transporte público é tão ruim quanto o nosso, mas existem formas de contornar isso, já citei algumas. O problema de segurança pública obriga a presença de policiais com fuzis, aqui no Rio, você sabe que o policial vive sobre constante pressão. Por isso também, os lugares onde ocorrem blitz, há redução do indice de criminalidade, inibe a presença de vagabundos tentando fazer algum dinheiro fácil.
Esse assunto é muito grande para ficar sendo discutido aqui. É um problema de educação pública e de educação no trânsito. Se todos fossem educados, não teriamos nem passado do comentário 1.
E ainda aguardo os números que informam o que você falou várias vezes, mas não mostrou nada.
Onde eu encontro a informação que diz que os números de acidentes de trânsito na cidade do Rio não diminuiu?
Vamos lá, já que você nunca responde minhas perguntas, eu respondo as suas…
“Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, SOB SUSPEITA DE DIRIGIR SOB A influência de ÁLCOOL será submetido a testes de alcoolemia”
Quero que você responda: É isso que está acontecendo nas blitze??? Meu conhecimento é que estão parando aleatoriamente. Se pegam somente 2% é porque ESTÃO DESCUMPRINDO A LEI! Você é a favor disso? Quando você encontrar com o Lopes, diga pra ele minha proposta: Quem for parado e se submeter ao teste do bafômetro e não tiver nenhum álcool deveria poder utilizar o mesmo delegado da blitz para registrar BO de abuso de autoridade, o que vc acha? Assim o Estado teria a obrigação de treinar seuas agentes a parar somente embriagados. Agora não me diga que você não reconhece uma pessoa embriagada que não é possível isso…
“Na operação, o agente pergunta se você aceita fazer o exame. Se você não tem nada a temer, não bebeu nada, faça pois assim você prova que está em condições…”
Tá errado, ele que tem que fazer a acusação! ABUSO DE AUTORIDADE! É CRIME. Vc apoia isso???
“Na Argentina também há um projeto para reduzir a zero, como no Brasil.”
Os argentinos tem o saudável hábito de consumir vinho moderadamente. Então, assim como na França não consiguirão implantar este projeto. Até porque só um povo bunda mole como o brasileiro para aceitar uma lei que derivou de uma MP que impedia vender bebidas em estradas e da noite para o dia se transformou na LEI SECA e foi votada sem que muitos deputados tenha lido o texto. Na Argentina se acontecder isso, o povo vai às ruas. Se conseguirem implantar LEI SECA na ARgentina, vc me avisa que termino com o twitter da LEI SECA. Uma coisa é um projeto, outra coisa é uma lei.
“Quanto ao Japão, falei baseado em uma matéria do G1, e depois vi que o índice é 0,3, o que não é grande coisa”
É grande coisa sim. Se vc considerar que o bafômetro é um aparelho extremamente impreciso, 0,3 de tolerância passa a ser um número bem mais condizente com a imprecisão do bafômetro. Aliás para uma tolerância baixa como a nossa, somente exame de sangue deveria ser aceito.
“mas o que eu sempre quis chamar a atenção, é o fato de ser preso caso seja pego”
Isso é o que deveria estar acontecendo no Brasil. Ninguém foi e ninguém será preso. sabe porque? Porque a lei é porca e malfeita!
“Não fui contra a liberdade de expressão ao falar do twitter, quis dizer que ao informar a localidade, você permite que um infrator continue andando por ai, provavelmente sem condições de dirigir”
Vamos parar de balela. Isso é erro de estratégia da polícia de montar locais estáticos de blitz. O ideal é que eles operassem em ronda. Blitz é atraso, expões o policial, atrapalha o trânsito e não traz resultados expressivos. Blitz serve para urgência, blitz como estratégia permanente é piada de mal gosto.
“O problema do trasporte público existe, mas tenho um amigo que acaba de voltar Argentina e disse que lá o transporte público é tão ruim quanto o nosso”
Não é! Em BsAs os ônibus circulam de madrugada. São velhos, mas são baratos e funcionais. Ninguém sai de carro lá quando vai beber. E o grande trunfo deles são os táxis a preços muito bons (1/3 a 1/4 dos nossos aqui no RJ), que compensam, e muito, deixar o carro em casa. Seu amigo não soube avaliar bem, uma busca no Google vai me dar razão.
“E ainda aguardo os números que informam o que você falou várias vezes, mas não mostrou nada.
Onde eu encontro a informação que diz que os números de acidentes de trânsito na cidade do Rio não diminuiu?”
Eu não disse isso. Disse que não houve nenhuma influência no número de acidentes desde que foi implantado o twitter da Lei Seca. Os número estão nesta página sua mesmo. Pode ver, os percentuais estão dentro da margem de 25% a 30% e acredito que esta variação seja causada apenas por número de feriados, número de dias chuvosos ou férias. O que disse que a implantação do twitter da Lei Seca diminui o número de multas, já que as pessoas evitam sair de carro quando tem certeza que tem blitz.
“Esse assunto é muito grande para ficar sendo discutido aqui. É um problema de educação pública e de educação no trânsito. Se todos fossem educados, não teriamos nem passado do comentário”
Concordo plenamente com você. Somos um povo despolitizado e mal educado (uma pena). Mas temos jeito. Agora, não é parando pessoas no meio da rua mas madrugadas com fuzil na mão e submetendo pessoas visivelmente sóbrias ao bafômetro que isso vai mudar. Blitz é atraso. Educação é progresso. No primeiro mundo não se faz blitz. Educa-se e dá condições de contornar as situações. O que vemos aqui é uma política barata, mal planejada e interesseira. Engraçado a lei seca ter sido implantada em 2008 e quase um ano depois, no ano anterior âs eleições comecem a surgir operações que cospem estatísticas mal feitas e mal explicadas e os coordenadores serrem todos cnadidatos a deputado, mesmo não tendo carreira política. Eles não estão nem aí pro povo, querem se promover! Pense nisso. Mas gostei do debate, pouca gente tem coragem de colocar o assunto na mesa e debater! Grande abraço. Outra coisa Lei não se APOIA, se cumpre! Estes adesivos são ridículos! O que aconselhamos a todos no twitter e que cumpram a lei mas lutemos para mudá-la, porque a sociedade é que faz a lei e não o contrário!
Eu que não respondo suas perguntas? eu até agora estou esperando você me mostrar os dados exatos de que nada mudou.
Vamos responder as suas.
O bafômetro, ou etilômetro usado nas blitz, se não me engano tem uma margem de erro de mais ou menos 0.02 para medidas até 0,4. São certificados, com curva de erro, atestados normalizados e com aferições do inmetro, portanto, não me venha falar que são instrumentos sem precisão. A confiabilidade dos instrumentos é de 98%, ou seja, apenas 2% das vezes pode ser que aconteça alguma medição errada. Se for parado, e você duvidar da medição, pergunte se o aparelho foi aferido, se tem certificado. Deve haver um selo com validade de um ano (se não me engano) e se não estiver, corra atrás dos seus direitos.A lei fala em 0 alcool, mas existe uma tolerância, justamente por que nenhum instrumento de medida é igual ao outro. se não me engano, essa tolerância é 0,2 e é bem próxima a lei do Japão. Se você acha que há alguma opressão, faça o BO, é seu direito.Você diz que o argentino tem a cultura de beber moderadamente, ok, pode ser, mas e o brasileiro? Acho que a cultura aqui é quanto mais cerveja, melhor. Dê uma olhada nos números das vendas das empresas de bebida. Quanto ao resto, deixa, nem vale a pena responder. Já que o Blog fez um canal de comunicação, por que você num faz um levantamento com sugestões e criticas para levarmos ao secretário? Acho que isso é mais benéfico do que murrar ponta de faca, que é o que estamos fazendo. Foi assim que surgiu esse contato, através de uma crítica desse blog, que estamos trabalhando para melhorar. Resolvemos apoiar o projeto, por que bem ou mal dá algum resultado. A variação divulgada é um comparativo com o ano anterior, existindo os mesmos feriados e ferias. O unico argumento que pode valer no seu argumento é o índice pluviométrico e eu não tenho dados para avaliar isso com precisão. Já que a lei está ai e não deve ser mudada da noite para o dia. Como já disse várias vezes, acho a lei exagerada. Mas o que eu defendo é a fiscalização. Gostaria que houvesse uma na lei anterior.
“Eu que não respondo suas perguntas? eu até agora estou esperando você me mostrar os dados exatos de que nada mudou.”
Não disse isso. Não sou maluco de dizer isso. Nada era feito, então qualquer coisa que fosse feita a partir de agora surtiria efeito. Essa é minha opinião.
Os bafômetros pode até ser certificados, e acredito que sejam, apesar de que quando fui parado na blitz houve uma imensa má vontade de me mostrar a calibração. Mas ao entrar no site do IPEM, instituto oficial de pesos e medidads do Rio de Janeiro, não há relação de etilômetros validados no RJ. E aí? Estão querendo esconder o que?
Agora o bafômetro está sendo muito questionado nos EUA, por ser um instrumento de medição indireta, ou seja, ele mede álcool pela quantidade de outra coisa que não lembro o nome… Há vários questionamentos lá e inclusive abertura de patentes dos fabricantes para que seja avaliado o algoritmo interno utilizado. E os resultados não são dos melhores, com a vantagem que eles tem uma margem de tolerância muito maior do que a nossa (8 vezes). Já aqui…
“se não me engano, essa tolerância é 0,2 e é bem próxima a lei do Japão”
Errado, nossa tolerância é 0,01 BAC e a do Japão é 0,03. Isso não é próximo…
Já fizemos as sugestões e fomos ignorados. Agora com 30 mil seguidores vamos fazer campanha política repudiando e divulgando todos os nomes de deputados em qualquer esfera que participaram desta idiotice. E já está dando certo, tanto que estamos sendo ameaçados por um grande jornal, digamos assim. O povo não aprovou a lei e falta julgar ainda sua inconstitucionalidade. E se for favorável ao povi, a lei muda, ah se muda!
Abraço
Amigos,
Facil de se ver que o @leisecarj é como todo o brasileiro, possui um complexo de édipo as avessas. Se esse programa, fosse implantado em qualquer lugar do mundo que não o Brasil, seria muito elogiado, inclusive pelos críticos daqui, mas como é por aqui… portanto, nem se aborreçam, o tempo vai dizer quem está certo… os bebados que dirigem, ou os pais de familia, que morrem em acidentes imbecis causados por pessoas como esta….
Sem mais,