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Archive for September, 2010

A não democracia brasileira

September 23rd, 2010 Rodrigo Souza 3 comments

Candidato Darth Vader

Outro dia, folheando antigas revistas em quadrinhos, vejo uma história na turma
da baixinha dentuça mais famosa do país (ela que não me ouça), onde os meninos
organizavam um concurso de miss bairro como mais um plano “infalível” do garoto troca
letras. A idéia era eleger a moça do vestido vermelho, sem analogia comunista, por que
assim se sentiriam livres para implicar com a garota sem apanhar, com a premissa de que
uma miss deve ser sempre educada e delicada.
O plano vai por água abaixo por que todos decidem votar na garota mais bonita do
bairro, já que sua presença seduzia a todos, e enfeitiçados, esqueciam da melhor candidata
para suas vidas. Votar na garota bonita não a faria virar namorada deles. Neste caso
seria algo bom somente para o ego da candidata, que continuaria a desfilar sua beleza.
Você pode estar se perguntando: “Era um concurso de beleza, eles votaram
corretamente”. É válido pensar assim, mas vamos extrapolar um pouquinho e tentar
enxergar o que uma criança não seria capaz de ver ao ler essa história. Imagine uma
eleição qualquer. Em quem você votaria? No candidato com melhores propostas, no com a
propaganda mais bonita ou naquele cujo visual é mais agradável? Exerceriam a democracia
indireta, elegendo um candidato que vai lutar pelos seus interesses ou vota em qualquer um
que vai lutar por interesses próprios e provavelmente corruptos?
Provavelmente todos os que leram até aqui optariam pelos candidatos cujas
propostas apresentadas fossem equivalentes aos seus pensamentos. No fundo, é isso que
acontece até pro candidato corrupto. Política não é papo de botequim, exceto quando
algum político é pego com a boca na botija, mas logo aparece outro escândalo para apagar
o primeiro, nas próximas eleições aparece esse cara cheio de sorrisos e crianças no colo,
promovendo políticas assistencialistas imediatistas. No popular, tapando sol com peneira.
Como vivemos em um país onde a desigualdade é enorme, isso acaba influenciando a
maioria.
Voltando à eleição dos quadrinhos, fica claro o ditado que diz que toda unanimidade
é burra. Esse ditado provavelmente deve ser derivado das idéias do filósofo Sócrates
que reprovava uma decisão tomada pela maioria. Para ele era mais importante saber se o
argumento tem lógica e é razoável, mas como fazer isso para decidir nosso candidato se
o tempo que tenho para ouvir cada um é desigual? Como fazer isso, se as propagandas
políticas são um mar de acusações, de frases feitas, de apelos espirituais? Isso sem
entrar no mérito de qual é o real benefício de se divulgar pesquisas de intenção de votos.
O Brasil ainda precisa aprender o que é democracia. Para isso, precisamos de uma
educação de qualidade, para que o cidadão não precise de bolsas governamentais para
se sustentar (e em alguns casos, se igualar a alguns de Brasília e viver sustentado pelo
governo) e sistemas de cotas. Para um cidadão saber distinguir o que é possível ou o que é
mera fantasia em uma propaganda.
Só assim, eliminaremos os sanguessugas que restaram pós ficha limpa, e para falar a
verdade, espero que junto venha uma renovação política, pois ta difícil achar candidatos.

P.S.:
Ainda não tenho meus candidatos para o dia 3 de outubro, mas já tenho certeza
de quem não é. A minha decisão não é a da maioria (conforme pesquisas), mas eu estou
junto com Sócrates. Meu argumento tem lógica, é razoável e tem até vídeo no youtube.

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A não democracia brasileira by Rodrigo Rezende da Silva e Souza is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas 3.0 Unported License.

O Brasil do desperdício

September 5th, 2010 Rodrigo Fernandes 2 comments

Frente a mais uma eleição presidencial nos deparamos, qual Brasil nós vivemos hoje? Vivemos uma fantasia como proposta pelo governo, onde a segurança nas grandes cidades é um assunto resolvido, onde a saúde em nossas cidades é de primeira qualidade, onde os impostos elevados sim, mas bem revertidos à sociedade nos dão um salto de qualidade de vida? Bom assim como eu acho que você leitor deve perceber que não vivemos nada disso e assim como eu você deve se perguntar, quem esta certo, o governo ou seus opositores?

Bom sobre o que eu posso afirmar é que a parte da segurança pelo menos em meu estado não está resolvida (fui vitima a pouco mais de uma semana atrás da violência pública mal resolvida há décadas), leia-se e diga Rio de Janeiro, mais precisamente Niterói, a saúde eu mesmo não preciso dizer como anda, basta olhar em cada hospital seja ele municipal estadual ou federal para perceber como está a situação, os impostos então caem nisso tudo e muito mais, um país com uma arrecadação enorme não poderia passar por dificuldades com as quais passamos, fazendo um papel neutro aqui, posso até defender que a polícia do Rio de Janeiro aparenta pequenas melhoras, porém acho que pelo tempo de governo essas melhoras já deveriam ser maiores, então é obvio que nosso dinheiro arrecadado pelo Estado é muito mal administrado e repassado, um governo com a nossa arrecadação, não poderiam passar por déficits em suas contas como tem passado nos últimos meses.

De fato estamos novamente perdendo uma enorme possibilidade e industrializar nossa economia, um país cujo investimento chegou apenas no ano passado a 1% do PIB, que a meu ver é ridículo, comparado a China e outros países em desenvolvimento como o Brasil, e isso em grande parte não é culpa do baixo investimento e sim culpa da extrema carga tributária imposta as industrias o que impede é obvio na formação de novos empregos, a nossa educação de mau a pior não vai conseguir sustentar a demanda que nosso mercado irá exigir, o caos instalado na infraestrutura (reflexo do baixo investimento do Estado) também trava o nosso crescimento, o que isso de fato acontece, é que no futuro nós poderíamos alcançar um PIB com um tamanho 3x maior do que o atual, talvez daqui a 10 anos, e nesse ritmo estatizante que querem nos impor e que já vem sendo imposto dificilmente chegaremos a esses números, a não ser que uma mudança significativa de como é tratado funcionalismo seja feita, pois da forma atual esse inflamento da máquina pública somente faz com que as contas do Estado continuem no vermelho, não querendo criminalizar o funcionalismo, porém é necessária uma reforma em como os funcionários públicos devem proceder e lógico deve ser cobrado resultados, como qualquer empresa privada cobraria, os Correios foram novamente alvo desse serviço prestado de forma errada, muitas vezes por pessoas que não entendem nada do assunto ocuparem cargos de extrema importância e de extrema necessidade de qualificação, caso contrario se gastará muito dinheiro, com resultados abaixo do gasto elevado lembrando de nossos bolsos.

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