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O futuro da mobilidade: Soluções imediatas para combater o aquecimento global

August 9th, 2010 Rodrigo Souza 5 comments

Carro Conceito da BMW

Conforme já foi apresentado neste blog, no texto do Rodrigo Fernandes, ainda há discussões sobre o que é real no aquecimento global. Podemos até, em um exercício de imaginação, dizer que no contexto atual o aquecimento global serve como desculpas dos países desenvolvidos para frear a economia dos países em desenvolvimento, principalmente do grupo conhecido como BRIC, que engloba as principais potências emergentes, sendo elas Brasil, Rússia, Índia e China.

Independente do que há de real nos fatos, existe uma oportunidade única para evolução tecnológica, tendo em vista que os grandes saltos que a humanidade deu, foram dados quando houve alguma adversidade, como por exemplo nas guerras. Hoje você pode viajar em aviões a jato ou comer comida enlatada graças a esse desenvolvimento adverso. Sendo assim, o Carbono é nosso inimigo, e um dos principais vilões dessa história é o carro.

Algumas soluções para o futuro, que estão sendo aprimoradas, já foram apresentadas em posts anteriores, mas se for para esperar essas soluções, talvez seja tarde demais. É necessário algo que possa ser utilizado agora. Políticas públicas para transporte de massa é algo que todo governante deve pensar, mas se eu não quiser abrir mão do meu conforto e privacidade? Se eu quiser continuar a usar meu carro sem achar que estou abusivamente agredindo o meio ambiente? A industria automobilística está se movendo para te atender.

Bem verdade que forçada por leis mais rígidas, os carros que teremos em um futuro bem próximo serão resultado de um trabalho árduo dos departamentos de engenharia, visando o aumento da eficiência energética, reduzindo o consumo de combustível, e consequentemente, reduzindo a emissão de gases estufa na atmosfera. Sendo assim é bem provável que algumas dessas soluções estejam presentes no seu futuro automóvel:

Sistema start/stop:

Já presente em alguns veículos de luxo, é um sistema perfeito para cidades, pois consiste em desligar o motor quando está parado no sinal ou em um anda-e-para característicos dos grandes centros urbanos. Através de sensores localizados nos pedais e no câmbio, quando o motorista toma a ação de arrancar com o veiculo novamente, o sistema religa o motor, evitando consumo de combustível enquanto parado, isso sem precisar de alguma ação a mais do motorista. Você pode simular isso desligando seu carro na ignição, mas com certeza será xingado por algum apressadinho se seu carro não ligar de primeira, coisa que não tem risco de acontecer com esse sistema.
Aliado a um sistema hibrido, com motores elétricos, é uma solução interessante.

Aerodinâmica:

Basta olhar para projetos antigos para perceber que aerodinâmica não era uma preocupação. Estilo como nos carros dos anos 50 ou funcionalidade como na Uno e na Kombi eram os objetivos do departamento de design das empresas. A aerodinâmica só era uma preocupação em carros esportivos e de competição, mas os próximos carros necessitarão de uma total integração do design com a engenharia, para a escolha de um projeto funcional, belo e aerodinâmico. Um carro que corta melhor o ar necessita de menos potência para ser eficiente, com isso, podemos ter motores menores, e por consequência também menor consumo.

Transmissão:

Quem busca algum conforto ao dirigir, provavelmente vai escolher um carro automático para não ficar trocando de marcha o tempo todo, mas quem ler um comparativo entre carros manuais e automáticos verá que o consumo do automático é maior. Isso se deve ao fato de que no modo manual, o motorista tem a liberdade de trocar as marchas de uma forma mais eficiente do que no modo automático, dependendo é claro, da forma de guiar e acelerar. Mas a indústria está desenvolvendo câmbios automatizados que poderão economizar mais e ser mais eficiente do que um câmbio manual. Mas ainda não é realidade em todos os carros. Vale a pena ver o comparativo de consumo antes de comprar seu próximo carro, isso se sua preferência for um carro de baixo consumo sem se importar de qual transmissão escolher.

Downsizing:

Em administração, downsizing significa racionalizar processos, diminuindo a burocracia, tendo uma estrutura enxuta mantendo a eficiência e a eficácia. Terror dos funcionários, pois em sua aplicação são necessárias demissões. No livro “ O princípio Dilbert” de Scott Adams, há um capitulo inteiro de sátiras sobre esta prática que vale a pena conferir.
Mas voltando ao foco, nos carros, esse princípio é aplicado nos motores, reduzindo cilindradas sem perder torque e potência através de estudos do departamento de engenharia. Por exemplo, o motor do Chevrolet Corsa 1.0 em 1998 possuía 60 cv de potência, e hoje um motor 1.0 que ocupa o Chevrolet Classic (que na verdade não passa de um Corsa sedã, com nome e maquiagem) possui 77 cv se usado com gasolina, e ainda é flexível, desenvolvendo 78 cv no Álcool.
Outra técnica utilizada é a introdução do turbo. Os Volkswagen Gol e Parati 1.0 Turbo do começo da década e os motores T-jet da Fiat usam esse recurso para serem um motor de baixa cilindrada que possuem potência semelhante a motores maiores.
Possivelmente teremos um motor mais leve, compacto, econômico, sem perder em potência e desempenho.

Materiais:

Sabemos que quanto mais peso se carrega, mais força é necessária, portanto, para reduzir consumo nos carros, é necessário reduzir o peso estrutural dos mesmos. Plástico, alumínio e outros materiais compósitos poderão ser mais utilizados. Um exemplo disso é que alguns veículos esportivos possuem sua estrutura em alumínio, algumas peças em fibra de carbono, freios com discos de cerâmica e etc. Mas se engana aquele que acha que o aço foi descartado. O aço possui inúmeras vantagens em termos estruturais que alguns desses materiais ainda não possuem ou provavelmente nunca irão possuir, portanto as siderúrgicas estão desenvolvendo os chamados AHSS (sigla em inglês para aço avançado de alta resistência), e com isso uma peça pode ter a mesma resistência usando menos material. Essa redução de peso em relação ao aço usado atualmente pode ser comparada com a redução obtida com a utilização do alumínio mas com a vantagem de ser um aço.

Discutir as diferenças entre matérias foge do escopo desse texto e entraria em um artigo altamente técnico de engenharia de materiais. Em resumo, basta entender que teremos um carro mais leve, mas nem por isso, menos seguro, e seguindo nessa proposta de redução de peso, algumas empresas já estão pesquisando matérias que possam servir como baterias e carroceria visando o carro elétrico. Isso poderia resolver um dos grandes problemas para a utilização desse tipo de motor que é a falta de baterias compactas e eficientes.

Seu próximo carro poderá não ser livre de emissões de carbono, mas com certeza será muito mais econômico, quem sabe até tendo um consumo comparável ao de uma moto, com cerca de 30 km/l no ciclo urbano. Acha isso improvável? É apenas a meta europeia para 2020.

OBS: Na foto, temos o Gina, carro conceito da BMW que ilustra bem a busca por materiais mais leves na fabricação dos automóveis. O Gina possui uma carroceria composta por cabos de alta resistência e fibra de carbono, recobertos por um tecido impermeável e resistente.

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Manual prático da boa convivência social

February 4th, 2010 Rodrigo Souza 9 comments

Refletindo sobre alguns assuntos tratados nesse blog, principalmente os comentários do segundo texto da Lei Seca e também sobre o que eu ando vendo nas ruas do Rio de Janeiro, como o excesso de lixo nas praias, já comentado por aqui, resolvi preparar esse manual prático mostrando situações que me incomodam e acredito que a outras pessoas também. Situações que poderiam ser evitadas sendo um pouco mais educado e tendo consciência dos atos praticados.

Lembrando que estamos nos preparando para sediar dois mega eventos mundiais. Não basta dizer que o povo brasileiro é hospitaleiro, temos que saber viver em sociedade, o que atualmente parece ser improvável. Não há muito respeito ao próximo, há um pensamento individualista, onde o “eu” importa mais do que o “nós”.

Capítulo 1: No trânsito.

-         Segundo o código nacional de trânsito, os veículos DEVEM trafegar na pista da direita, deixando a da esquerda livre para ultrapassagens. Portanto, se você é um roda presa, por favor, obedeça a lei! Isso também vale para caminhões e ônibus que andam muito abaixo da velocidade permitida na pista da esquerda, forçando uma condução insegura, também conhecida como ultrapassagem pela direita.

-         Sinal amarelo quer dizer ATENÇÃO! O SINAL VAI FECHAR! Então, se você estiver um pouco longe, NÃO ACELERE! Só recomendo acelerar se estiver muito próximo do sinal quando ele virar amarelo, algo próximo de um pouco mais que meio carro de distância no máximo, pois frear nessas condições pode causar acidentes ou fazer com que pare após o sinal, atrapalhando a boa fluidez do trânsito.

-         NÃO ULTRAPASSE O SINAL VERMELHO! Além de ser inseguro, você põe em risco a sua vida, a de outros passageiros em outros veículos e principalmente a vida de pedestres. Mas nessa regra cabem exceções, e somente para a madrugada, mesmo assim com cautela. Locais de grande movimento, nem de madrugada, por favor, exceto se sua segurança estiver em risco.

-         USEM AS SETAS!!! Se vai entrar em alguma rua ou mudar de pista, não importa! Usar a seta é a melhor forma de indicar para onde você vai, e assim o motorista que vem atrás pode tomar a melhor atitude sem sustos.

-         Se alguém  der seta na sua frente, seja educado e dê a passagem! Não seja um corno que acelera somente para evitar ter um carro na sua frente! É uma competitividade que não dá em nada e que se ambos forem competitivos, causa acidentes.

-         Não Jogue lixo pela janela. Dependendo da velocidade em que estiver, seu lixo pode se tornar um projétil e ferir alguém, além de poder assustar quem vem atrás, provocando uma manobra desnecessária. Ande sempre com uma lixeirinha dentro do carro e esvazie quando chegar em casa.

-         Não estacione em local proibido ou em fila dupla. É fato que existem poucas vagas na cidade, mas também num mata ninguém andar um pouquinho mais, se você parar numa rua secundária ou um pouco mais longe de onde você quer ir. Nesse tópico, vale um adendo. Se for buscar seu filho na escola, estacione o carro e vá a pé para frente da escola, não faça fila dupla, tripla. O trânsito agradece.

-         Se estiver engarrafado, não ande pelo acostamento, se houver. Em engarrafamentos sempre há um carro velho que enguiça, e que é empurrado pro acostamento. Se o acostamento virar via expressa, certamente haverá algum atropelado.

-         SE BEBER, NÃO DIRIJA! Temos uma lei rigorosa, portanto, respeite-a. Vá de táxi, de ônibus, de trem, de metrô, de bicicleta. Se o transporte público não te atende, combine com amigos, encha um carro, escolha um para não beber. Se for você, garanto que a noite ainda vai ser divertida, vendo seus amigos bêbados falando besteira. Se não for, volte tranqüilo sabendo que há alguém sóbrio te levando para casa. E se beber, ou estiver de carona com alguém que bebeu, dê graças por não estar no Japão. Lá o motorista bêbado se for pego, leva 5 anos de prisão, e quem estiver de carona leva 3.

-         Está com sono, evite dirigir, se for inevitável, leve alguém com você. Dessa forma há alguém para te alertar caso algo saia do controle. Uma conversa moderada, sem tirar atenção do motorista pode ajudar.

-         Está estressado, irritado com alguma coisa? Não desconte nos outros. Eles não são culpados pelos seus problemas. Não é motivo para sair dirigindo feito um maluco, costurando o trânsito.

Capítulo 2: Andando a pé.

-         Em ruas de grande movimento, evite atravessar fora da faixa ou com o sinal verde para os carros. É mais seguro para todos.

-         Pegou algum flyer, cartãozinho ou propaganda, leu e não se interessou? Guarde até achar alguma lixeira. O mesmo vale pros santinhos de políticos ( que não são nada santos). Estamos em ano eleitoral e em breve os garis terão um trabalho extra.

-         Para complementar o item anterior, se comprou algo pra comer ou beber, não jogue a embalagem no chão. Existem lixeiras espalhadas por ai.

-         Ande sempre pelo canto direito, como se fosse um carro. É como intuitivamente estamos acostumados a andar, mas sempre tem alguém que contraria. Dessa forma evitamos esbarrões ou situações que duas pessoas param de frente e ameaçam ir para o mesmo lado. Escolha sempre ir pra direita, não tem erro.

Capitulo 3: Em shoppings e supermercados.

-         No estacionamento, valem também as regras de trânsito! Usem as setas, parem nos locais demarcados. Se o estacionamento está cheio, paciência! Volte outro dia ou espere. Se já passou o tempo de tolerância, vai ter que pagar mesmo.

-         Dentro do shopping, há pessoas que andam vendo a vitrine, se esse for seu caso, ande próximo a ela. Há também as pessoas com pressa de chegar a alguma loja, restaurante ou cinema. Vale aqui a mesma regra já dita. Deixem passar pelo seu lado esquerdo, em regra irá funcionar, porém pode haver exceções, pois o corredor de shopping há gente indo e vindo em todas as direções. Se estiver com a vitrine do seu lado esquerdo e a pessoa  que está vindo não está interessada, deixe passar pelo seu lado direito, se estiver interessada, provavelmente você que irá desviar e ai o provável é que a pessoa irá passar pelo lado esquerdo.

-         Vai pegar algum produto na gôndola do supermercado? Encoste seu carrinho, deixe a passagem livre. Existem áreas do mercado que é melhor deixar o carrinho encostado e ir pegar o que deseja.

-         No cinema, chegue cedo. Uma fila não mata ninguém. Compre tudo antes do filme começar. Ninguém merece pessoas andando pela sala durante o filme. Se não gostar do filme, não saia. Aproveite o escuro para tirar um cochilo. Apenas respeite quem está interessado. Se for realmente necessário sair, vá pelas escadas do canto se possível. Atrapalhe o mínimo.

Capítulo 4: Na praia ou em parques.

-         Conforme mencionado no texto “vamos a praia”, evite lixo na areia. Consumiu, jogue no lixo. Muitas praias estão com areia imprópria por conta desse lixo que é deixado e atrai animais como pombos e ratos que podem causar doenças.  A secretária municipal de meio ambiente passou a monitorar a qualidade da areia, portanto, vamos ajudar a manter índices aceitáveis. Nos parques o procedimento é o mesmo.

-         Evite levar animais domésticos. É uma gracinha até ele resolver fazer suas necessidades. Passeie com seu animal nas ruas. Saiu com o cachorrinho, leve sempre a pá e o saquinho, afinal, ninguém quer pisar num “prêmio” desses.

-         Ao andar entre os banhistas, evite jogar areia ou água em cima deles. Caminhe com cuidado.

-         Preserve a vegetação local. Não marque os troncos das arvores, não quebre galhos sem necessidade.

Esse manual não para por aqui. Não fui capaz de lembrar de todas as situações e gostaria de ver esse manual constantemente atualizado, quase um wiki. Estão todos livres para comentar e apontar situações, ou até mesmo complementar algo que foi escrito.

Em breve o volume II

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http://www.caelis.blog.br/2010/02/04/manual-pratico-da-boa-convivencia-social/ by Rodrigo Rezende da Silva e Souza is licensed under a Creative Commons Atribuição-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.

Vamos à praia?

January 18th, 2010 Rodrigo Souza 7 comments

desenhado por Rodrigo

Janeiro, auge do verão! A estação mais adorada pelos cariocas (salvo exceções). Época de calor, praias lotadas, água de coco a beira mar… Eu, como bom carioca, gosto de praia, mas fico revoltado em ver toda vez que vou e vejo muita sujeira na areia.
Quem freqüenta a praia, sabe onde ficam os famosos farofeiros, os fanfarrões, que levam a casa para praia. São os locais mais cheios, onde existem pontos de ônibus que chegam do subúrbio, ou que passam pelas favelas ao redor. Pode parecer preconceito, mas são essas mesmas localidades da praia que ficam absurdamente sujas, mesmo tendo uma lata de lixo enorme e laranja da comlurb a cada cinqüenta metros. Parecem que as mesmas pessoas que moram perto de rios e lá jogam todo resíduo que produzem, deixam tudo na praia, Eles reclamam com o governo que estão sem casa para morar, que a enchente levou tudo e também acham que é obrigação do gari remover o lixo delas. Excluindo-se os lugares com rios de planície, onde de fato não deveria haver moradores, as maiorias das enchentes são causadas por falta de consciência dos moradores da localidade, a mesma falta de consciência que promove esse tipo de atitude nas areias cariocas.

Não estou dizendo que somente pessoas das classes mais baixas que são as “porcas” da praia. Semana passada, passando pela área da reserva, entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, área aonde a maioria dos freqüentadores chegam de carro, (portanto, maior poder aquisitivo) a situação parecia pior, a sujeira era maior ainda.
Como agravante, basta lembrar que a reserva tem esse nome, pois é uma área de proteção ambiental, portanto, deveria ser lixo zero.
Voltando ao foco, as pessoas esquecem, que com o horário de verão, há sol até 19:40 da noite. Se o individuo for à praia e ficar até três da tarde e deixar seu lixo na areia, a outra pessoa que sai do trabalho as cinco eu quiser ir a praia, dar um mergulho antes de voltar pra casa, é obrigado a desviar de copos, cocos, e às vezes espetinhos de madeira, enterrados na areia, que podem causar acidentes. As latinhas de alumínio escapam porque sempre há um catador transeunte e dela tira seu sustento.
Segundo uma matéria da VEJA de julho de 2009, são recolhidas 2 600 toneladas de lixo por mês nas praias cariocas durante o verão. O habito de deixar lixo na praia atrai animais para areia, que podem causar doenças, como os pombos, por exemplo. Um monitoramento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente mostra que em toda a orla da Zona Sul as areias estão infestadas de parasitas causadoras de verminoses como bicho-geográfico, lombriga, solitária e oxiúro, além de indicar fezes de animais, como cachorros e os já citados pombos.
A galera fica preocupada com a qualidade da água, mas esquece que a areia é a parte mais importante da praia, portanto, na próxima vez que for a praia, pense no próximo e carregue seus resíduos.

Obs 1: O tema é recorrente no blog. Em janeiro de 2009, o Leonardo postou o texto “Os Cocos de Búzios” que tratava basicamente da mesma coisa: Lixo na areia e o fato de só latinhas de alumínio sumirem rapidamente.
Obs 2: Existe uma ONG que atua em mais de cinqüenta paises, com um programa chamado Bandeira Azul, cujo objetivo é certificar as praias a partir de uma lista com 29 itens. As condições sanitárias dessa lista são mais rígidas das que o Brasil exige. 3200 praias são consideradas as mais bem cuidadas do mundo. Nenhuma brasileira.

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Update

Segundo o comentário do Sr. Alan, do tempo em que foi publicado o texto que consultei na VEJA até hoje, a praia de Jurerê Internacional, em Santa Catarina, conseguiu a certificação do programa Bandeira Azul, sendo a primeira praia da América do Sul a conseguir tal feito.

Aquecimento Global Ou Enganação Global?

January 14th, 2010 Rodrigo Fernandes 17 comments

Desde o final da década de 70 o mundo vem questionando sobre o aumento de temperatura na Terra, após 30 anos de resfriamento e a explicação eram as ações do Homem.

Segundo o artigo do professor Luiz Carlos Molion, Essa hipótese está fundamentada em três argumentos: a série de temperatura média global do ar na superfície “observada” nos últimos 150 anos, o aumento observado na concentração de gás carbônico a partir de 1958 e os resultados obtidos com modelos numéricos de simulação de clima.

Discutiram-se criticamente esses três aspectos, mostrando suas deficiências e concluiu-se que a representatividade global da série de temperaturas é questionável e que a não comprovada intensificação do efeito-estufa pelas atividades humanas, bem como as limitações dos modelos matemáticos de simulação de clima, não justificam a transformação da hipótese do aquecimento global antropogênico em fato científico consumado. Apresentaram-se argumentos que sugerem que um resfriamento global, paulatino, nos próximos 15 a 20 anos seria mais provável, em face do conhecimento atual que se tem do clima global e sua variabilidade.

Ainda falando do artigo do professor, encontrei dados climáticos discutíveis. A relação média do período 1961-1990 apresentaram um aumento em cerca de 0,6°C desde o ano de 1850, no período de 1920-1946, o aumento global foi cerca de 0,4°C. No Ártico, por exemplo, em que há medições desde os anos de 1880, o aumento foi cerca de 10 vezes maior nesse período, 2,7°C somente entre 1918 e 1938. Entre 1947 e 1976, houve um resfriamento de cerca de 0,2°C, não explicado pelo IPCC. E a partir de 1977, a temperatura média global aumentou cerca de 0,3°C. O próprio Painel concorda que o primeiro período de aquecimento, entre 1920 e 1946, pode ter tido causas naturais, possivelmente o aumento da produção de energia solar e a redução de albedo planetário. Antes do término da Segunda Guerra Mundial, as emissões decorrentes das ações antrópicas eram cerca de 10% das atuais e, portanto, torna-se difícil argumentar que os aumentos de temperatura naquela época, tenham sido causados pela intensificação do efeito-estufa provocada pelo Homem.

A polêmica que essa série de anomalias tem causado reside no fato de o segundo aquecimento, a partir de 1977, não ter sido verificado, aparentemente, em todas as partes do Globo. A série de temperatura média para os Estados Unidos, por exemplo, não mostrou esse segundo aquecimento, sendo a década dos anos 1930 mais quente que a dos anos 1990. Em adição, a média da temperatura global, obtida com dados dos instrumentos MSU (Microwave Scanning Unit) à bordo de satélites a partir de 1979, mostrou uma grande variabilidade anual, com um pequeno aquecimento global de 0,076°C por década , segundo John Christy e Roy Spencer, da Universidade do Alabama, enquanto os registros instrumentais de superfície mostraram um aquecimento de 0,16°C por década, ou seja, duas vezes maior no mesmo período. Para o Hemisfério Sul, satélites mostraram um aquecimento menor, de 0,052°C por década. Em princípio, satélites são mais apropriados para medir temperatura global, pois fazem médias sobre grandes áreas, incluindo oceanos, enquanto as estações climatométricas de superfície registram variações de seu micro ambiente, representando as condições atmosféricas num raio de cerca de 150 metros em seu entorno. As estações climatométricas apresentam outro grande problema, além da não padronização e mudança de instrumentação ao longo dos 150 anos passados. As séries mais longas disponíveis são de estações localizadas em cidades do “Velho Mundo” que se desenvolveram muito, particularmente depois da Segunda Guerra Mundial. Em média, a energia disponível do Sol (calor) é utilizada para evapotranspiração (evaporação dos solos e superfícies de água + transpiração das plantas) e para o aquecimento do ar. Sobre superfícies vegetadas, a maior parte do calor é usada para a evapotranspiração, que resfria a superfície e o restante para aquecer o ar. Com a mudança da cobertura superficial, de campos com vegetação para asfalto e concreto, a evapotranspiração é reduzida e sobra mais calor para aquecer o ar próximo da superfície, aumentando sua temperatura. Esse é o chamado efeito de ilha de calor, que faz as temperaturas do ar serem 3°C a 5°C maior nos grandes centros urbanos quando comparadas às de suas redondezas.

Ontem no Programa Canal Aberto (Band), o professor deu uma explicação e afirmou que o gás Co2 é o gás da vida e não é o vilão como todos dizem. Além disso, afirmou que o mundo está se aproximando de uma nova era glacial por questões naturais unicamente. Sobre o tema do aquecimento global citou a suposta manipulação de temperaturas e que os estudos científicos que afirmam sobre o suposto aquecimento global inexistem ou não são disponibilizados pelos que participam da pesquisa.

Bom, a pergunta é através desses dados e sobre a acusação do professor Luiz Carlos Molion, todo esse alvoroço em relação ao aquecimento global e a insistência das grandes potencias em obrigar aos países em desenvolvimento a diminuírem drasticamente suas emissões de gases, o que naturalmente causará uma redução no crescimento econômico do mesmo, pode ser uma arma que os países desenvolvidos estejam querendo utilizar para freiar esse crescimento das nações em desenvolvimento, em especial a China, e nisso pode-se incluir o Brasil, países com mais de 1000 anos de hegemonia, como a Inglaterra estão sem recursos naturais e o Japão com sua pequena extensão territorial passa pelos mesmos problemas, no ritmo de crescimento da china que é de quase 10% e do Brasil, em breve essas nações estarão sendo ultrapassadas, como já acontece com a Itália, então todo cuidado é pouco sobre uma discussão que envolve economia e crescimento econômico, muitos interesses estão envolvidos.

Por fim aos mais exaltados que por aqui podem aparecer, não estou defendendo uma destruição do planeta e afirmo que o professor também não, muito pelo contrário, defendo sim a proteção do meio ambiente, mas se vamos defender que defendemos com a verdade e não com histórias , já não basta as histórias que ouvimos por aqui? Então não somos obrigados a ouvir história que vem de fora. A maior vantagem do ser humano é poder questionar, então que não sejamos cordeirinhos em relação a isso como nós somos cordeirinhos em relação a nossa política nacional.

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O futuro da mobilidade: híbrido, bateria ou célula combustível?

September 1st, 2009 Rodrigo Souza 8 comments

Durante o anúncio do modelo de exploração do Pré-sal feito ontem pelo Presidente Lula, o Greenpeace fez uma manifestação com os dizeres: “Pré-sal e poluição: Não dá para falar de um sem falar do outro”.

E em busca da menor emissão de gases estufa, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e as mais promissoras despontam com o uso de motores elétricos como forma de tração, diferenciando-se apenas na forma de alimentação do motor.

Atualmente, já há o uso de motores híbridos nos chamados SUV americanos, onde um motor a combustão é auxiliado por um motor elétrico a baixas velocidades, melhorando o consumo e diminuindo a emissão de gases, mas a proposta que está sendo desenvolvida é a inversão dessa relação. O motor elétrico passaria a ser responsável integralmente pela força e um pequeno motor a combustão funcionaria como gerador de energia. Ótima proposta, mas não resolve a questão da poluição.

O uso de veículos elétricos a bateria já é praticado há anos e seu principio lembra o daquele carrinho de controle remoto que você sonhou em ter quando criança. É só ligar na tomada, carregar a bateria e sair andando. Assim como o motor híbrido, tem uma ampla rede de distribuição já consolidada, mas esbarra ainda em algumas barreiras tecnológicas.

Para se ter autonomia e performance similar aos veículos de hoje, são necessárias muitas baterias, o que atrapalha nas questões de peso e dinâmica veicular, além do período de tempo necessário para a recarga.

Por outro lado, profetizando um pouco, com o surgimento da internet via rede elétrica, seria interessante ao chegar em casa, ligar o carro na tomada, sentar no sofá, ligar seu tablet ou notebook, transferir músicas para um hd interno do carro, baixar novos layouts para o painel do carro, que fatalmente será feito de OLED, atualizar o GPS, programar trajetos e a agenda. O ruim é que o carro vai ter que ter antivírus dos bons.

Mas a tecnologia mais interessante, sem duvida é a célula combustível. Essas células são conversores de energia química em energia elétrica através de um processo de oxidação do hidrogênio, como se fosse um processo de combustão a frio e o resultado disso é água quimicamente pura!

Após produzir energia elétrica, essa é armazenada em uma bateria e então alimenta o motor elétrico, podendo assim rodar ainda algum tempo após acabar o gás e achar um posto de abastecimento.

O Brasil já está desenvolvendo essa tecnologia, e já foi posto em teste em São Paulo, um ônibus que causa inveja a muitos movidos a diesel. Ele tem 230 Cv de potencia, torque máximo de 36KNm, velocidade máxima de 70 Km/h e autonomia de 300Km quando abastecido com 45 kg de hidrogênio obtido de gás natural. Disseram uma vez que um desses iria rodar no Rio, mas até hoje não vi, você viu?

O maior desafio dessa tecnologia, além de aperfeiçoar o processo e otimizar o funcionamento está na distribuição de hidrogênio, o que poderia ser feita de forma fácil em qualquer posto de gasolina através de um equipamento para se fazer eletrólise ligado à rede elétrica. Outro desafio é custo do quilo do hidrogênio que hoje chega a custar cerca de R$50,00, mas pesquisas dizem que esse custo pode chegar a R$0,50.

E então? Qual a sua aposta para o futuro?

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