Raios-X Das Eleições 2010 – Parte II

Continuando a série especial das eleições, hoje falaremos sobre um gravíssimo problema que vem se arrastando no Brasil a muitos anos governo a governo, cujo os mesmos sempre tentam melhorar a situação com projetos tapa buracos, o problema em questão é a educação no Brasil, e esse grave problema foi tema da revista época na 1° semana de fevereiro em entrevista com Kevin Watkins (pesqueisador da global economic governance, da universidade de Oxford, na Inglaterra, e colunista do jornal the guardian. De 2004 a 2008 foi coordenador do relatório de acompanhamento do IDH da ONU, e coordenou o ultimo relatório de monitoramento global da educação para todos da unesco).
O titulo utilizado pela revista foi “O crescimento pode ser asfixiado” e é exatamente ai o ponto aonde quero chegar, durante anos e anos o tema da educação vem sendo fortemente debatido no Brasil e programas assistencialistas vem surgindo desde o governo FHC e não fora diferente no atual governo Lula, a questão é que esse tipo de política pode ajudar, mas não resolve o problema, falando especificamente do plano do FHC que dava se não me engano 30 reais por cada filho na escola, sim legal o garoto estava na escola, ele poderia estar na rua trabalhando forçado para os pais, a questão que isso aumenta a estatística, porém não resolve nada, coisa aparecida aconteceu no governo Lula, a questão a ser enfrentada não é essa e na entrevista apresentada na revista época reforça bem essa idéia , um ponto que achei interessante da entrevista é a seguinte frase. “Desenvolver Habilidades Estratégicas Para o Mercado é Central. Enquanto Países Do Leste Asiático Vão Muito Bem, O Brasil Fica Para Trás”. Ao dizer essas palavras ele se referia e não somente fazer ações de curto prazo, como é o caso do prouni (excelente programa e indiscutível o seu sucesso), porém só isso não basta, como acontecem com as cotas, muito alunos chegam às universidades com uma base muitas vezes defasada e não agüentam o ritmo, a intensidade das aulas e essa falta de uma boa base na sua formação faz com que esse mesmo se afaste do curso, um problema que segundo watkins não ocorre somente no Brasil, mas de certa forma o Brasil e a Índia estão atrasados em relação a solucionar os problemas.
Em todos os países que vem sofrendo esse problema a educação se não já travou a economia, o mesmo já esta para acontecer muito em breve caso o problema não seja solucionado, Watkins fala especificamente do bric (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, índia, China). E a China destaca-se por ser a pioneira e a única a estar levando o problema a sério e parece ter encontrado o caminho, os chineses que vem tendo um crescimento muito acelerado, conseguiram solucionar esses problemas investindo no ensino de habilidades (como capacidade de solucionar problemas novos e raciocínio lógico). Algumas ações foram inovadoras, envolveram parcerias entre governo, investidores externos e educação privada, movimento parecido que aconteceu na Coreia do Sul.
O exemplo da China mostra que é possível resolver e o Brasil, como qualquer outro país deve se pegar nisso e fazer tudo que tiver ao seu alcance para melhorar a educação de base de seu país, para o bem de sua economia e principalmente para beneficio geral da sociedade,pois a educação e o pilar de tudo.

Raios-X Das Eleições 2010 – Parte II de Rodrigo Fernandes Da Costa é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 3.0 Brasil.



O grande problema é o comodismo, as pessoas estão acostumada a ganhar tudo do governo e por essa razão não se esforçam para ter por seus próprios meios. É aquela velha história, deveriam ensinar a pescar e não dar o peixe. Por essas e outras que o Brasil não vai pra frente.
Era triste ver o Cristovam Buarque em 2006 defendendo a educação como base para um país melhor e ninguém ouvindo ele.
Essa política do pão e circo vai continuar ainda por muito tempo, já que se tornou um costume o governo passar a mão na cabeça e não incentivar as pessoas a crescerem.
O fato mais recente que demonstra isso foi fazer uma Emenda Constitucional garantindo alimentação para a população, dessa forma o Bolsa Alimentação, Bolsa Família etc vão continuar permeando as ações do governo.
Eu acredito que a educação mudaria muita coisa. É por estudarmos que conseguimos ter essa visão crítica, que podemos debater aqui hoje e podemos procurar soluções melhores.
Bem , concordo com oque você disse.. A educação é um meio imprescindível para alavancar a economia do país e infelizmente o Brasil não pensa assim.Os governantes preferem a manutenção do analfabetismo, seja ele real ou funcional, para permanecer essa maracutaia nos cofres públicos. Somente com o protesto organizado do povo poderemos solucionar essa grande defasagem.. Beijão de mim
Nêssa
Na realidade no Brasil de hoje, as políticas educacionais assim como as sociais procuram atingir a maior quantidade de pessoas sem instrução e sem recursos financeiros, isto porque para estas pessoas que não tem o que o governo dá acaba fazendo uma grande diferença, melhorando sua auto-estima e dando-lhe oportunidades que até então não tinham> ex: bolsa-familia e PROUNI.O lado bom é que estas pessoas a margem da sociedade estão aos poucos conseguindo alcançar coisas que só aos ricos e bem assalariados era permitido. é esse lado bom que induz as pessoas a pensarem que o governo é bonzinho e gosta de ajudar o povo, mas elas não sabem que é obrigação e dever do governo e não um “favor social”
O lado ruim dessa história da educação é o convencimento do povo , essa maquiagem pra mostrar para as pessoas que o problema foi ou está sendo resolvido. os “filhos do prouni” certamente estarão gratos ao governo e certamente será o próximo eleitor fiel.
Algumas pessoas ainda não sabem que é maisbarato pro governo pagar bolsas de estudos nas particulares do que criar espaços de aprendizagem como escolas e faculdades, porque nelas os gastos serão permanentes e maiores, na concessão de bolsas esse custo diminui.
Outro detalhe que as pessoas também não repararam é que a criação de cursos universitarios via REUNI e a reserva de vagas em universidades particulares via enem/sisu também é uma forma de baratear a educação, é uma forma de encher as universidades de gente sem dar ou dando o minimo de estrutura. Li ontem no jornal o tal lá secretario ou ministro da educação dizendo que as universidades é que tem que dar suporte pros alunos de fora estudarem nela, ai eu te pergunto: e quem deveria fornecer o dinheiro pra universidade fazer isso não é o governo? as universidades tem autonomia administrativa, faz parcerias e convenios mas não cabe a ela “se virar” pra tapar o buraco que o governo fez. se querem ficar bonitos na foto, então que façam direito. não é lotando os lugares de gente que a coisa vai melhorar, cadê o professor na sala? cadê a sala de aula pra ensinar? cadê os móveis, a agua, a luz, a internet, a biblioteca e tudo mais? …Cadê a escola Brasil? Porque gente eu já vi de milhôes…
Desculpe, acho que me empolguei
Abraço Bloguístico!
@Eryane
Pois é Eryane, o problema é antigo, desde a revolução industrial essa questão da assistencia social vem sendo discutida, quem estudou sociologia e leu obras de alguns clássicos como David Ricardo sabe bem do que eu estou falando. Mlathus encaixa-se nessa tese também.
@VanessaHuback
Tem razão Vanessa, porém essa bagunça terá que acabar ou nossa economia irá ficar totalmente estrangulada, se quisermos ser chamados de uma economia desenvolvida precisamos resolver esse grave problema, além de outros também muito dito por ai, que a infraestrutura e a burocracia.
@Ana Karenina
Que isso Ana não precisa se desculpar, tudo que venha acrescentar a mim e todos que estão sempre lendo nossos comentários no blog, sempre será bem vindo independentemente do tamanho =).
Sobre o seu comentário em relação ao Reune, até hoje isso gera problemas entre os docentes e alunos, la na UFF por exemplo ano passado o pessoal do Diretório Academico (cujo eu era membro) chegou a organizar uma palestra com os prós e contra do Reune, o contra era essa entrada em massa de alunos sem uma estrutura adequada em nosso departamento, o pró foi o aumento dos recursos recebidos pela a nossa universidade e depois de tanto debate parece que nosso problema começou a ser resolvido, e um prédio totalmente novo está sendo construido para o pessoal da economia, porém so aconteceu por pura pressão de alunos e docentes, a questão que isso não acontece em todas as universidades sem contar alguns casos fraudulentos (para variar) de reitores desviando a verba para benefício proprio, agora é dever nosso, alunos e eleitores de tentar mudar essa triste história.