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Os Desafios do Novo Governo

January 13th, 2011 Rodrigo Fernandes 1 comment

Após 8 anos de governo Lula, finalmente será iniciado um novo governo no Brasil. Apesar de ser do mesmo partido e uma indicação de Lula, a atual presidente do Brasil Dilma Roussef terá inúmeros problemas a resolver nos 4 anos que estão por vir, um dos principais será fazer um governo com sua cara e semelhança, e isso não será nada fácil, devido a grande popularidade de seu antecessor. Lula certamente será sua sombra principalmente no inicio de seu trabalho.

Fernando Henrique ficou marcado como o presidente que trouxe a estabilidade e as bases da economia atual ao país, Lula ficou marcado pela sua luta pelas questões sociais e principalmente na luta contra desigualdade no país. Dilma poderá ficar marcada como o presidente que diminuiu a burocracia, que diminuiu os juros, que melhorou a educação e a saúde, ou mais do que isso, ela pode ser marcada como o presidente que teve peito e coragem para enfrentar a todos e promover a reforma tributária e política.

De fato a reforma tributária é a de maior importância, principalmente para um governo que tem como meta, alcançar 2% de taxa de juros reais, mantendo o crescimento atual, em torno dos 5% sem deixar a inflação passar da meta do governo, que gira em torno dos 4,5%. De fato é um desafio muito grande, baixar os juros a esse patamar, claro não será feito a curto prazo, mas para que isso possa acontecer, Dilma terá que suar muito a camisa. O primeiro desafio será diminuir os gastos públicos, excessivamente altos, porém ela de cara já encontra uma barreira forte no governo, o ministro da fazenda Guido Mantega é um defensor ferrenho do crescimento econômico via gastos do governo, ele não deixa de estar errado, porém deve-se encontrar um equilíbrio, em um país cujo apoiado ao credito, consome desenfreadamente. Não precisa de gastos públicos elevados para se manter uma boa taxa do crescimento do PIB.

Sobre os impostos, o governo realmente terá um trabalho forte pela frente. É inadmissível aceitar que a produção industrial caia, justamente quando a economia interna está extremamente aquecida. Uns dos motivos da inflação, além dos já conhecidos aumento do preço dos alimentos, se passa nesse desequilíbrio entre demanda e oferta, o consumo em alta com produção estagnada ou baixa, não tem como não acontecer inflação, nesse caso a uma inflação de demanda. Dilma anunciou que as pequenas e micros empresas que são responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no país, terão um plano especial na cotação dos impostos, para que assim se mantenha o emprego no mínimo no patamar atual, medida correta, mas de fato é necessário olhar para os outros setores, as maiores empresas nitidamente precisam também de um apoio contra os impostos e para que todos sejam beneficiados, a reforma tributária terá que sair nos próximos 4 anos, ou sai, ou ficaremos parados nos velhos problemas, por mais 8 anos no mínimo.

A questão de segurança e saúde sinceramente não tenho informação suficiente para dar pitacos. É nítido que precisa melhorar e espero que todos pensem da mesma forma. Para finalizar, eu que fui crítico e apoiava a outro candidato, espero muito que a presidente Dilma queime minha língua. Sinceramente, torço para que ela faça um bom governo, pois acima de qualquer bandeira política, eu como qualquer outro, sou brasileiro e quero para nosso país o melhor. Então em nome de todos os membros do Blog, ficam nossos sinceros votos de boa sorte ao novo governo.

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A obra Os Desafios do Novo Governo de Rodrigo Fernandes da Costa foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Uso Não-Comercial – Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.

Rumo à Ucrânia

December 25th, 2010 Rodrigo Fernandes 1 comment

Depois de um ano eleitoral repleto de escândalos e com poucas novidades e propostas, Brasília volta a ter destaque no cenário político em 2010. Ontem a câmara aprovou aumento salarial dos parlamentares, cujos deputados, presidente, vice- presidente, senadores e ministros de Estados terão salários de R$ 26.700,00 ao mês. Senadores terão um reajuste de 61,8%, presidente e vice terão um aumento de 133,9%, enquanto isso a classe trabalhadora recebe aumentos corrigidos pela inflação e nada mais, bom por conceito econômico a medida é mais do que correta, a questão é que deveria prevalecer para todos, seja ele político ou não, agora 133,9%? Bom, o nosso presidente vive dizendo que o País não tem inflação, será que ele erra em suas previsões em 133,9%?

O mais curioso disso tudo é que a votação durou apenas 5 minutos, o que me deixa a entender que projeto de interesses mútuos, a câmara, age com eficiência e incrível velocidade, questões mais importante com relação à sociedade podem esperar, o senhor Tiririca, coitado, dotado de informação considerou o projeto interessante e legal. Pois é amigo, ganhar quase 27 mil reais sem ter 10 anos de estudos deve ser legal mesmo, estudar pra que se eu posso ser deputado?

Dilma Roussef, futura presidenta do país, já começa com um grande pepino orçamentário para resolver, pois um país como nosso, que já durante as eleições se dizia muito em corte dos gastos, em prevenção da inflação e prevenção dos cofres públicos, receber essa notícia não deve ter sido nada agradável, pois essa medida irá custar aos cofres públicos nada mais do que 1,8 bilhões para as cidades, isso claro, irá recair na sociedade. Sim caro leitor! O otário no final das contas é o povo. Serão eles o povo mero mortais que irão arcar com os custos? O país em 8 anos não pode arcar com um orçamento desse para saúde, mas pode arcar para pagamento de salários para pessoas que deve receber até auxílio Viagra, enquanto a população mais carente não tinha direito a sequer um atendimento médico de dignidade, a educação nem se fala, é incrível ver nosso presidente argumentar que teve melhoras consideráveis na educação, digamos que no ensino superior, por necessidade, essa melhora veio, mas a base continua indo de mau a pior e foram 8 anos para se resolver.

Esse aumento acarretará em um orçamento mais inchado, o que pode levar a mais impostos e conseqüentemente mais inflação, impostos elevados sufocam a produção, inibem investimentos, e por falta dos dois, a inflação dispara, eu sou dos que defendem que a nossa inflação é sim de demanda, a população com mais renda, consome loucamente, empresas sem estoque, por conta das dificuldades que ela encontra em se expandir, não acompanha a demanda, a oferta cai e os preços sobem. Entendo que os alimentos estão pesando na inflação, mas não é só alimento que anda em falta no país, alguns produtos tecnológicos já faltam nas prateleiras e isso certamente trará aumento dos preços. Último dado da economia brasileira mostrou um crescimento pífio de 0,5% com a indústria puxando esse número para baixo, sinal de que o sufoco está maior do que imaginávamos somente no Brasil se para de produzir quando o mercado interno está aquecido.

Medidas como essa tiram de mim a esperança do sonho brasileiro. Um dia seremos gigantes, um dia não nos faltará nada, cada momento que passo eu vejo que realmente não passa de sonho, um país tão grande como nosso, com pensamento tão minúsculo de quem o governa, me traz a sensação de que isso jamais irá mudar e meu velho sonho de abandonar o barco volta a florescer. Acho que vou viver um pouco no frio. De repente, ficar preso dentro de casa me faça ignorar os problemas de qualquer nação. Ucrânia, ai vou eu!

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O Brasil do desperdício

September 5th, 2010 Rodrigo Fernandes 2 comments

Frente a mais uma eleição presidencial nos deparamos, qual Brasil nós vivemos hoje? Vivemos uma fantasia como proposta pelo governo, onde a segurança nas grandes cidades é um assunto resolvido, onde a saúde em nossas cidades é de primeira qualidade, onde os impostos elevados sim, mas bem revertidos à sociedade nos dão um salto de qualidade de vida? Bom assim como eu acho que você leitor deve perceber que não vivemos nada disso e assim como eu você deve se perguntar, quem esta certo, o governo ou seus opositores?

Bom sobre o que eu posso afirmar é que a parte da segurança pelo menos em meu estado não está resolvida (fui vitima a pouco mais de uma semana atrás da violência pública mal resolvida há décadas), leia-se e diga Rio de Janeiro, mais precisamente Niterói, a saúde eu mesmo não preciso dizer como anda, basta olhar em cada hospital seja ele municipal estadual ou federal para perceber como está a situação, os impostos então caem nisso tudo e muito mais, um país com uma arrecadação enorme não poderia passar por dificuldades com as quais passamos, fazendo um papel neutro aqui, posso até defender que a polícia do Rio de Janeiro aparenta pequenas melhoras, porém acho que pelo tempo de governo essas melhoras já deveriam ser maiores, então é obvio que nosso dinheiro arrecadado pelo Estado é muito mal administrado e repassado, um governo com a nossa arrecadação, não poderiam passar por déficits em suas contas como tem passado nos últimos meses.

De fato estamos novamente perdendo uma enorme possibilidade e industrializar nossa economia, um país cujo investimento chegou apenas no ano passado a 1% do PIB, que a meu ver é ridículo, comparado a China e outros países em desenvolvimento como o Brasil, e isso em grande parte não é culpa do baixo investimento e sim culpa da extrema carga tributária imposta as industrias o que impede é obvio na formação de novos empregos, a nossa educação de mau a pior não vai conseguir sustentar a demanda que nosso mercado irá exigir, o caos instalado na infraestrutura (reflexo do baixo investimento do Estado) também trava o nosso crescimento, o que isso de fato acontece, é que no futuro nós poderíamos alcançar um PIB com um tamanho 3x maior do que o atual, talvez daqui a 10 anos, e nesse ritmo estatizante que querem nos impor e que já vem sendo imposto dificilmente chegaremos a esses números, a não ser que uma mudança significativa de como é tratado funcionalismo seja feita, pois da forma atual esse inflamento da máquina pública somente faz com que as contas do Estado continuem no vermelho, não querendo criminalizar o funcionalismo, porém é necessária uma reforma em como os funcionários públicos devem proceder e lógico deve ser cobrado resultados, como qualquer empresa privada cobraria, os Correios foram novamente alvo desse serviço prestado de forma errada, muitas vezes por pessoas que não entendem nada do assunto ocuparem cargos de extrema importância e de extrema necessidade de qualificação, caso contrario se gastará muito dinheiro, com resultados abaixo do gasto elevado lembrando de nossos bolsos.

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Eleições 2010 – 1° debate (Rede Bandeirantes)

August 7th, 2010 Rodrigo Fernandes 1 comment

No dia 05/08/2010 foi realizado o 1° debate televisionado entre os presidenciáveis, organizado pela Band. O debate contou com as presenças dos principais candidatos a presidência e favoritos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), e dos também candidatos, porém menos badalados, Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda (PSOL).
Como era esperado, o debate ficou polarizado entre os candidatos do PSBD e do PT, José Serra e Dilma Rousseff respectivamente, o candidato Plínio de Arruda do PSOL em diversas vezes argumentou sobre o fato. O mesmo Plínio foi o candidato mais agressivo do debate, atacando de forma direta os candidatos do PSDB e PT, nem se quer Marina Silva do PV escapou de seus ataques. Marina que por sinal não atacou ninguém, mas a meu ver teve uma boa postura durante o debate, sem fugir de perguntas e se focando sempre em seu projeto. Outra coisa interessante tocada pela candidata e apoiada pelo tucano Serra, foi que os partidos devem ser capazes de esquecer as divergências da oposição pela oposição, coisa que também defendo profundamente e achei um ponto interessante tocado por ela.

Dilma Rousseff e José Serra como era de se esperar focaram-se nas campanhas de FHC e de Lula respectivamente, logo no primeiro embate entre os candidatos José Serra fora questionado sobre os 14 milhões de empregos de carteira assinada criados em 7 anos pelo governo Lula em comparação ao de FHC. Serra respondeu categoricamente que não deve ficar olhando pelo retrovisor e criticou a situação de portos, aeroportos e estrada do país. Dilma, claro, não concordou com Serra em relação ao retrovisor. Sobre a frase usada pelo candidato, eu particularmente concordo que a comparação da economia na época do FHC e de Lula são extremamente distintas, um pegou o país totalmente dilacerado com a década perdida dos anos 80 e a hiperinflação no Brasil vivida na mesma época, e o segundo, diga-se o Lula, pegou um país com estruturas macroeconômicas definidas, um país com uma moeda consolidada e principalmente pegou bons ventos da economia mundial, ou seja, são ciclos econômicos diferentes e, portanto a questão da formação de emprego deve ser comemorada sim, mas não comparada com uma gestão de 7 anos atrás e se quisermos ir mais longe e comparar há 16 anos atrás, o mundo mudou e o Brasil mais ainda nesse longo espaço de tempo, e quem tem noções de economia sabe disso. Serra questionou sobre isso com Dilma, justamente por ela ter cursado economia no passado. Além disso, contra a candidata tem o fardo do seu aliado, o ex ministro da fazenda, Antonio Palocci, ter em diversas oportunidades tem elogiado a economia do governo FHC, então convenhamos que esse ponto se for atacado pela candidata será um ponto negativo sempre, em cada debate que a mesma participar.

Em relação à pergunta feita pelo mediador, Ricardo Boechat, os três candidatos mostraram opiniões parecidas. A pergunta feita aos candidatos era em qual setor cada um iria priorizar assim que vencesse as eleições 2010 e os setores foram; a saúde, educação e segurança. Tópicos mais votados no site da Band e todos de forma acertada a meu ver, responderam que não se deve priorizar esses setores por serem críticos e ligados e cada um de sua forma citou suas propostas.

O debate foi se desenrolando de forma dinâmica e de forma respeitosa pelos candidatos. Cada um focando-se mais em propostas ao que a ataques pessoais, o que de fato fez crescer meu interesse, mesmo o radical Plínio de Arruda do PSOL tratou até certo ponto de forma respeitosa os candidatos, apontando falhas nas propostas de cada um e tentando de forma ríspida apresentar a sua que é acabar com a desigualdade no Brasil, talvez o ponto mais caloroso do debate com a participação de Plínio fora a acusação de que a reforma agrária do presidente Lula tenha sido menor do que a do FHC e que isso seria um horror, diga-se de passagem, que o próprio Plínio ainda então filiado ao PT elaborou o projeto e segundo o mesmo, o projeto fora rasgado ao meio, não chegando à metade do que foi proposto inicialmente.

Durante o debate percebi uma Marina contida, porém objetiva, um Serra focado e tentando ser o mais direto possível, uma Dilma inicialmente perdida, atrapalhada pelo nervosismo e afobação, chegou a tremular algumas vezes, mas depois se recuperou. Talvez um momento de dúvida que ela deixou foi sobre a questão das APAES (Associação de pais e amigos dos excepcionais) questionada sobre perseguição por parte do PT pelo candidato José Serra. Ela deixou no ar se as APAES foram ou não prejudicadas pelo governo. Outro ponto em que Dilma levou desvantagem fora a questão da comparação econômica entre o governo FHC e Lula, que já fora comentado aqui, culminaram para que eu chegasse a conclusão que nesse debate ela levou ligeira desvantagem em relação ao tucano. Plínio de Arruda foi ao ataque de tudo e a todos, mas considero sua presença importante para o debate. Primeiro ele deu o ar da graça no debate sempre com comentários que tiravam a gargalhada do público e importante também foi o seu ataque, que serviu para ver como cada candidato trabalharia sobre pressão. Enfim, apesar de discordar com quase tudo com que ele disse, por achá-lo radical demais, eu achei importante sua presença. Algo que me chamou atenção foi a sua proposta da redução da jornada de trabalho, alegando que ela seria benéfica para a contratação de mais trabalhadores, mas o candidato esquece de mencionar que cada trabalhador contratado representa um gasto enorme para qualquer instituição e, portanto essa redução devido a esse gasto excessivo que é contratar um trabalhador não iria alavancar mais contratações e de contra mão iria levar a produção abaixo, prejudicando a todos em um efeito cascata. Plínio esqueceu-se também que ser radical demais, representa fuga de recursos, basta voltar as eleições de 2002 que sobre o efeito de um possível calote que o Brasil poderia fornecer no futuro caso o Lula fosse presidente, levou um colapso em nossa economia quando o dólar chegou a bater R$ 4,00. Enfim, ele falou demais em mudança, mas esqueceu de dizer como. Veremos como será seu desempenho nos próximos debates.

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Jornal do Brasil um fim anunciado

July 22nd, 2010 Rodrigo Fernandes 1 comment

Em breve o Jornal do Brasil conhecido como JB, irá extinguir sua versão imprensa, passando há existir apenas na versão online e isso marca negativamente a história desse importante meio de comunicação brasileiro que já existe há 119 anos.

Fundado em 1891 por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas, com intenção de defender o regime deposto, o JB ganhou fama por participar ativamente de questões relevantes no país como o apoio a República em 1894 e ao apoio ao golpe militar em 1964, ao publicar no dia 1° de abril deste mesmo ano, um texto de apoio a deposição de João Goulart, então presidente na época.

Na metade de década de 50 uma equipe montada pela condessa Maurina Pereira Carneiro, que fora responsável pela publicação do jornal durante 30 anos, fez com que o JB fosse uma das melhores escolas de imprensa do país. Entre os motivos de tamanho sucesso destaca-se as novidades de paginação criada ainda na década de 50, o que inspirou uma série de jornais mais a frente.

A decadência do Jornal se deu pouco a pouco e começa quando o governo militar, mesmo após o apoio que o JB lhe deu ao conceder o golpe militar em 64, apoio esse depois esquecido por eles ao negarem através de seus generais um pedido de explorar novos mercados de mídia que no caso era o acesso às concessões de TV, além disso, a construção de uma sede gigantesca na Zona da Lepoldina no Rio de Janeiro causou um rombo enorme e sem saída para o jornal.

Em 2001, a família Nascimento Brito arrendou o título do jornal para o empresário Nelson Tanure por 60 anos, renováveis por mais 30. A intenção do empresário, conhecido por comprar empresas pré-falimentares, saneá-las e depois revendê-las, era recuperar o prestígio do jornal. Naquele ano, as vendas do jornal eram de 70 mil em média durante a semana e 105 mil aos domingos. Recuperou-se a partir de 2003, atingindo 100 mil exemplares em 2007, quando então as vendas novamente começaram a cair, chegando a 20.941 em março de 2010.

Em 2005, o JB instalou-se na Casa do Bispo, imóvel histórico e representativo do colonial luso-brasileiro, datado do início do século XVII, que já serviu de sede à Fundação Roberto Marinho.
A partir de 16 de Abril de 2006, começou a circular nas bancas no chamado “formato europeu”, um formato maior que o tabloide e menor que o convencional, seguido por diversos jornais daquele continente.
Em 2008, o Jornal do Brasil realizou uma parceria de digitalização com o buscador Google que resultou no livre acesso em texto completo das edições digitalizadas das décadas de 30 a 90, que podem ser acessadas pelo link Acervo histórico digitalizado do Jornal do Brasil.

Diante de uma crise sem fim, em julho desse ano foi anunciado o fim da versão impressa do jornal, que existirá apenas na internet com acesso exclusivo para assinantes, praticamente um assinado de morte de um jornal que marcou a história do nosso país, cujo sobreviveu a esses 119 anos.

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