Archive

Posts Tagged ‘cruzeiro’

Os 15 anos do plano Real

September 7th, 2009 Rodrigo Fernandes 8 comments

O dia 1° de Julho de 2009 marcou o 15° aniversário do Plano Real um momento histórico e certamente muito benéfico na história do país.

Desde o seu nascimento o plano Real já demonstrava que seria um sucesso e que finalmente estaríamos saindo de uma década repleta de insucessos econômicos e um atraso sem igual da nossa economia. Falando mais claramente, através de números tentarei expressar o tamanho da importância do plano Real para o Brasil.

Após a Hiperinflação dos anos 80 (Inflação acima de 100%), e de inúmeras medidas para mudar esse quadro, o governo Itamar Franco através de seu Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, estudava uma forma de acabar com a inflação no Brasil. Em 1° de agosto de 1993 aconteceu a 7° mudança de moeda no Brasil (Cruzeiro x Cruzeiro Real), sem muito sucesso porém com resultados mais positivos que os planos passados, por exemplo o primeiro mês de inflação da nova moeda foi de 33,53% e em Janeiro de 1994 a inflação batia 42,19%, de fato não era o remédio que a economia precisava mas de fato era melhor que os 100% mês, umas das medidas do plano era cortar 3 zeros de nossa moeda.

Em 1° de Julho de 1994, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso daria vida ao Plano Real, plano esse que trocaria a base monetária brasileira de CR$2.750,00 para cada R$1,00, ou seja teríamos uma base monetária muito inferior, o que diminuiria o volume de moeda em circulação o que causava em parte esse efeito inflacionário.

O efeito dessa redução na base monetária seria rapidamente sentida, a inflação acumulada do ano de 94 até junho batia 815,60%, e a primeira inflação registrada da nova moeda bateu o incrível 6,08% um recorde até então aos patamares antes acostumados pela população.

O plano Real sem dúvidas foi o marco mais positivo da história econômica brasileira, através do plano real conseguimos diversos avanços macroeconômicos no controle da inflação e hoje temos essa questão muito bem controlada e totalmente fora de questão se comparada ao passado, o sucesso do plano foi tamanho que mesmo após a troca no poder o presidente Luis Inácio Lula da Silva manteve a mesma política, essa continuação no plano, as reformas fiscais e tributárias que pouco a pouco foram ocorrendo, foram de muita importância para o Brasil, o Risco – país despencou e a bolsa disparou, tudo isso devemos ao continuísmo na política econômica que contribuiu para que o Brasil construísse uma imagem no exterior bem diferente da de grande parte de seus vizinhos latino-americanos.

Não vivemos no país das maravilhas como a Alice, o Brasil tem muito que evoluir, como na redução na carga tributária para que possa aproveitar bem a nova taxa de juros abaixo de 1 dígito que é um marco em nossa história também, aproveitarmos o fim dos choques cambiais para melhorar nossa infra-estrutura, em especial em nossas estradas e em alguns casos em nosso atraso tecnológico muito devido aos altos tributos.

Defenderemos agora a redução nos gastos públicos com funcionalismo, desinchar a máquina estatal e apostar em reformas, temos condições de sermos maiores do que já somos mesmo com nossa política frágil e corrupta e com nossas enormes barreiras contra os micros empresários, imagine quando esses empecilhos deixarem de existir? Certamente colheremos algo muito melhor do que colhemos hoje, chegou a hora de mudar o Brasil.

Creative Commons License
Os 15 anos do plano Real by Rodrigo Fernandes is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.

Hooligans – Um Problema

February 18th, 2009 Leonardo Monteiro 8 comments

No último final de semana, tivemos clássicos no futebol brasileiro, clássicos regionais, tais como: Botafogo x Flamengo , São Paulo x Corinthians, Cruzeiro x Atlético Mineiro.

Em todos eles as pessoas em volta ou dentro do estádio vivenciaram momentos de tensão devido ao confronto das torcidas organizadas também conhecidas como “hooligans”.

O movimento hooligans ficou famoso na Inglaterra nos anos 1960′ e se intensificou nos anos 1970′s quando mais de 25 casos de “hooliganismo” eram notificados todo ano.

Uma definição para os hooligans seria um grupo de pessoas com interesses semelhantes, por exemplo: torcedores do Vasco, do Flamengo, São Paulo, dispostos a brigar e a praticar atos de vandalismos.

O mais recente ato de vandalismo evidenciado foi no último domingo na partida entre São Paulo x Corinthians onde cadeiras foram arrancadas do Morumbi, bombas detonadas e carros destruídos, houve também confronto com a policia, confronto entre as torcidas e tudo acabou num desastre.

O caso mais sério ocorreu em Belo-Horizonte onde um rapaz foi assassinado a tiros enquanto estava indo para o estádio Mineirão assistir o jogo entre Atlético Mineiro x Cruzeiro.

No Rio de Janeiro na partida entre Botafogo x Flamengo houve confronto em frente a bilheteria 8 do Maracanã, com o trafego numa das rodovias principais em torno do estádio sendo impedido.

A Inglaterra por muito tempo sofreu com esses tipos de gangues, grupos organizados , “torcedores de futebol”( as aspas servem para diminuir esse termo, já que ao meu ver quem vai ao estádio para brigar e não para torcer não pode ser chamado de torcedor de futebol e sim de bandido)  que iam para os estádios brigar, e se não bastasse o estádio brigavam nas intermediações também, como metrôs e praças.

O que foi feito para diminuir as incidências constantes que ocorriam nos jogos? Um estudo detalhado de como os grupos agiam, policiais foram infiltrados nesses grupos de vândalos coletando informações importantes, como nomes, idade, residência, etc. Quando esses integrantes eram presos eram indiciados por Conspiração para cometer Violência ou Conspiração para causar tumulto, porém os policiais eram muito criticados, pois haviam muitas invasões de privacidade injustificadas.

Nos anos 1980′s uma nova abordagem foi feita, continuando com os policiais infiltrados, mas usando policiais uniformizados e equipados com cachorros para conduzir os torcedores visitantes das estações de trem, metrô, ônibus até os estádios, porém mais uma vez os policiais foram criticados, dessa vez por tratarem os torcedores opressivamente.

Câmeras foram instaladas nos estádios, os preços dos ingressos subiram e com os torcedores infratores sendo fichados e impedidos de irem ao estádio novamente, o “hooliganismo” diminuiu.

Nos dias atuais os Ingleses usam uma abordagem mais branda, apenas posicionando policiais em locais estratégicos para prevenirem confrontos.

No Brasil a abordagem é totalmente diferente, senão burra. Estuda-se a proibição dos torcedores visitantes, ou a diminuição da carga de ingressos para eles. Como foi dito no blog do Mauro Cezar Pereira a proibição das torcidas visitantes no estádio iria causar mais problemas que soluções, deixando os torcedores irritados e não acabaria com o problema já que confrontos são agendados até mesmo em dias comuns onde não há jogos.

A diminuição da carga de ingresso também é algo inútil, as torcidas organizadas visitantes não são formadas por 5mil pessoas e sim por 500 ou menos, são esses pequenos grupos que criam toda a confusão.

Para começar a melhorar esse problema, primeiramente teríamos que começar a punir as pessoas que fazem parte dos atos de vandalismo e violência, porque o que acontece hoje é a total impunidade, a mesma que ocorre com os políticos e bandidos comuns é a mesma que incita a continuação da violência nos estádios de futebol.

O uso de inteligência, assim como os ingleses, através das câmeras de circuito-fechado, policiais infiltrados, fichamento dos envolvidos nos delitos e leis especificas para tratar do “hooliganismo” é o caminho mais básico a ser adotado para melhorar a situação atual.

O fanatismo para com qualquer coisa é demasiado ruim, vide a religião e o que ela causa no Oriente Médio, as crenças de Hitler numa raça pura, os próprios hooligans e seu fanatismo por seus times de futebol.

O fanatismo é algo que acontece, não da pra regular isso, mas da pra regular o acesso dos fanáticos a certos lugares, e com certeza é possível regular suas ações através de punições severas, mas estas não podem ser apenas severas num papel, mas tem que ser também severas quando aplicadas.

Assim esperemos que um dia, o futebol volte a ser um programa familiar de domingo, e que não só o estádio de futebol, mas também as ruas sejam um lugar mais seguro.
Creative Commons License
Hooligans – Um Problema by Leonardo de Castro Monteiro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.