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Aquecimento Global Ou Enganação Global?

January 14th, 2010 Rodrigo Fernandes 19 comments

Desde o final da década de 70 o mundo vem questionando sobre o aumento de temperatura na Terra, após 30 anos de resfriamento e a explicação eram as ações do Homem.

Segundo o artigo do professor Luiz Carlos Molion, Essa hipótese está fundamentada em três argumentos: a série de temperatura média global do ar na superfície “observada” nos últimos 150 anos, o aumento observado na concentração de gás carbônico a partir de 1958 e os resultados obtidos com modelos numéricos de simulação de clima.

Discutiram-se criticamente esses três aspectos, mostrando suas deficiências e concluiu-se que a representatividade global da série de temperaturas é questionável e que a não comprovada intensificação do efeito-estufa pelas atividades humanas, bem como as limitações dos modelos matemáticos de simulação de clima, não justificam a transformação da hipótese do aquecimento global antropogênico em fato científico consumado. Apresentaram-se argumentos que sugerem que um resfriamento global, paulatino, nos próximos 15 a 20 anos seria mais provável, em face do conhecimento atual que se tem do clima global e sua variabilidade.

Ainda falando do artigo do professor, encontrei dados climáticos discutíveis. A relação média do período 1961-1990 apresentaram um aumento em cerca de 0,6°C desde o ano de 1850, no período de 1920-1946, o aumento global foi cerca de 0,4°C. No Ártico, por exemplo, em que há medições desde os anos de 1880, o aumento foi cerca de 10 vezes maior nesse período, 2,7°C somente entre 1918 e 1938. Entre 1947 e 1976, houve um resfriamento de cerca de 0,2°C, não explicado pelo IPCC. E a partir de 1977, a temperatura média global aumentou cerca de 0,3°C. O próprio Painel concorda que o primeiro período de aquecimento, entre 1920 e 1946, pode ter tido causas naturais, possivelmente o aumento da produção de energia solar e a redução de albedo planetário. Antes do término da Segunda Guerra Mundial, as emissões decorrentes das ações antrópicas eram cerca de 10% das atuais e, portanto, torna-se difícil argumentar que os aumentos de temperatura naquela época, tenham sido causados pela intensificação do efeito-estufa provocada pelo Homem.

A polêmica que essa série de anomalias tem causado reside no fato de o segundo aquecimento, a partir de 1977, não ter sido verificado, aparentemente, em todas as partes do Globo. A série de temperatura média para os Estados Unidos, por exemplo, não mostrou esse segundo aquecimento, sendo a década dos anos 1930 mais quente que a dos anos 1990. Em adição, a média da temperatura global, obtida com dados dos instrumentos MSU (Microwave Scanning Unit) à bordo de satélites a partir de 1979, mostrou uma grande variabilidade anual, com um pequeno aquecimento global de 0,076°C por década , segundo John Christy e Roy Spencer, da Universidade do Alabama, enquanto os registros instrumentais de superfície mostraram um aquecimento de 0,16°C por década, ou seja, duas vezes maior no mesmo período. Para o Hemisfério Sul, satélites mostraram um aquecimento menor, de 0,052°C por década. Em princípio, satélites são mais apropriados para medir temperatura global, pois fazem médias sobre grandes áreas, incluindo oceanos, enquanto as estações climatométricas de superfície registram variações de seu micro ambiente, representando as condições atmosféricas num raio de cerca de 150 metros em seu entorno. As estações climatométricas apresentam outro grande problema, além da não padronização e mudança de instrumentação ao longo dos 150 anos passados. As séries mais longas disponíveis são de estações localizadas em cidades do “Velho Mundo” que se desenvolveram muito, particularmente depois da Segunda Guerra Mundial. Em média, a energia disponível do Sol (calor) é utilizada para evapotranspiração (evaporação dos solos e superfícies de água + transpiração das plantas) e para o aquecimento do ar. Sobre superfícies vegetadas, a maior parte do calor é usada para a evapotranspiração, que resfria a superfície e o restante para aquecer o ar. Com a mudança da cobertura superficial, de campos com vegetação para asfalto e concreto, a evapotranspiração é reduzida e sobra mais calor para aquecer o ar próximo da superfície, aumentando sua temperatura. Esse é o chamado efeito de ilha de calor, que faz as temperaturas do ar serem 3°C a 5°C maior nos grandes centros urbanos quando comparadas às de suas redondezas.

Ontem no Programa Canal Aberto (Band), o professor deu uma explicação e afirmou que o gás Co2 é o gás da vida e não é o vilão como todos dizem. Além disso, afirmou que o mundo está se aproximando de uma nova era glacial por questões naturais unicamente. Sobre o tema do aquecimento global citou a suposta manipulação de temperaturas e que os estudos científicos que afirmam sobre o suposto aquecimento global inexistem ou não são disponibilizados pelos que participam da pesquisa.

Bom, a pergunta é através desses dados e sobre a acusação do professor Luiz Carlos Molion, todo esse alvoroço em relação ao aquecimento global e a insistência das grandes potencias em obrigar aos países em desenvolvimento a diminuírem drasticamente suas emissões de gases, o que naturalmente causará uma redução no crescimento econômico do mesmo, pode ser uma arma que os países desenvolvidos estejam querendo utilizar para freiar esse crescimento das nações em desenvolvimento, em especial a China, e nisso pode-se incluir o Brasil, países com mais de 1000 anos de hegemonia, como a Inglaterra estão sem recursos naturais e o Japão com sua pequena extensão territorial passa pelos mesmos problemas, no ritmo de crescimento da china que é de quase 10% e do Brasil, em breve essas nações estarão sendo ultrapassadas, como já acontece com a Itália, então todo cuidado é pouco sobre uma discussão que envolve economia e crescimento econômico, muitos interesses estão envolvidos.

Por fim aos mais exaltados que por aqui podem aparecer, não estou defendendo uma destruição do planeta e afirmo que o professor também não, muito pelo contrário, defendo sim a proteção do meio ambiente, mas se vamos defender que defendemos com a verdade e não com histórias , já não basta as histórias que ouvimos por aqui? Então não somos obrigados a ouvir história que vem de fora. A maior vantagem do ser humano é poder questionar, então que não sejamos cordeirinhos em relação a isso como nós somos cordeirinhos em relação a nossa política nacional.

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Prestações De Contas

January 4th, 2010 Rodrigo Fernandes 7 comments

Mais uma vez o Brasil baterá o recorde de arrecadação tributária em um ano, segundo a coluna dinheiro da folha on line a arrecadação chegará a incríveis R$ 1,09 Tri, um aumento de 3% em relação ao ano de 2008, se pensarmos em termos de consumo é de se entender uma arrecadação maior, porém um ano de incentivo fiscal termos uma arrecadação tributária desse tamanho é de se espantar, o que esperar da arrecadação de 2010, cujos incentivos da linha branca de eletrodomésticos e dos automóveis já não existem.

Uma arrecadação desse tamanho sempre levanta a velha discussão, tanto dinheiro arrecadado é de se esperar melhorias para o bem estar da sociedade (ao menos os impostos deveriam ser revertidos para isso), porém não é isso que acontece e infelizmente é uma tradição do nosso país, independentemente do governo que La esteja, seja o PT, PSDB enfim toda essa corja que assombra a nossa política.

Eu fico completamente furioso quando leio notícias como essas e na próxima página do jornal você se depara com pessoas morrendo a cada minuto em hospitais públicos graças às excelentes condições que todos eles se encontram, fico extremamente indignado quando carro, ônibus, ou seja, o transporte terrestre que for passa em uma imensa cratera na estrada, cujo poder publico La não esteve presente para tampar e o pior são feitas privatizações em estradas para que a mesma seja mantida em boas condições (são mantidas sim), mas, será que com 1 tri o governo não seria capaz de cuidar de pelo menos da metade dessas estradas? Essa semana mais um aumento do pedágio, por exemplo, na linha amarela já entrará em vigor, agora qual o motivo para o aumento? Estamos reféns de empresários que pensam unicamente no seu bolso enquanto o povo sofre com aumentos de tarifas nos pedágios, tarifas no transporte público sem ao menos ter um aumento considerável do combustível, sem ao menos ser considerado a inflação do ano vigente, e ainda somos obrigado a ver o muito inteligente prefeito da cidade Eduardo Paes querer nos enfiar goela abaixo uma taxa de iluminação pública, como se não bastasse o que já não é arrecadado de nossos bolsos.

Ano de 2010 copa do mundo o povo feliz, mas muitos se esquecem ou ignoram que em ano de copa devemos ser patriotas não somente em jogos da nossa seleção, mas, devemos ser patriotas também nas urnas as eleições chegam e todo aquele suposto patriotismo adquirido durante a copa do mundo some junto com as atividades da seleção, se desejamos ser uma nação mais justa, onde todos tenham direito a saúde, educação, energia elétrica enfim todas as condições naturais de vida o momento para se ter isso, ou pelo menos sonhar em um dia ter, começa pelo seu voto, somente com ele e através de cobranças vinda do povo e da imprensa é que um dia poderemos chegar perto de uma verdadeira sociedade, porque essa que nós vivemos hoje não existe.

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Eleições 2010

October 26th, 2009 Rodrigo Fernandes 2 comments

Aos poucos vamos nos aproximando das eleições de 2010, porém a disputa já começa e o primeiro a sentir os efeitos que a aproximação da eleição causa foi o Banco Central, recentemente ao prever um risco inflacionário aos gastos excessivos no Brasil,foi duramente criticado pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que fez duras críticas ao que chamou de “tentativa de terrorismo fiscal” por parte de setores da oposição e do mercado alimentados pelo relatório de inflação do Banco Central (BC). Segundo o secretário, o governo irá cumprir com a meta do superávit primário 2,5% (2009) e 3,3% (2010) do Produto Interno Bruto (PIB) e que a política fiscal é “perfeitamente consistente” com a meta de inflação, com o equilíbrio da dívida e a previsão de crescimento.

Ao relacionar a oposição, o secretário referia-se aos analistas que estão prevendo um aumento da inflação em 4,4% no ano de 2010 (ainda na meta do Banco Central para o mesmo ano) e anunciar uma inflação de até 4,6% no ano de 2011 e devido a essas previsões o BC já estima um aumento da Selic, previsto para chegar a 10,25% no final de 2010, ou seja, um aumento em 1,5 pontos percentuais para o próximo ano.

Novamente alguém que represente o governo age de forma rigorosa e um tanto arrogante contra comentários contrários ao governo atual. Sinceramente é um ato muito medíocre por parte deles, criticas que em certo ponto devem ser analisadas, pois podem ter algum fundamento. Em relação ao alerta do BC, eu acho totalmente coerente e, além disso, a instituição está fazendo o trabalho do próprio Ministério da Fazenda. O dever deles é controlar os gastos e não gastar sem responsabilidade. Pode ver claramente um problema com as contas do governo, um pouco devido ao incentivo fiscal (muito necessário no momento e feito de forma correta) e em minha opinião, o grande vilão disso tudo foi o aumento do funcionalismo público e aumento de seus salários respectivamente. O BC tem razão em se preocupar com a inflação, além do mais, o gasto do governo é determinante, para quem não sabe ele foi uns dos grandes vilões da hiper inflação que assombrou o Brasil durante a década de 80. Portanto, todo cuidado é pouco e esperamos que as palavras do Sr Secretário, Nelson Barbosa, sejam verdadeiras e que o governo cumpra suas metas do superávit primário.

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A Euforia Irresponsável

October 11th, 2009 Rodrigo Fernandes 4 comments

O mundo vive um momento um tanto curioso, como foi dito no meu último post, a economia mundial e brasileira vem se recuperando após o baque da crise econômica, uma coisa totalmente natural na economia, mas o que vem me chamando muita atenção é a grande euforia que tomou conta nas bolsas mundo a fora. Uma euforia pela qual eu não consigo entender, muitos inclusive parte da imprensa acreditam que a crise econômica é coisa do passado e não temos mais com o que nos preocupar, mas particularmente não tenho todo esse otimismo.

Durante a crise mundial a economia americana teve uma redução gigantesca no nível de empregos e conseqüentemente no nível de produto. Foram identificadas também reduções no consumo e um entrave no crédito, em outras palavras, podemos afirmar que a economia americana parou. Para quem não sabe, o consumo é o maior componente do PIB americano e com o crédito travado este mesmo que já estava baixo devido à baixa expectativa de consumidores e empresário sofreu um impacto muito forte e ainda não se recuperou.

Analisando dados da economia americana, hoje me deparo com a seguinte situação; no dia 2 de outubro foram divulgados os números do emprego nos EUA e a situação não é nada agradável, o índice de desemprego no país em setembro alcançou incríveis 9,8% o que superou e muito a expectativa dos analistas (263 mil postos foram perdidos, a expectativa era de 140 mil) o que me chamou muita atenção foram os setores que mais sofreram perdas (as maiores perdas de vagas ocorreram nos setores de construção, manufatura, comércio varejista e no setor público).

Com esse desemprego em baixa a tendência é que o nível de salários baixe e aliado a isso o nível de preços também terá uma tendência de queda, o que pode levar a uma produção menor por parte das empresas, sendo assim, não irá gerar empregos. A confiança do consumidor americano também caiu em setembro e previsão de recessão anunciado pelo FMI para os EUA também apresentou ligeira piora. Portanto, eu tenho argumentos muito fortes por não entender tamanha euforia, em especial no mercado de ações. Espero que dessa vez o mundo tenha uma responsabilidade maior para não começarmos a plantar hoje uma forte crise amanhã.

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O Brasil pós Crise

September 12th, 2009 Rodrigo Fernandes 2 comments

A crise mundial como pode se notar perdeu força, mas ao contrário que muitos pensam não acabou, mas podemos analisar a economia brasileira após esse turbilhão que assombrou o mundo.

Recentemente foi divulgado o número do emprego no Brasil que foi muito bom, foram criados quase 300 mil novos empregos formais na economia brasileira no primeiro semestre de 2009, mas no mesmo período de 2008 os números são muitos mais frios e cruéis, a redução foi de 78%, número esse que mostra como a crise mundial afetou sim o Brasil e não foi aquela marolinha que o nosso Presidente afirmou que seria.

Bom a imprensa em grande parte anuncia que as indústrias e empresas voltaram a investir nesse 1° semestre de 2009, mas o que podemos dizer é que essa palavra investimento é muito subjetiva, como podemos perceber a economia ainda não está trabalhando com máxima de sua capacidade, indústrias ainda estão realocando suas capacidades ociosas que foram abertas durante a crise, então esse chamado investimento não vem acontecendo, para isso as empresas e indústrias necessitam não estar trabalhando com capacidade ociosa como acontece atualmente.

Hoje foram anunciados os números da economia brasileira no 2° trimestre e foi o melhor possível, fora registrado um aumento de 1,9% no PIB e o Brasil sai assim da recessão técnica (contração da economia por dois trimestres consecutivos.). A expectativa da cúpula econômica brasileira o PIB no ano de 2009 deve crescer em torno de 1%, acredito também nesse número e devido aos estímulos fiscais do governo o consumo deve permanecer em alta e o PIB pode ter um crescimento além do esperado (ficaremos na torcida).

Bom por aqui os números são animadores e sem dúvidas atrairá novos investimentos ao Brasil, agora ainda é perturbador o cenário externo, números do Crédito americanos apresentaram queda, quando se esperava um aumento, o PIB Italiano apresentou uma queda de 0,5% no ultimo trimestre e o problema do consumo nos EUA esta longe de ser resolvido (Fator mais preocupante no meu ponto de vista), enquanto comemoramos aqui nossos bons resultados, ficaremos na torcida por melhores resultados fora em especial nos EUA, caso eles não cheguem poderemos ver novamente um pânico na economia mundial (mas dessa vez com intensidade bem menor). Futuramente comentarei sobre a economia americana e seus impactos na economia brasileira e mundial.

O momento agora é comemorar e trabalhar para que números como esses continuem a rondar as páginas dos principais jornais brasileiros e mundiais.

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