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O futuro da mobilidade: Soluções imediatas para combater o aquecimento global

August 9th, 2010 Rodrigo Souza 5 comments

Carro Conceito da BMW

Conforme já foi apresentado neste blog, no texto do Rodrigo Fernandes, ainda há discussões sobre o que é real no aquecimento global. Podemos até, em um exercício de imaginação, dizer que no contexto atual o aquecimento global serve como desculpas dos países desenvolvidos para frear a economia dos países em desenvolvimento, principalmente do grupo conhecido como BRIC, que engloba as principais potências emergentes, sendo elas Brasil, Rússia, Índia e China.

Independente do que há de real nos fatos, existe uma oportunidade única para evolução tecnológica, tendo em vista que os grandes saltos que a humanidade deu, foram dados quando houve alguma adversidade, como por exemplo nas guerras. Hoje você pode viajar em aviões a jato ou comer comida enlatada graças a esse desenvolvimento adverso. Sendo assim, o Carbono é nosso inimigo, e um dos principais vilões dessa história é o carro.

Algumas soluções para o futuro, que estão sendo aprimoradas, já foram apresentadas em posts anteriores, mas se for para esperar essas soluções, talvez seja tarde demais. É necessário algo que possa ser utilizado agora. Políticas públicas para transporte de massa é algo que todo governante deve pensar, mas se eu não quiser abrir mão do meu conforto e privacidade? Se eu quiser continuar a usar meu carro sem achar que estou abusivamente agredindo o meio ambiente? A industria automobilística está se movendo para te atender.

Bem verdade que forçada por leis mais rígidas, os carros que teremos em um futuro bem próximo serão resultado de um trabalho árduo dos departamentos de engenharia, visando o aumento da eficiência energética, reduzindo o consumo de combustível, e consequentemente, reduzindo a emissão de gases estufa na atmosfera. Sendo assim é bem provável que algumas dessas soluções estejam presentes no seu futuro automóvel:

Sistema start/stop:

Já presente em alguns veículos de luxo, é um sistema perfeito para cidades, pois consiste em desligar o motor quando está parado no sinal ou em um anda-e-para característicos dos grandes centros urbanos. Através de sensores localizados nos pedais e no câmbio, quando o motorista toma a ação de arrancar com o veiculo novamente, o sistema religa o motor, evitando consumo de combustível enquanto parado, isso sem precisar de alguma ação a mais do motorista. Você pode simular isso desligando seu carro na ignição, mas com certeza será xingado por algum apressadinho se seu carro não ligar de primeira, coisa que não tem risco de acontecer com esse sistema.
Aliado a um sistema hibrido, com motores elétricos, é uma solução interessante.

Aerodinâmica:

Basta olhar para projetos antigos para perceber que aerodinâmica não era uma preocupação. Estilo como nos carros dos anos 50 ou funcionalidade como na Uno e na Kombi eram os objetivos do departamento de design das empresas. A aerodinâmica só era uma preocupação em carros esportivos e de competição, mas os próximos carros necessitarão de uma total integração do design com a engenharia, para a escolha de um projeto funcional, belo e aerodinâmico. Um carro que corta melhor o ar necessita de menos potência para ser eficiente, com isso, podemos ter motores menores, e por consequência também menor consumo.

Transmissão:

Quem busca algum conforto ao dirigir, provavelmente vai escolher um carro automático para não ficar trocando de marcha o tempo todo, mas quem ler um comparativo entre carros manuais e automáticos verá que o consumo do automático é maior. Isso se deve ao fato de que no modo manual, o motorista tem a liberdade de trocar as marchas de uma forma mais eficiente do que no modo automático, dependendo é claro, da forma de guiar e acelerar. Mas a indústria está desenvolvendo câmbios automatizados que poderão economizar mais e ser mais eficiente do que um câmbio manual. Mas ainda não é realidade em todos os carros. Vale a pena ver o comparativo de consumo antes de comprar seu próximo carro, isso se sua preferência for um carro de baixo consumo sem se importar de qual transmissão escolher.

Downsizing:

Em administração, downsizing significa racionalizar processos, diminuindo a burocracia, tendo uma estrutura enxuta mantendo a eficiência e a eficácia. Terror dos funcionários, pois em sua aplicação são necessárias demissões. No livro “ O princípio Dilbert” de Scott Adams, há um capitulo inteiro de sátiras sobre esta prática que vale a pena conferir.
Mas voltando ao foco, nos carros, esse princípio é aplicado nos motores, reduzindo cilindradas sem perder torque e potência através de estudos do departamento de engenharia. Por exemplo, o motor do Chevrolet Corsa 1.0 em 1998 possuía 60 cv de potência, e hoje um motor 1.0 que ocupa o Chevrolet Classic (que na verdade não passa de um Corsa sedã, com nome e maquiagem) possui 77 cv se usado com gasolina, e ainda é flexível, desenvolvendo 78 cv no Álcool.
Outra técnica utilizada é a introdução do turbo. Os Volkswagen Gol e Parati 1.0 Turbo do começo da década e os motores T-jet da Fiat usam esse recurso para serem um motor de baixa cilindrada que possuem potência semelhante a motores maiores.
Possivelmente teremos um motor mais leve, compacto, econômico, sem perder em potência e desempenho.

Materiais:

Sabemos que quanto mais peso se carrega, mais força é necessária, portanto, para reduzir consumo nos carros, é necessário reduzir o peso estrutural dos mesmos. Plástico, alumínio e outros materiais compósitos poderão ser mais utilizados. Um exemplo disso é que alguns veículos esportivos possuem sua estrutura em alumínio, algumas peças em fibra de carbono, freios com discos de cerâmica e etc. Mas se engana aquele que acha que o aço foi descartado. O aço possui inúmeras vantagens em termos estruturais que alguns desses materiais ainda não possuem ou provavelmente nunca irão possuir, portanto as siderúrgicas estão desenvolvendo os chamados AHSS (sigla em inglês para aço avançado de alta resistência), e com isso uma peça pode ter a mesma resistência usando menos material. Essa redução de peso em relação ao aço usado atualmente pode ser comparada com a redução obtida com a utilização do alumínio mas com a vantagem de ser um aço.

Discutir as diferenças entre matérias foge do escopo desse texto e entraria em um artigo altamente técnico de engenharia de materiais. Em resumo, basta entender que teremos um carro mais leve, mas nem por isso, menos seguro, e seguindo nessa proposta de redução de peso, algumas empresas já estão pesquisando matérias que possam servir como baterias e carroceria visando o carro elétrico. Isso poderia resolver um dos grandes problemas para a utilização desse tipo de motor que é a falta de baterias compactas e eficientes.

Seu próximo carro poderá não ser livre de emissões de carbono, mas com certeza será muito mais econômico, quem sabe até tendo um consumo comparável ao de uma moto, com cerca de 30 km/l no ciclo urbano. Acha isso improvável? É apenas a meta europeia para 2020.

OBS: Na foto, temos o Gina, carro conceito da BMW que ilustra bem a busca por materiais mais leves na fabricação dos automóveis. O Gina possui uma carroceria composta por cabos de alta resistência e fibra de carbono, recobertos por um tecido impermeável e resistente.

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Eleições 2010 – 1° debate (Rede Bandeirantes)

August 7th, 2010 Rodrigo Fernandes 1 comment

No dia 05/08/2010 foi realizado o 1° debate televisionado entre os presidenciáveis, organizado pela Band. O debate contou com as presenças dos principais candidatos a presidência e favoritos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), e dos também candidatos, porém menos badalados, Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda (PSOL).
Como era esperado, o debate ficou polarizado entre os candidatos do PSBD e do PT, José Serra e Dilma Rousseff respectivamente, o candidato Plínio de Arruda do PSOL em diversas vezes argumentou sobre o fato. O mesmo Plínio foi o candidato mais agressivo do debate, atacando de forma direta os candidatos do PSDB e PT, nem se quer Marina Silva do PV escapou de seus ataques. Marina que por sinal não atacou ninguém, mas a meu ver teve uma boa postura durante o debate, sem fugir de perguntas e se focando sempre em seu projeto. Outra coisa interessante tocada pela candidata e apoiada pelo tucano Serra, foi que os partidos devem ser capazes de esquecer as divergências da oposição pela oposição, coisa que também defendo profundamente e achei um ponto interessante tocado por ela.

Dilma Rousseff e José Serra como era de se esperar focaram-se nas campanhas de FHC e de Lula respectivamente, logo no primeiro embate entre os candidatos José Serra fora questionado sobre os 14 milhões de empregos de carteira assinada criados em 7 anos pelo governo Lula em comparação ao de FHC. Serra respondeu categoricamente que não deve ficar olhando pelo retrovisor e criticou a situação de portos, aeroportos e estrada do país. Dilma, claro, não concordou com Serra em relação ao retrovisor. Sobre a frase usada pelo candidato, eu particularmente concordo que a comparação da economia na época do FHC e de Lula são extremamente distintas, um pegou o país totalmente dilacerado com a década perdida dos anos 80 e a hiperinflação no Brasil vivida na mesma época, e o segundo, diga-se o Lula, pegou um país com estruturas macroeconômicas definidas, um país com uma moeda consolidada e principalmente pegou bons ventos da economia mundial, ou seja, são ciclos econômicos diferentes e, portanto a questão da formação de emprego deve ser comemorada sim, mas não comparada com uma gestão de 7 anos atrás e se quisermos ir mais longe e comparar há 16 anos atrás, o mundo mudou e o Brasil mais ainda nesse longo espaço de tempo, e quem tem noções de economia sabe disso. Serra questionou sobre isso com Dilma, justamente por ela ter cursado economia no passado. Além disso, contra a candidata tem o fardo do seu aliado, o ex ministro da fazenda, Antonio Palocci, ter em diversas oportunidades tem elogiado a economia do governo FHC, então convenhamos que esse ponto se for atacado pela candidata será um ponto negativo sempre, em cada debate que a mesma participar.

Em relação à pergunta feita pelo mediador, Ricardo Boechat, os três candidatos mostraram opiniões parecidas. A pergunta feita aos candidatos era em qual setor cada um iria priorizar assim que vencesse as eleições 2010 e os setores foram; a saúde, educação e segurança. Tópicos mais votados no site da Band e todos de forma acertada a meu ver, responderam que não se deve priorizar esses setores por serem críticos e ligados e cada um de sua forma citou suas propostas.

O debate foi se desenrolando de forma dinâmica e de forma respeitosa pelos candidatos. Cada um focando-se mais em propostas ao que a ataques pessoais, o que de fato fez crescer meu interesse, mesmo o radical Plínio de Arruda do PSOL tratou até certo ponto de forma respeitosa os candidatos, apontando falhas nas propostas de cada um e tentando de forma ríspida apresentar a sua que é acabar com a desigualdade no Brasil, talvez o ponto mais caloroso do debate com a participação de Plínio fora a acusação de que a reforma agrária do presidente Lula tenha sido menor do que a do FHC e que isso seria um horror, diga-se de passagem, que o próprio Plínio ainda então filiado ao PT elaborou o projeto e segundo o mesmo, o projeto fora rasgado ao meio, não chegando à metade do que foi proposto inicialmente.

Durante o debate percebi uma Marina contida, porém objetiva, um Serra focado e tentando ser o mais direto possível, uma Dilma inicialmente perdida, atrapalhada pelo nervosismo e afobação, chegou a tremular algumas vezes, mas depois se recuperou. Talvez um momento de dúvida que ela deixou foi sobre a questão das APAES (Associação de pais e amigos dos excepcionais) questionada sobre perseguição por parte do PT pelo candidato José Serra. Ela deixou no ar se as APAES foram ou não prejudicadas pelo governo. Outro ponto em que Dilma levou desvantagem fora a questão da comparação econômica entre o governo FHC e Lula, que já fora comentado aqui, culminaram para que eu chegasse a conclusão que nesse debate ela levou ligeira desvantagem em relação ao tucano. Plínio de Arruda foi ao ataque de tudo e a todos, mas considero sua presença importante para o debate. Primeiro ele deu o ar da graça no debate sempre com comentários que tiravam a gargalhada do público e importante também foi o seu ataque, que serviu para ver como cada candidato trabalharia sobre pressão. Enfim, apesar de discordar com quase tudo com que ele disse, por achá-lo radical demais, eu achei importante sua presença. Algo que me chamou atenção foi a sua proposta da redução da jornada de trabalho, alegando que ela seria benéfica para a contratação de mais trabalhadores, mas o candidato esquece de mencionar que cada trabalhador contratado representa um gasto enorme para qualquer instituição e, portanto essa redução devido a esse gasto excessivo que é contratar um trabalhador não iria alavancar mais contratações e de contra mão iria levar a produção abaixo, prejudicando a todos em um efeito cascata. Plínio esqueceu-se também que ser radical demais, representa fuga de recursos, basta voltar as eleições de 2002 que sobre o efeito de um possível calote que o Brasil poderia fornecer no futuro caso o Lula fosse presidente, levou um colapso em nossa economia quando o dólar chegou a bater R$ 4,00. Enfim, ele falou demais em mudança, mas esqueceu de dizer como. Veremos como será seu desempenho nos próximos debates.

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Freado pelo Investimento

June 6th, 2010 Rodrigo Fernandes 1 comment

Seguindo a linha do último post com o qual relacionava a inexplicável popularidade cada vez mais alta do atual presidente da república, vem mais uma vez à tona a falha de um governo considerado bom ou ótimo por quase 80% do eleitorado brasileiro, e mais uma vez no setor que é considerado o maior feito do governo atual.

Recentemente o Banco Central aumentou a taxa básica de juros (selic) para os atuais 9,5% a.a com o intuito de frear o consumo e encarecer o crédito, o que já causava sérios fenômenos inflacionários em nossa economia. O fruto desse problema inflacionário se passa diretamente pelo baixo investimento feito pelo governo desde 2002 e claro, nos governos passados. Em contra partida o funcionalismo público somente cresceu nesse período e o pior é que estudos mostram que parte das pessoas que hoje se encontram no governo era da base aliada de Lula. Os sindicalistas hoje representam um número grande no governo com cargos de tremenda importância. Essa tamanha vontade de tornar o “Estado forte” por Lula, levou a termos gastos extremamente elevados e que obviamente o governo teria dificuldade de sustentar no longo prazo e esse dia finalmente chegou. Como alertavam os especialistas no passado e foram chamados de burros, ignorantes pelo presidente, sem ter muito que fazer o grandíssimo e inteligente presidente ficou numa via sem saída, com apenas duas possibilidades de ajuste, uma delas seria o aumento dos impostos o que seria ruim para o país que já sofre com a alta carga tributária, seria ruim para sua imagem e o que seria tremendamente ruim para a pré-candidata Dilma Rousseff, a única solução viável para o problema era cortar gastos, a questão era saber onde, e o governo muito inteligente como é (idiotas e burros é quem não segue a sua vontade) resolveu cortar gastos da educação, da saúde e desenvolvimento social, mas veja bem, a educação é o maior exemplo que o país leva ao mundo, temos as melhores escolas e os melhores alunos, hoje a educação de ponta alcança 100% da população onde a grande maioria tem inglês fluente e conseguem fornecer mão de obra de qualidade para o país (para quem defende esse governo a falta de mão de obra qualificada também trava nosso crescimento).

Pois bem, essa volta toda era somente para resumir que o nosso crescimento novamente foi travado por falhas de planejamento econômico de um governo que suga quase a metade de nossa renda com impostos e não utiliza de forma digna. Ninguém aqui é contra impostos, ele é necessário para sustentar o Estado, a questão que esse dinheiro deve ser totalmente revertido para a sociedade e isso nitidamente, não aconteceu no governo Lula. Em 8 anos de governo, essa não é a primeira vez que o Banco Central intervém na economia para conter a inflação, isso poderia pelo menos hoje ser evitado caso tivéssemos feitos os investimentos necessários no passado, principalmente na infra-estrutura do país. Hoje passamos problemas muito sérios na área de transporte, nossos aeroportos são precários, nossas estradas problema pertinente em nosso país, nossos portos já começam a trabalhar novamente quase a 100% de sua capacidade, e o governo nesse meio tempo se preocupou somente em aumentar seu gasto com funcionalismo público, aumentando mais e mais a máquina pública cara e ineficiente. A educação, outro problema crônico, fora deixado para trás todo esse tempo, foram criados programas para tapar buracos enganar a população, mas o papel principal do Estado de encarar o problema de frente e acabar de vez com esse incrível déficit que existe na educação de base não foi feito. São diversos tópicos a serem discutidos aqui que me levam a crer que o nosso atual presidente não passa de um “mero mortal” como os demais que por aqui passaram e não um “Deus todo poderoso” como ele é considerado por parte da imprensa e seus inúmeros seguidores. Vamos acordar! Ainda temos tempo de tornar esse país medíocre e um país rico e justo.

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Os 76% Populistas.

Na última semana a data folha divulgou a pesquisa feita entre os dias 25 e 26 de Março e o resultado foi a popularidade histórica do Presidente Lula. A pesquisa mostra um índice de aprovação do governo Lula de 76%, número que cresce a cada pesquisa. Mas os motivos para isso não são tão claros.

O presidente é sim muito popular. Mas algumas medidas dadas com populistas contribuem para aumentar esse índice, sem contar programas como o PAC (assim como tivemos no passado o Acelera Brasil) utilizados em massa pelo presidente para promover algo que sinceramente não vejo. O PAC que será o pilar de campanha da ex-ministra chefe da casa civil Dilma Rousseff, não conseguiu se quer concluir 50% de suas obras planejadas, e o pior já foi lançado o PAC 2 nitidamente como base de campanha da ex-ministra, obras essas que por muita burocracia e falta de transparência do governo acabam atrasando e como sempre aumentando o custo de cada obra onde o governo está metido. Pior, não se vê um esforço necessário do governo em incluir a iniciativa privada em obras estruturais para o país. Utiliza-se demasiado dinheiro público, o mesmo que já vem sendo cruelmente sugado pelo funcionalismo público. Tenho pena do próximo presidente do Brasil, este sim terá sérios problemas para manter o superávit primário. Esse problema se agrava se levarmos em consideração a problemática Bolsa Família, onde diversas famílias recebem de forma irregular o auxílio, contribuindo sim com o aumento da renda e do consumo, mas no outro lado contribuindo com as dívidas do governo que é muito perigoso, a bolsa família nesse aspecto “corrupção” teve o mesmo fracasso do extinto fome zero, se ganha de um lado e perde-se muito de outro, parece que o Estado ainda não aprendeu a fiscalizar, ou melhor, não o faz porque não quer, piorando ainda mais esse quadro, os indícios de que a copa do mundo será custeada em grande parte pelo Estado (como aconteceu nos jogos Pan-Americanos), pode piorar ainda mais essa conta e comprovar mais uma vez a incapacidade do Estado de se encontrar parceiros privados para investimentos fundamentais, primeiro para sociedade e conseqüentemente para copa do mundo, para que a mesma seja realizada de forma digna.

Vamos aos dados: o governo que vem agradando 76% da população é o mesmo que teve um aumento de 51% de arrecadação que inclui impostos, contribuições e royalties em 5 anos e que o retorno à população não é de mesma magnitude. Para dar mais ênfase, falaremos de números concretos, no primeiro trimestre de 2010 tivemos uma arrecadação recorde, somamos R$187,2 Bilhões. O que equivale a um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2009, sendo descontada a inflação do período. Sim! O consumo das famílias muito elevado devido às reduções tributárias de estimulo ao consumo em combate a crise econômica ajudam a engordar essa diferença, porém a pergunta feita é a seguinte: Para aonde vai todo esse dinheiro?

Os gastos do governo nos últimos 5 anos subiram 63%, o que poderíamos dizer que o governo atrelado ao aumento da arrecadação, aumenta o investimento no país, o que seria ótimo, porém não é bem assim. Esses 63% são fortemente puxados pelo inchaço da máquina pública, a quem defenda o serviço público do país, porém quem defende se esquece que por uma legislação falha, o funcionalismo público acaba se tornando ineficiente, um maior rigor por parte do Estado em vigiar e punir seus empregados seria fundamental para que as produtividades de alguns setores públicos fossem satisfatórias, ai nos damos com um sério problema, um país com uma arrecadação enorme, com uma carga tributária dolorosa ao contribuinte, consegue gerar em investimentos míseros 0,6% do PIB, me desculpe quem defende isso, mas são números ridículos que não representam a grandeza do nosso país. Se quisermos ser vistos como gigantes, temos que agir como um qual. Um investimento desse tamanho é digno de países miseráveis, como a maioria dos nossos vizinhos da América do Sul, retirando dessa lista o Chile que é o único que escapa por pouco dessa mediocridade.

Esse inchaço causará problemas no futuro. Essa arrecadação recorde é temporária. Como todo mundo tem visto os bons ventos na economia mundial ainda não voltaram. Grécia, Espanha e Portugal passam por sérias crises econômicas, crise essa provocada pelo enorme endividamento da economia local. Lembrando que o Brasil já está chegando a quase 70% da dívida pública em relação ao PIB (o recomendado pelo FMI era de não passar de 60%), ou seja, estamos tomando o mesmo caminho. Torcemos que nosso consumo continue elevado por muito e muito tempo, pois ele consegue sustentar um gasto fixo (funcionalismo) alto, caso contrário seremos a Grécia do Mercosul, tudo devido a políticas como inchaço da máquina pública, PAC (com suas obras inacabadas e algumas suspeitas de corrupção no licenciamentos de obras) e do eterno problema com a previdência social. Preparem seus guarda-chuvas! Pois a nuvem escurece mais e mais e uma hora ela irá estourar.

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Raios-X Das Eleições 2010 – Parte II

March 2nd, 2010 Rodrigo Fernandes 6 comments

Continuando a série especial das eleições, hoje falaremos sobre um gravíssimo problema que vem se arrastando no Brasil a muitos anos governo a governo, cujo os mesmos sempre tentam melhorar a situação com projetos tapa buracos, o problema em questão é a educação no Brasil, e esse grave problema foi tema da revista época na 1° semana de fevereiro em entrevista com Kevin Watkins (pesqueisador da global economic governance, da universidade de Oxford, na Inglaterra, e colunista do jornal the guardian. De 2004 a 2008 foi coordenador do relatório de acompanhamento do IDH da ONU, e coordenou o ultimo relatório de monitoramento global da educação para todos da unesco).

O titulo utilizado pela revista foi “O crescimento pode ser asfixiado” e é exatamente ai o ponto aonde quero chegar, durante anos e anos o tema da educação vem sendo fortemente debatido no Brasil e programas assistencialistas vem surgindo desde o governo FHC e não fora diferente no atual governo Lula, a questão é que esse tipo de política pode ajudar, mas não resolve o problema, falando especificamente do plano do FHC que dava se não me engano 30 reais por cada filho na escola, sim legal o garoto estava na escola, ele poderia estar na rua trabalhando forçado para os pais, a questão que isso aumenta a estatística, porém não resolve nada, coisa aparecida aconteceu no governo Lula, a questão a ser enfrentada não é essa e na entrevista apresentada na revista época reforça bem essa idéia , um ponto que achei interessante da entrevista é a seguinte frase. “Desenvolver Habilidades Estratégicas Para o Mercado é Central. Enquanto Países Do Leste Asiático Vão Muito Bem, O Brasil Fica Para Trás”. Ao dizer essas palavras ele se referia e não somente fazer ações de curto prazo, como é o caso do prouni (excelente programa e indiscutível o seu sucesso), porém só isso não basta, como acontecem com as cotas, muito alunos chegam às universidades com uma base muitas vezes defasada e não agüentam o ritmo, a intensidade das aulas e essa falta de uma boa base na sua formação faz com que esse mesmo se afaste do curso, um problema que segundo watkins não ocorre somente no Brasil, mas de certa forma o Brasil e a Índia estão atrasados em relação a solucionar os problemas.

Em todos os países que vem sofrendo esse problema a educação se não já travou a economia, o mesmo já esta para acontecer muito em breve caso o problema não seja solucionado, Watkins fala especificamente do bric (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, índia, China). E a China destaca-se por ser a pioneira e a única a estar levando o problema a sério e parece ter encontrado o caminho, os chineses que vem tendo um crescimento muito acelerado, conseguiram solucionar esses problemas investindo no ensino de habilidades (como capacidade de solucionar problemas novos e raciocínio lógico). Algumas ações foram inovadoras, envolveram parcerias entre governo, investidores externos e educação privada, movimento parecido que aconteceu na Coreia do Sul.

O exemplo da China mostra que é possível resolver e o Brasil, como qualquer outro país deve se pegar nisso e fazer tudo que tiver ao seu alcance para melhorar a educação de base de seu país, para o bem de sua economia e principalmente para beneficio geral da sociedade,pois a educação e o pilar de tudo.

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