O futuro da mobilidade: híbrido, bateria ou célula combustível?
Durante o anúncio do modelo de exploração do Pré-sal feito ontem pelo Presidente Lula, o Greenpeace fez uma manifestação com os dizeres: “Pré-sal e poluição: Não dá para falar de um sem falar do outro”.
E em busca da menor emissão de gases estufa, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e as mais promissoras despontam com o uso de motores elétricos como forma de tração, diferenciando-se apenas na forma de alimentação do motor.
Atualmente, já há o uso de motores híbridos nos chamados SUV americanos, onde um motor a combustão é auxiliado por um motor elétrico a baixas velocidades, melhorando o consumo e diminuindo a emissão de gases, mas a proposta que está sendo desenvolvida é a inversão dessa relação. O motor elétrico passaria a ser responsável integralmente pela força e um pequeno motor a combustão funcionaria como gerador de energia. Ótima proposta, mas não resolve a questão da poluição.
O uso de veículos elétricos a bateria já é praticado há anos e seu principio lembra o daquele carrinho de controle remoto que você sonhou em ter quando criança. É só ligar na tomada, carregar a bateria e sair andando. Assim como o motor híbrido, tem uma ampla rede de distribuição já consolidada, mas esbarra ainda em algumas barreiras tecnológicas.
Para se ter autonomia e performance similar aos veículos de hoje, são necessárias muitas baterias, o que atrapalha nas questões de peso e dinâmica veicular, além do período de tempo necessário para a recarga.
Por outro lado, profetizando um pouco, com o surgimento da internet via rede elétrica, seria interessante ao chegar em casa, ligar o carro na tomada, sentar no sofá, ligar seu tablet ou notebook, transferir músicas para um hd interno do carro, baixar novos layouts para o painel do carro, que fatalmente será feito de OLED, atualizar o GPS, programar trajetos e a agenda. O ruim é que o carro vai ter que ter antivírus dos bons.
Mas a tecnologia mais interessante, sem duvida é a célula combustível. Essas células são conversores de energia química em energia elétrica através de um processo de oxidação do hidrogênio, como se fosse um processo de combustão a frio e o resultado disso é água quimicamente pura!
Após produzir energia elétrica, essa é armazenada em uma bateria e então alimenta o motor elétrico, podendo assim rodar ainda algum tempo após acabar o gás e achar um posto de abastecimento.
O Brasil já está desenvolvendo essa tecnologia, e já foi posto em teste em São Paulo, um ônibus que causa inveja a muitos movidos a diesel. Ele tem 230 Cv de potencia, torque máximo de 36KNm, velocidade máxima de 70 Km/h e autonomia de 300Km quando abastecido com 45 kg de hidrogênio obtido de gás natural. Disseram uma vez que um desses iria rodar no Rio, mas até hoje não vi, você viu?
O maior desafio dessa tecnologia, além de aperfeiçoar o processo e otimizar o funcionamento está na distribuição de hidrogênio, o que poderia ser feita de forma fácil em qualquer posto de gasolina através de um equipamento para se fazer eletrólise ligado à rede elétrica. Outro desafio é custo do quilo do hidrogênio que hoje chega a custar cerca de R$50,00, mas pesquisas dizem que esse custo pode chegar a R$0,50.
E então? Qual a sua aposta para o futuro?

O futuro da mobilidade: híbrido, bateria ou célula combustível? by Rodrigo Rezende da Silva e Souza is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.


