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Archive for the ‘Economia’ Category

Raios-X Das Eleições 2010 – Parte II

March 2nd, 2010 Rodrigo Fernandes 6 comments

Continuando a série especial das eleições, hoje falaremos sobre um gravíssimo problema que vem se arrastando no Brasil a muitos anos governo a governo, cujo os mesmos sempre tentam melhorar a situação com projetos tapa buracos, o problema em questão é a educação no Brasil, e esse grave problema foi tema da revista época na 1° semana de fevereiro em entrevista com Kevin Watkins (pesqueisador da global economic governance, da universidade de Oxford, na Inglaterra, e colunista do jornal the guardian. De 2004 a 2008 foi coordenador do relatório de acompanhamento do IDH da ONU, e coordenou o ultimo relatório de monitoramento global da educação para todos da unesco).

O titulo utilizado pela revista foi “O crescimento pode ser asfixiado” e é exatamente ai o ponto aonde quero chegar, durante anos e anos o tema da educação vem sendo fortemente debatido no Brasil e programas assistencialistas vem surgindo desde o governo FHC e não fora diferente no atual governo Lula, a questão é que esse tipo de política pode ajudar, mas não resolve o problema, falando especificamente do plano do FHC que dava se não me engano 30 reais por cada filho na escola, sim legal o garoto estava na escola, ele poderia estar na rua trabalhando forçado para os pais, a questão que isso aumenta a estatística, porém não resolve nada, coisa aparecida aconteceu no governo Lula, a questão a ser enfrentada não é essa e na entrevista apresentada na revista época reforça bem essa idéia , um ponto que achei interessante da entrevista é a seguinte frase. “Desenvolver Habilidades Estratégicas Para o Mercado é Central. Enquanto Países Do Leste Asiático Vão Muito Bem, O Brasil Fica Para Trás”. Ao dizer essas palavras ele se referia e não somente fazer ações de curto prazo, como é o caso do prouni (excelente programa e indiscutível o seu sucesso), porém só isso não basta, como acontecem com as cotas, muito alunos chegam às universidades com uma base muitas vezes defasada e não agüentam o ritmo, a intensidade das aulas e essa falta de uma boa base na sua formação faz com que esse mesmo se afaste do curso, um problema que segundo watkins não ocorre somente no Brasil, mas de certa forma o Brasil e a Índia estão atrasados em relação a solucionar os problemas.

Em todos os países que vem sofrendo esse problema a educação se não já travou a economia, o mesmo já esta para acontecer muito em breve caso o problema não seja solucionado, Watkins fala especificamente do bric (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, índia, China). E a China destaca-se por ser a pioneira e a única a estar levando o problema a sério e parece ter encontrado o caminho, os chineses que vem tendo um crescimento muito acelerado, conseguiram solucionar esses problemas investindo no ensino de habilidades (como capacidade de solucionar problemas novos e raciocínio lógico). Algumas ações foram inovadoras, envolveram parcerias entre governo, investidores externos e educação privada, movimento parecido que aconteceu na Coreia do Sul.

O exemplo da China mostra que é possível resolver e o Brasil, como qualquer outro país deve se pegar nisso e fazer tudo que tiver ao seu alcance para melhorar a educação de base de seu país, para o bem de sua economia e principalmente para beneficio geral da sociedade,pois a educação e o pilar de tudo.

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Raios-X Das Eleições 2010 – Parte II de Rodrigo Fernandes Da Costa é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 3.0 Brasil.

Novas Cédulas, Mesma Moeda e o Amadurecimento Da Economia Brasileira.

February 10th, 2010 Rodrigo Fernandes 10 comments

O governo lançou nesta quarta-feira dia 03 de fevereiro de 2010, a nova família de cédulas do Real, que até então, a meu ver era um caso que não teria tanta repercussão, justamente por se tratar, de certa forma, uma coisa boa para a economia brasileira em geral, porém lendo em blogs e em espaços reservados a comentários em alguns jornais em todo país percebi que tem muita gente confundindo as coisas e querendo argumentar algo que não tem cabimento algum. Foi quando decidi escrever esse post. Abaixo irei colar alguns comentários que li.

“Mas o problema de troco ainda vai continuar, na ausência da nota de um Real, as moedas de um real hoje viraram moradoras de cofrinhos, tirando de circulação este valor? Coitado dos comerciantes, ainda vão continuar a sofrer com o trocado. Quero ver quem vai guardar nota de um real em cofrinhos.”

“TODA ESTA MUDANÇA TERÁ UM CUSTO E NÃO VAI SER POUCO. AS NOTAS FALSIFICADAS CIRCULARÃO TRANQUILAMENTE, POIS TODOS ESTARÃO PREOCUPADOS COM AS NOVAS. E VIVA A SEGURANÇA, SAÚDE E A EDUCAÇÃO.”

“Cadê a nota de um Real? Vai virar só moeda? Como a gente vai dar o troco? Por que, essa moeda sumiu!”

Entre diversas coisas que li, essas me chamaram mais a atenção. Vamos por pontos; o problema do troco não se passa exatamente pela exclusão da nota de 1 Real, e sim por preços cobrados, por exemplo, agora nos ônibus R$ 2,35 isso sim gera um problema de troco. Sobre o problema das pessoas sumirem com a moeda de 1 Real, o mesmo Banco Central já fez campanhas para que se utilizem as moedas, então isso vai de cada um.

Essa mudança realmente terá um custo, porém o retorno será maior, primeiramente falando sobre a falsificação, o país perde muito com cada nota falsa em circulação, as novas cédulas terão a seu favor a dificuldade na falsificação, segundo com o fortalecimento do Real e da economia brasileira, é de fundamental importância que tenhamos uma moeda que tenha um mínimo de segurança para que possa ser aceita pelo resto mundo, e isso além de facilitar a vida dos deficientes visuais é explicado pelo novo modelo do Real ser muito parecido com o Euro, sobre a educação e a saúde. Ela precisa sim de muitas melhorias, mas isso não é dever do Banco Central.

Sobre as notas de 1 Real novamente falando, a exclusão dela foi estratégica pelo Banco Central. Ela por ser uma nota muito utilizada se deteriorava rapidamente e isso tinha um grande impacto, o custo de renovação era contínuo e alto, portanto era necessário torça-la pela moeda. Muitos argumentam que essas moedas vão parar em cofrinhos, bom eu particularmente utilizo as moedas de 1 Real e bastante, e recebo muito frequentemente as mesmas como troco. Acho exagerado o argumento de que sumiram as moedas e a dificuldade para se ter o troco por função disso.

Finalizando, eu achei essa mudança muito válida, por tudo que já falei acima e, além disso, essa mudança nas cédulas e não na moeda como era comum no passado, é um marco a ser comemorado, representa a solidez da nossa economia, representa a força do plano Real do muito criticado ex presidente Fernando Henrique Cardoso, e por tudo que ela vai representar é mais um acerto a meu ver do Banco Central.

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Prestações De Contas

January 4th, 2010 Rodrigo Fernandes 7 comments

Mais uma vez o Brasil baterá o recorde de arrecadação tributária em um ano, segundo a coluna dinheiro da folha on line a arrecadação chegará a incríveis R$ 1,09 Tri, um aumento de 3% em relação ao ano de 2008, se pensarmos em termos de consumo é de se entender uma arrecadação maior, porém um ano de incentivo fiscal termos uma arrecadação tributária desse tamanho é de se espantar, o que esperar da arrecadação de 2010, cujos incentivos da linha branca de eletrodomésticos e dos automóveis já não existem.

Uma arrecadação desse tamanho sempre levanta a velha discussão, tanto dinheiro arrecadado é de se esperar melhorias para o bem estar da sociedade (ao menos os impostos deveriam ser revertidos para isso), porém não é isso que acontece e infelizmente é uma tradição do nosso país, independentemente do governo que La esteja, seja o PT, PSDB enfim toda essa corja que assombra a nossa política.

Eu fico completamente furioso quando leio notícias como essas e na próxima página do jornal você se depara com pessoas morrendo a cada minuto em hospitais públicos graças às excelentes condições que todos eles se encontram, fico extremamente indignado quando carro, ônibus, ou seja, o transporte terrestre que for passa em uma imensa cratera na estrada, cujo poder publico La não esteve presente para tampar e o pior são feitas privatizações em estradas para que a mesma seja mantida em boas condições (são mantidas sim), mas, será que com 1 tri o governo não seria capaz de cuidar de pelo menos da metade dessas estradas? Essa semana mais um aumento do pedágio, por exemplo, na linha amarela já entrará em vigor, agora qual o motivo para o aumento? Estamos reféns de empresários que pensam unicamente no seu bolso enquanto o povo sofre com aumentos de tarifas nos pedágios, tarifas no transporte público sem ao menos ter um aumento considerável do combustível, sem ao menos ser considerado a inflação do ano vigente, e ainda somos obrigado a ver o muito inteligente prefeito da cidade Eduardo Paes querer nos enfiar goela abaixo uma taxa de iluminação pública, como se não bastasse o que já não é arrecadado de nossos bolsos.

Ano de 2010 copa do mundo o povo feliz, mas muitos se esquecem ou ignoram que em ano de copa devemos ser patriotas não somente em jogos da nossa seleção, mas, devemos ser patriotas também nas urnas as eleições chegam e todo aquele suposto patriotismo adquirido durante a copa do mundo some junto com as atividades da seleção, se desejamos ser uma nação mais justa, onde todos tenham direito a saúde, educação, energia elétrica enfim todas as condições naturais de vida o momento para se ter isso, ou pelo menos sonhar em um dia ter, começa pelo seu voto, somente com ele e através de cobranças vinda do povo e da imprensa é que um dia poderemos chegar perto de uma verdadeira sociedade, porque essa que nós vivemos hoje não existe.

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Eleições 2010

October 26th, 2009 Rodrigo Fernandes 2 comments

Aos poucos vamos nos aproximando das eleições de 2010, porém a disputa já começa e o primeiro a sentir os efeitos que a aproximação da eleição causa foi o Banco Central, recentemente ao prever um risco inflacionário aos gastos excessivos no Brasil,foi duramente criticado pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que fez duras críticas ao que chamou de “tentativa de terrorismo fiscal” por parte de setores da oposição e do mercado alimentados pelo relatório de inflação do Banco Central (BC). Segundo o secretário, o governo irá cumprir com a meta do superávit primário 2,5% (2009) e 3,3% (2010) do Produto Interno Bruto (PIB) e que a política fiscal é “perfeitamente consistente” com a meta de inflação, com o equilíbrio da dívida e a previsão de crescimento.

Ao relacionar a oposição, o secretário referia-se aos analistas que estão prevendo um aumento da inflação em 4,4% no ano de 2010 (ainda na meta do Banco Central para o mesmo ano) e anunciar uma inflação de até 4,6% no ano de 2011 e devido a essas previsões o BC já estima um aumento da Selic, previsto para chegar a 10,25% no final de 2010, ou seja, um aumento em 1,5 pontos percentuais para o próximo ano.

Novamente alguém que represente o governo age de forma rigorosa e um tanto arrogante contra comentários contrários ao governo atual. Sinceramente é um ato muito medíocre por parte deles, criticas que em certo ponto devem ser analisadas, pois podem ter algum fundamento. Em relação ao alerta do BC, eu acho totalmente coerente e, além disso, a instituição está fazendo o trabalho do próprio Ministério da Fazenda. O dever deles é controlar os gastos e não gastar sem responsabilidade. Pode ver claramente um problema com as contas do governo, um pouco devido ao incentivo fiscal (muito necessário no momento e feito de forma correta) e em minha opinião, o grande vilão disso tudo foi o aumento do funcionalismo público e aumento de seus salários respectivamente. O BC tem razão em se preocupar com a inflação, além do mais, o gasto do governo é determinante, para quem não sabe ele foi uns dos grandes vilões da hiper inflação que assombrou o Brasil durante a década de 80. Portanto, todo cuidado é pouco e esperamos que as palavras do Sr Secretário, Nelson Barbosa, sejam verdadeiras e que o governo cumpra suas metas do superávit primário.

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A Euforia Irresponsável

October 11th, 2009 Rodrigo Fernandes 6 comments

O mundo vive um momento um tanto curioso, como foi dito no meu último post, a economia mundial e brasileira vem se recuperando após o baque da crise econômica, uma coisa totalmente natural na economia, mas o que vem me chamando muita atenção é a grande euforia que tomou conta nas bolsas mundo a fora. Uma euforia pela qual eu não consigo entender, muitos inclusive parte da imprensa acreditam que a crise econômica é coisa do passado e não temos mais com o que nos preocupar, mas particularmente não tenho todo esse otimismo.

Durante a crise mundial a economia americana teve uma redução gigantesca no nível de empregos e conseqüentemente no nível de produto. Foram identificadas também reduções no consumo e um entrave no crédito, em outras palavras, podemos afirmar que a economia americana parou. Para quem não sabe, o consumo é o maior componente do PIB americano e com o crédito travado este mesmo que já estava baixo devido à baixa expectativa de consumidores e empresário sofreu um impacto muito forte e ainda não se recuperou.

Analisando dados da economia americana, hoje me deparo com a seguinte situação; no dia 2 de outubro foram divulgados os números do emprego nos EUA e a situação não é nada agradável, o índice de desemprego no país em setembro alcançou incríveis 9,8% o que superou e muito a expectativa dos analistas (263 mil postos foram perdidos, a expectativa era de 140 mil) o que me chamou muita atenção foram os setores que mais sofreram perdas (as maiores perdas de vagas ocorreram nos setores de construção, manufatura, comércio varejista e no setor público).

Com esse desemprego em baixa a tendência é que o nível de salários baixe e aliado a isso o nível de preços também terá uma tendência de queda, o que pode levar a uma produção menor por parte das empresas, sendo assim, não irá gerar empregos. A confiança do consumidor americano também caiu em setembro e previsão de recessão anunciado pelo FMI para os EUA também apresentou ligeira piora. Portanto, eu tenho argumentos muito fortes por não entender tamanha euforia, em especial no mercado de ações. Espero que dessa vez o mundo tenha uma responsabilidade maior para não começarmos a plantar hoje uma forte crise amanhã.

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